<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506</id><updated>2012-01-09T16:18:52.786Z</updated><category term='filmes; tulio'/><category term='filmes; diogo'/><category term='filmes; mac'/><category term='filmes; beia'/><category term='filmes; ana; mac; diogo; beia; rita;'/><category term='u'/><category term='atrofios'/><category term='filmes; carla'/><category term='histórias das donas'/><category term='filmes; miguel'/><category term='praia'/><category term='humor'/><title type='text'>caixinhas de plastico da marca "Tapar! Where?"</title><subtitle type='html'>Já fomos, já deixamos de ser, talvez estejamos de volta. Poderá ser o regresso do mito. O mito que nunca o foi.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>474</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6534083050770418039</id><published>2012-01-09T15:50:00.002Z</published><updated>2012-01-09T15:50:22.408Z</updated><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Que não se vai cantar o fado, mas recolher-se o canto numa esquina ao contrário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6534083050770418039?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6534083050770418039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6534083050770418039&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6534083050770418039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6534083050770418039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2012/01/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2205551549862849814</id><published>2011-11-28T23:06:00.001Z</published><updated>2011-11-28T23:06:53.020Z</updated><title type='text'>Atitudes activas Vs passivas</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Ouvi dizer que não sabes o que fazer.&lt;br /&gt;Ouvi dizer que continuas em quietude no mesmo canto, de braços cruzados, sem saber o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que essa posição te é confortável, enquanto te manténs na indecisão a vida vai passando por ti e tomando ela as decisões que são tuas. "São coisas que me acontecem" dizes com alguma raiva, em sussurro por entre os dentes. Sem saber que a culpa é tua por não tomares nenhuma atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se agora sussurras de dentes semi-cerrados por causa disso, tenho uma má noticia para te dar: vai piorar. A sério. Porque vais sofrer de uma grande crise de pós-meia idade (que é quando disseres que estás na meia idade mas na verdade já a passaste). E não vais fazer nada sobre isso, e depois envelheces e já se sabe como é essa velhice, amarga e azeda a dizer mal dos tempos modernos e bem dos tempos que mais ninguém se lembra - aqueles em que podias ter feito alguma coisa e não fizeste - e depois morres nas amarguras porque a tua vida afinal não fez diferença nenhuma (e na verdade a vida não foi tua, foi dela sozinha porque sozinha se decidiu) e depois reencarnas numa minhoca lenta e começas a rastejar por uma varanda cheia de humidade e há uma gaja que também não decide a vida dela que te vê e como também não tem a atitude que te faltou, em vez de te matar com uma pisadela fica só histérica a atirar-te sapatos do outro lado da varanda a acabas uma minhoca meia morta a dizer mal das duas vidas que não viveu. E vamos ter sinceridade, isso é triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se não queres acabar como uma minhoca moribunda durante 58 horas, mais vale fazeres alguma coisa agora.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2205551549862849814?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2205551549862849814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2205551549862849814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2205551549862849814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2205551549862849814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/11/atitudes-activas-vs-passivas.html' title='Atitudes activas Vs passivas'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-1799112521340287740</id><published>2011-11-26T15:32:00.002Z</published><updated>2011-11-26T16:00:44.124Z</updated><title type='text'>Um casal atípico</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(0, 0, 153);   font-family:georgia;font-size:medium;"&gt;Segunda-feira, 7:30 da manhã, na casa de Ana e Jaime em Campo de Ourique.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;Jaime percorre a casa toda em passo apressado. Procura as suas chaves de casa. Já desesperado decide acordar Ana para o ajudar a encontrá-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Anaaaa, viste as minhas chaves?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Vi. E até podia dizer-te onde elas estão se não tivesse sido atacada por uma perguicite tão grande que nem consigo falar. Só para teres uma ideia, a explicação que te acabo de dar sobre o cansanço arruinou com as minhas reservas de energia e vai-me levar, pelo menos, uma hora antes de conseguir articular qualquer palavra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Vá lá Ana, pára de brincar. Assim vou chegar tarde ao emprego. Tenho uma reunião de equipa às 8:30 e ainda nem revi a minha apresentação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Não estou a brincar! O que te digo é muito sério. Não consegues ver como arrasto a voz quando falo?... No entanto - porque te amo acima de todas as coisas - estou disposta a fazer um sacrifício. Mas para isso também vou precisar de ver alguma boa vontade da tua parte... afinal quem perdeu as chaves foste tu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Vá lá Ana! Não tenho tempo para jogos. Diz-me duma vez onde estão as chaves e pára de brincar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Como te digo, se queres reaver as tuas chaves tens que demonstrar uma intenção realmente séria de as reaver.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- E como é que esperas que eu faça isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Bem, tens que jogar o jogo das perguntas: tens direito a três perguntas; nenhuma delas pode ser "Onde é que estão as chaves?". Por cada pergunta inteligente que fizeres recebes pistas que te levarão direitinho ao teu objectivo... a argúcia e perspicácia são, portanto, qualidades altamente valorizadas neste desafio. Pronto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Sim, tenho outro remédio?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Isso é uma pergunta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Não! Era eu que estava a pensar alto, desculpa. Posso começar de princípio?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Sim, mas a partir de agora não há mais desculpas. Não te esqueças que o tempo está a contar.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Ok, ok. Então vamos lá. (Jaime inspira fundo olha para Ana e começa.) Já te disse hoje que te amo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Ainda não tinhas mencionado, não. As chaves estão algures no andar de baixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Queres ir jantar fora logo à noite e ir ao cinema ver um filme à tua escolha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Aceito o convite...talvez fosse bom limitares a tua busca à zona da sala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Achas que logo à noite posso fazer-te uma massagem para estrear os óleos que comprámos na nossa viagem à Tailândia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Também reparaste que estão a ganhar pó na dispensa?... acho que as chaves estão caídas entre as almofadas do sofá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;Jaime beija Ana na boca e sai apressado descendo as escadas de duas em duas.. quando chega à sala vira o sofá de ponta a ponta sem vislumbrar ponta de chaves.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Anaaaa, não estão aqui. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;- Então não sei. Pensei que as tinha visto aí caídas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#000099;"&gt;Fim.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-1799112521340287740?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/1799112521340287740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=1799112521340287740&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1799112521340287740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1799112521340287740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/11/um-casal-atipico.html' title='Um casal atípico'/><author><name>ondepudwhere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14812428840371257200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-3288646735062278026</id><published>2011-11-21T00:39:00.001Z</published><updated>2011-11-21T00:56:36.833Z</updated><title type='text'>O amor é uma construção a dois.</title><content type='html'>Querido Diário,&lt;br /&gt;Conheci um rapaz espectacular. Tem cabelo desalinhado, usa t-shirts pretas de rock, tem montes de estilo e conversas super-interessantes. Não entendo tudo o que diz mas adoro a expressão dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Diário,&lt;br /&gt;Hoje passamos a tarde juntos,&amp;nbsp; ele fala-me de coisas que nunca tinha ouvido, conhece imenso sobre tudo, tem perspectivas muito interessantes sobre qualquer assunto. Nunca me vai ligar, que interesse poderia eu ter para ele? Ah, mas como adoro aquele cabelo despenteado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Diário,&lt;br /&gt;tenho novidades das últimas semanas. Temos saído muito e conversado. Já conheço alguns amigos dele, tem todos conversas diferentes dos meus. E opiniões, é gente que sabe do que fala! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário,&lt;br /&gt;tenho namorado. Adoro andar com ele e apresentá-lo a toda a gente. As pessoas ficam sempre muito impressionadas com o ar dele, porque ele é diferente em tudo. Do cabelo por pentear, as t-shirts de rock, as calças rasgadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário,&lt;br /&gt;tivemos um jantar de anos de uma amiga minha. Ele também foi, é mais do que oficial que namoramos. Estou tão feliz! Só foi pena que algumas pessoas o olharam de lado, pudera, ele tem um estilo tão diferente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário,&lt;br /&gt;amanhã vamos ter outro jantar de anos de outra amiga minha. Felizmente consegui convence-lo a pentear-se e a vestir uma camisa. Vai fazer um sucesso, com as conversas interessantes que tem, vais ver! Só espero que não fale muito de assuntos chocantes, às vezes não percebo porque tem que ter opiniões tão duras sobre tudo. E são meio esquisitas, era muito mais fácil se pensasse o mesmo que os meus amigos em alguns assuntos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário,&lt;br /&gt;ontem ele veio cá jantar. Veio de camisa e calças sem estarem rasgadas. Não falou muito das conversas mais esquisitas que às vezes tem, que foi para não chocar muito a minha família. Correu bem... acho eu. Ele gostou! Os meus pais não disseram nada de especial, mas acho que não desgostaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário,&lt;br /&gt;hoje tivemos uma discussão. Tudo porque me apareceu cá em casa todo despenteado - apesar de estar com um novo corte de cabelo muito mais giro! - e eu pedi para se pentear para irmos ao cinema. Não percebo qual é o problema dele, afinal não lhe custava nada e fica-lhe muito melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário,&lt;br /&gt;acabei o meu namoro. Não sei o que se passou com ele, mas ele mudou muito neste tempo. Não é mais o rapaz por quem me apaixonei. Não tem mais a garra que tinha a falar do que falava, parece que perdeu o brilho! E ás vezes tem um ar meio apatetado, a camisa sai-lhe para fora e parece meio tóino. Mudou demais neste tempo de namoro, não entendo. Se calhar é só de estar a ficar mais maduro, mas acho que estamos a crescer para caminhos diferentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-3288646735062278026?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/3288646735062278026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=3288646735062278026&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3288646735062278026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3288646735062278026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/11/o-amor-e-uma-construcao-dois.html' title='O amor é uma construção a dois.'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-4903245722159874444</id><published>2011-11-17T23:27:00.001Z</published><updated>2011-11-17T23:46:08.080Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;  &lt;o:AllowPNG/&gt; &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:TrackMoves&gt;false&lt;/w:TrackMoves&gt;  &lt;w:TrackFormatting/&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:DrawingGridHorizontalSpacing&gt;18 pt&lt;/w:DrawingGridHorizontalSpacing&gt;  &lt;w:DrawingGridVerticalSpacing&gt;18 pt&lt;/w:DrawingGridVerticalSpacing&gt;  &lt;w:DisplayHorizontalDrawingGridEvery&gt;0&lt;/w:DisplayHorizontalDrawingGridEvery&gt;  &lt;w:DisplayVerticalDrawingGridEvery&gt;0&lt;/w:DisplayVerticalDrawingGridEvery&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;w:DontAutofitConstrainedTables/&gt;   &lt;w:DontVertAlignInTxbx/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="276"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Table Normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--StartFragment--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial;"&gt;Sabia de cor as cores das suas mãosquando cruzava os dedos em apertados gritos mudos. Era estranho, como sequisesse agarrar a raiva dentro das palmas e por vezes tivesse medo que a forçalhe faltasse. Apertava os lábios também, sempre o mesmo gesto, a expressão cruanos olhos. Crua de existência.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial;"&gt;- Que outras terras achas que pisasque te asseguram seguros chãos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial;"&gt;Ninguém fala assim quando em vez depalavras guarda nuvens cinzentas na cabeça. Ninguém fala mesmo, intraduções decoisas indefinidas. Raios de tentativas de explicações a soçobrarem pelosossos, a rebentarem por dentro da pele, a baterem insistentemente contra omesmo invólucro selado, impossível saírem por esses cortes tentativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial;"&gt;- Que outras terras achas que pisasque te asseguram seguros chãos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial;"&gt;Como se não fossemos existência emvazio. Como se houvesse mesmo a possibilidade de assegurar ou de nos segurarmosa alguma coisa. Um cajado, havia senhores que tinham cajados, havia um tempoinfantil que achava que jamais o mundo se poderia desequilibrar se tivesse apoiadonum cajado firmemente cravado no chão. As mãos sob o queixo. As respostas sobas mãos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial;"&gt;- Que rios são esses que tentastravar sem fazeres de ti barragem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial;"&gt;A fluidez dos dias, dos momentos, daspedras, dos "sim", dos agora. A fluidez imparável da falta doconcreto, a fluidez do cimento e do betão, não há nada indestrutível, não hánada que dure agarrado ao lodo escorregadio do que já foi. Uma lágrima temmenos fluidez do que essa promessa. Há no vento uma aspereza maior do que nessemuro. É preciso, seria preciso, aprender a andar assim. Sem chão nos pés, semmãos no cajado. Pior que um bebé de ano. Trôpego, não bebas mais, não mastiguesa bebida, não mastigues essa raiva. Sôfrego, já não há, fluiu-se.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial;"&gt;- Anda, vamos embora. Amanhã também édia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 20.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial;"&gt;Não são os dias que importam, são as noites. Quando ascoisas fluidas ganham algum peso. Quando a gente se ilude a pensar que hácoisas importantes e que vão durar. As noites são uma merda, por isso digo-tebom dia, alegria, e construo uma casa de nevoeiro - o material de onde nascemtodos os outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-4903245722159874444?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/4903245722159874444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=4903245722159874444&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4903245722159874444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4903245722159874444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/11/sabia-de-cor-as-cores-das-suas-maos.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-200287873327361680</id><published>2011-10-07T12:00:00.000+01:00</published><updated>2011-10-07T12:00:22.798+01:00</updated><title type='text'>Três grandes grupos de mentirosos: Caçadores, Políticos e Pescadores</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;- Mas de verdade﻿ que há pesca boa no Tejo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Claro que há menina... claro que há... deixe-me contar-lhe uma história. Comecei a pescar no Tejo, aqui mesmo à beira de Alcântara, quando tinha 7 anos. Vinha com o meu pai e tinha que ficar em silêncio o tempo todo. Mas sabe como é, a gente ganha-lhe o gosto. Assim como assim, o meu pai também era homem de poucas palavras. Não se chegava a zangar comigo quando a linha se partia. Dava-me um calduço e já está. E sorria quando eu apanhava um peixe. No Tejo há pesca boa menina, já cá apanhei uma corvina de 2,5 kl. Charroucos também aparecem. E taínhas, taínhas há com fartura. Ás vezes também aparecem robalos menina, às vezes também aparecem robalos, mas aparece mais vezes lixo. Há muito lixo no Tejo menina, imagine que o outro dia vim à pesca e apanhei com uma multa. Que são precisas licenças, que é preciso ir tratar de papéis, no tempo do meu pai não havia nada disso. Hoje em dia apanha-se mais lixo desse. Bu-ro-cra-cia chamam-lhe os especialistas, é lixo é o que é. E ali mais abaixo costumava estar outro pescador todas as manhãs de sábado que já não vem por causa disso, apanhou uma burocracia tão grande que desistiu disto. É triste menina, a gente desistir das coisas que gosta por causa dos entraves que encontramos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas também se apanham coisas melhores agora. O outro dia apanhei um bocadinho de nostalgia, mas coisa miúda, coisa miúda. Fui dar com um antigo companheiro lá da escola, veja lá menina, está na frança mas veio cá uns dias e teve que vir ao tejo. Ainda deu para desenrolar umas histórias e apanhar umas lembranças. Também cheiram a peixe as lembranças, mas não só. A pão acabado de fazer ou a cozido nos dias de festa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É.. é verdade que ainda há pesca boa no tejo menina. Se não a gente já não vinha para aqui... e às vezes até aparecem robalos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eJ0hdVn8Cls/To7XnmNx8AI/AAAAAAAAAX8/qnPThzUDgdI/s1600/pesca.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kca="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-eJ0hdVn8Cls/To7XnmNx8AI/AAAAAAAAAX8/qnPThzUDgdI/s320/pesca.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-200287873327361680?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/200287873327361680/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=200287873327361680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/200287873327361680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/200287873327361680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/10/tres-grandes-grupos-de-mentirosos.html' title='Três grandes grupos de mentirosos: Caçadores, Políticos e Pescadores'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-eJ0hdVn8Cls/To7XnmNx8AI/AAAAAAAAAX8/qnPThzUDgdI/s72-c/pesca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7420773942230483532</id><published>2011-09-15T02:27:00.002+01:00</published><updated>2011-09-15T02:36:25.869+01:00</updated><title type='text'>história que toda a gente conhece</title><content type='html'>Mariazinha tem 3 anos e quer a sua chupeta. A mãe afasta-a, porque sabe que Mariazinha se vai magoar nela, com os seus novos dentinhos. Mariazinha não sabe das razões nem dos porquês, quer a sua chupeta e quer-la tanto que dos pulmões nascem furacões que abanam as paredes da casa e transformam os cérebros dos pais em papa. Mariazinha consegue a sua chupeta e magoa-se nela com os seus novos dentinhos. Não sabe ainda que não adianta chorar sobre a chupeta derramada, mas adiante na história que a chupeta em si não nos interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Mariazinha tem 7 anos e quer subir ao muro da escola. A professora não deixa, que te vais magoar Mariazinha!, e Mariazinha aproveita todos os intervalos em que a professora está distraída para acenar aos coleguinhas do alto do muro branco. Sobe uma, sobe duas, sobe vinte, Mariazinha é a rainha da escola quando a professora não vê, até ao dia em que a professora se zanga com o namorado ao telefone e volta mais cedo, dá de caras com Mariazinha no muro, grita alto e assusta-a, Mariazinha dá de caras com o chão do intervalo. Mariazinha magoa-se uma vez em 50 e deixa de ser rainha da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariazinha tem 12 anos e mais de 7 amigas com quem partilha segredos. Que o rapaz mais giro da escola é o Rui, ai Mariazinha não se gosta de um rapaz de 14 anos. Mas ele tem estilo e as calças abaixo do rabo, os risinhos das amigas são quase histéricos quando ele passa até que lhe passa a vontade de trocar olhares com Mariazinha. Das 7 amigas, uma foi fazer conversinha - ai Mariazinha que te deu para confiares nas 7, os números perfeitos são apenas bíblicos - Mariazinha chora as traições e outras intenções, Mariazinha só tem uma amiga com quem partilha segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariazinha tem 17 de média e 17 de idade. São os exames nacionais e Mariazinha estuda e estuda e estuda e passa e passa e chumba. 2 exames brilhantes, um exame de merda - ai Mariazinha, tão boa aluna que tu eras e ainda acabas a lavar degraus. Pode ser que não, que a segunda opção da faculdade não era a de empregada doméstica, mas pobre Mariazinha, nunca acerta, nunca acerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariazinha tem quase 30 anos e sabe que quem não arrisca não petisca, mas tem tanto medo Mariazinha que se vai desculpando que os petiscos engordam e se calhar é melhor não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariazinha Mariazinha, um dia destes digo-te que se não fosses tão parva eras estúpida que nem uma porta. Sem demérito para a porta, que ainda é mais estúpida que tu porque se fecha sempre como se fosse a última vez. Até ao dia em que quebra e é substituída por outra mais prudente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história?&lt;br /&gt;É no equilíbrio que está a virtude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largamos a Mariazinha e recomeçamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osho, Zén, Chin e Yang eram quatro amigos muito equilibrados, tão equilibrados equilibrados que podiam vir a ser os melhores trapezistas do mundo inteiro e arredores. Mas nunca o seriam, a vida no trapézio é um risco sobre uma linha e quando há mais risco do que segurança não se está no equilíbrio. Por isso eram outra coisa, gestores de coisas - um de comunicação, outro de recursos, outro de humanos e outro de gestão. Sim, gestor de gestão, hoje em dia também fazem falta. Em equilíbrio lá se casaram na idade devida com raparigas equilibradamente giras e interessantes, a tentarem equilibrarem-se em cima das suas andas, ai perdão, sapatos de saltos muitos altos. Nem demais nem de menos, nem muito apaixonados nem muito enjoados. Um deles casou com a Mariazinha e viveram equilibradamente felizes, moderadamente satisfeitos, só tinham - por mera coincidência - um problema na vida: a porta de sua casa nunca aguentava muito tempo, estava sempre a partir-se e a ter que ser substítuida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim com as intensidades da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7420773942230483532?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7420773942230483532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7420773942230483532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7420773942230483532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7420773942230483532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/09/historia-que-toda-gente-conhece.html' title='história que toda a gente conhece'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6969339586077645703</id><published>2011-09-05T17:10:00.002+01:00</published><updated>2011-09-05T17:18:28.496+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>A língua transformada em granito quando dizes "tens a maturidade emocional de um cachorro de 3 meses" mas não me atiras a bola de volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As flores de papel arrastadas pelo vento das pálas de um moinho em ruína, rua fora, ao longo da costa, para longe. É o tempo dos varredores de rua, cabeças viradas ao chão, não sei de que cor têm os olhos. Só sei do irritante barulho das vassouras feitas de ramos mortos a rasparem nas pedras da calçada, são de granito, como a língua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o tempo do fim das festas, dizem os varredores sem falar.&lt;br /&gt;É o tempo do fim das festas, diz o cachorro sem abanar a cauda.&lt;br /&gt;As pedras, essas não dizem nada. Ficam-se com o seu tempo e o seu peso, as histórias que calam e a vontade de aprenderem a voar, que nunca será de facto uma possibilidade. Mas também, assim como assim, não precisam de mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6969339586077645703?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6969339586077645703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6969339586077645703&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6969339586077645703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6969339586077645703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/09/blog-post.html' title='...'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2211894839620971583</id><published>2011-07-26T16:49:00.003+01:00</published><updated>2011-07-27T10:04:13.860+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Às vezes, só às vezes, deixas o tempo escorregar-te no corpo para te lembrares das histórias que já não existem. Como as de umas mãos muito velhas que te davam umas palmadas desajeitadas no cimo da cabeça e tinham marcadas nas palmas as histórias incontáveis da vida, em vez de linhas sobre o futuro e promessas escondidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos - todos os erros, todos os sucessos, todas as desistências e os momentos inesperados que tentaram agarrar, os outros que largaram, as vezes que tocaram em coisas, objectos, outras pessoas e depois se esqueceram dessas formas, dessas temperaturas, dessas densidades. Para se lembrarem de outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes  também me lembro de coisas. Lembro-me que esta cidade cheia de luz não é de verdade terra de ninguém. Se alguém lhe pertencer serão os pombos, não as pessoas que a cruzam e a (re)conhecem. Porque as pessoas que a cruzam apenas conhecem os sítios que são pisados todos os dias por centenas de milhares de pés apressados, mudos, pés que não reparam nos sítios porque os lugares não são deles e mudam um bocadinho, todos os dias, sozinhos, sem ninguém que se aperceba de uma erva a florir entre a calçada ou mais um pedaço de madeira que apodrece porque estes lugares não são de ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro dia disseram-me que as coisas são de quem trata delas, que essa é a única pertença possível (e mesmo assim não chega). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os dias sabes o que deves fazer, quando acordas de manhã e o dia se espreguiça à tua frente e na tua cabeça as vozes de recomendações, exigências, responsabilidades e planos. Para chegar a algum sítio, para fazer o que deves fazer, porque é assim. Porque a vida às vezes não nos guarda tempo para aquilo que gostamos e é assim que o tempo se nos escorre pelo corpo numa cidade que não é de ninguém e sem mãos que guardem as histórias e memórias que o tempo apagou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero deslargar as pequenas histórias cruzadas que não se vão tornar no elenco principal. Porque acho que essas é que são o principal, sem os deveres e responsabilidades e pressupostos com alguém a dizer-me "não faças isso que o caminho é por ali" e esse caminho é aquele onde a vida não nos guarda tempo para as coisas que queremos mais (que queríamos mais, quando as mãos forem velhas e tiverem traçados os erros e segredos incontáveis).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2211894839620971583?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2211894839620971583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2211894839620971583&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2211894839620971583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2211894839620971583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/07/as-vezes-so-as-vezes-deixas-o-tempo.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-1914954680594047638</id><published>2011-07-20T17:13:00.015+01:00</published><updated>2011-07-20T22:26:42.318+01:00</updated><title type='text'>NOTICIA DE ÚLTIMA HORA: Mãe entra na cozinha depois de ausência de mais de 30 anos!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,0,153); LINE-HEIGHT: normal"&gt;Após a tentativa falhada de confecção de um bacalhau com natas, a gastronomicamente insensível foi apanhada a tentar remediar o prato que, momentos antes, fora dado a provar a Joana, a filha mais nova. (os nomes utilizados nesta reportagem são fictícios e qualquer semelhança com uma realidade perto de si é puramente acidental) .&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631471687803782066" style="WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-BS7xZXF4T7k/TicBqco2w7I/AAAAAAAAABc/8-jQ4zVTobc/s320/IMG_0661.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Joana, sempre se mostrou condescendente com os "dotes" culinários da sua mãe adoptando sempre uma postura de encorajamento, fruto do seu incomensurável amor filial. Chegou mesmo “&lt;i&gt;a oferecer-lhe um O Livro do Pantagruel para guiá-la nos momentos de escuridão culinária&lt;/i&gt;”, conta com um sorriso triste nos lábios. A sua mãe, no entanto, nunca abriu o livro e decidiu aventurar-se no novo e inexplorado mundo da culinária. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;José seu marido, conta-nos como tentou evitar o sucedido “&lt;i&gt;Eu vi logo que ia sair dali disparate. Quando a minha mulher põe uma ideia nova na cabeça o melhor a fazer é afastarmo-nos. Eu e a minha filha mais velha não arriscámos e comemos bifes grelhados com ovo a cavalo, mas a Joana não quis ouvir-nos…&lt;/i&gt;”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mais para agradar a sua mãe do que por vontade de se submeter a tal provação Joana terá consentido no uso do seu paladar a fim de aferir a qualidade do prato. O testemunho de dor partilhado com o nosso repórter ilustram bem os momentos de terror passados por esta flha que reconhece agora a má opção de ter rejeitado o bife grelhado confeccionado pelo seu pai. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XK8Q8owp7pI/TicBqxYJ-mI/AAAAAAAAABk/mUBkr0Hl0uw/s1600/IMG_0663.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631471693370882658" style="WIDTH: 194px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 261px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-XK8Q8owp7pI/TicBqxYJ-mI/AAAAAAAAABk/mUBkr0Hl0uw/s320/IMG_0663.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-t65xJjJmX9A/TicC1TPbFHI/AAAAAAAAAB8/oainZwaQft0/s1600/IMG_0663.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Horror, angústia e desepero foram as palavras escolhidas pela vítima para descrever a experiência: “&lt;i&gt;O meu mundo, tal como o conhecia, desmoronou-se à minha volta no momento em que dei a primeira garfada. A minha mente foi invadida por imagens flash das minhas vivências passadas: recordei a minha infância, os meus pais a jogarem comigo ao peão e um dia de sol na praia.&lt;/i&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Com o olhar vago e os braços envolvendo fortemente o seu corpo Joana, leva-nos friamente a reviver os momentos abaladores de que foi vitíma: “&lt;i&gt;A violência do primeiro contacto da pasta seca e farelenta com as papilas fungiformes despoletaram uma dor lacinante que percorreu cada centimetro do meu corpo. Senti o subtil sabor do bacalhau tentar vencer e impôr-se diante da quantidade desproporcional de batata – esmigalhada ao acaso e sem arte &lt;/i&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Desproporcional foi também o polvilhamento do pão ralado que dava ao prato um aspecto assustadoramente semelhante à cabeleira do Mick Jagger. Quase como se o cantor tivesse decidido cortar o cabelo e atirá-lo para dentro de um pirex. “&lt;i&gt;Numa tentativa de esconder o que estava a sentir comecei a mastigar mais depressa para pôr termo ao meu sofrimento. Sei agora que só piorei as coisas...&lt;/i&gt;”. Segundo apurámos junto do Dr. Mimoso da Silva, abalizado nutricionista: “&lt;i&gt;A mastigação rápida faz libertar todos os aromas e odores contidos nos alimentos exponenciando o seu sabor aos níveis máximos&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Infelizmente a experiência não terminava ali e o preparado iniciou a sua descida em direcção ao estômago a um ritmo “&lt;i&gt;morbidamente lento&lt;/i&gt;” para utilizar palavras de Joana. “&lt;i&gt;Era como se os sucos gástricos do meu estômago estivessem conscientes do marasmo gastronómico que acabara de se instalar no meu estômago e se tivessem recusado a actuar, assim como uma greve gástrica…&lt;/i&gt;.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Felizmente a história de Joana tem um final feliz. Ao fim de seis longas horas de digestão de apenas 4 gr de bolo alimentar Joana conseguiu vencer a estupro alimentício de que foi alvo e o seu estado clínico é, agora, estável. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Até ao fecho da edição pudémos confirmar junto de amigos próximos da familia que o alimento se encontra agora perto do recto onde será finalmente expelido do corpo. A relação entre Joana e sua mãe também foi reatada, não sem a promessa por parte desta última de não mais entrar ou aproximar-se de uma cozinha enquanto a sua condição de culinariamente toldada permanecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-1914954680594047638?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/1914954680594047638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=1914954680594047638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1914954680594047638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1914954680594047638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/07/noticia-de-ultima-hora-mae-entra-na.html' title='NOTICIA DE ÚLTIMA HORA: Mãe entra na cozinha depois de ausência de mais de 30 anos!'/><author><name>ondepudwhere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14812428840371257200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BS7xZXF4T7k/TicBqco2w7I/AAAAAAAAABc/8-jQ4zVTobc/s72-c/IMG_0661.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-5074244270554963141</id><published>2011-07-09T20:15:00.002+01:00</published><updated>2011-07-09T20:17:24.302+01:00</updated><title type='text'>Assunto a explorar</title><content type='html'>Nunca o próprio ser conseguirá passar a&lt;br /&gt;Fronteira entre as coisas como elas são e como nós as sentimos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-5074244270554963141?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/5074244270554963141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=5074244270554963141&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5074244270554963141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5074244270554963141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/07/assunto-explorar.html' title='Assunto a explorar'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-4792494115146234754</id><published>2011-06-28T19:38:00.002+01:00</published><updated>2011-06-28T19:42:15.217+01:00</updated><title type='text'>mini-conto</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Aos 2 anos já se entretinha com as próprias mãos, enrolava sorrisos entre os dedos deitada no berço. Aos 3 começou a brincar com o mundo das cores da alegria, em joguinhos e plataformas de marca que os tios lhe ofereciam. Aos 5 construia casas de expectativas, aos 6 vestia as suas bonecas de tristezas ou felicidades, conforme o dia. Aos 7 resolvia puzzles de nostalgias, aos 8 lia livros de saudades, aos 9 ensinava às outras crianças como se brincar aos orgulhos e humilhações. Foi crescendo, mas nunca deixou de brincar com os sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-4792494115146234754?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/4792494115146234754/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=4792494115146234754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4792494115146234754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4792494115146234754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/06/mini-conto.html' title='mini-conto'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7382328380265031344</id><published>2011-06-24T16:33:00.002+01:00</published><updated>2011-06-24T16:48:03.353+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histórias das donas'/><title type='text'>Dona Bia</title><content type='html'>Dona Bia vivia atarefada entre duas histórias paralelas. De um amor para o outro, correrias escondidas e memórias secretas. Um malabarismo constante, acompanhado de arritmias pontuais, um ou outro susto elegante, formas aprendidas para disfarçar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Bia dividia-se para multiplicar os beijinhos, Dona Bia entretia-se a somar carinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia Dona Bia, que não podia durar eternamente, mas acreditava piamente que o fim seria sempre adiável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não sabia Dona Bia que a solidão que sentia se agravava a diário. Impedida da sua verdade desabafar, dia-a-dia mais se enterrava num fosso emaranhado de cruzamentos abafados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei eu quando será que Dona Bia se vai aperceber que este é um caminho seguro para a sua solidão lhe continuar a doer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7382328380265031344?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7382328380265031344/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7382328380265031344&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7382328380265031344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7382328380265031344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/06/dona-bia.html' title='Dona Bia'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6522896149300444040</id><published>2011-06-17T20:33:00.001+01:00</published><updated>2011-06-17T20:33:38.064+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Dias entalados fora das geografias, à procura de um tempo para respirar fundo, à procura do espaço de um abraço. Horas de gritos contidos, de gestos parados antes de tentarem acontecer, sem saber como desatar a garganta, sem saber calar as lágrimas. Podia ser qualquer outra coisa, e distraia-se um bocadinho de roda das possibilidades em volta. Sem na verdade querer agarrar nenhuma, logo à noite para adormecer, em vez de contar ovelhas, contarei possibilidades. E sorria, porque os sorrisos tristes valem tanto quanto os outros, adivinhando uma lua cheia a espreguiçar-se num horizonte em alguma parte do mundo.  Naquela parte do mundo segredada entre lençóis.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6522896149300444040?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6522896149300444040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6522896149300444040&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6522896149300444040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6522896149300444040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/06/blog-post.html' title='...'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-8046341386142024506</id><published>2011-06-06T22:57:00.003+01:00</published><updated>2011-06-06T23:33:56.204+01:00</updated><title type='text'>Fábulas urbanas improváveis</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Hoje nasceu-me uma flor no braço. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Não sei de que semente, não sei que tipo de flor irá tornar-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Não me causou muito espanto, ao vê-la percebi que tem vindo a ser ajardinada há já algum tempo, eu é que não me apercebi. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O botão é quadrado e as pétalas que lhe apareceram são pequenas e triangulares. Ainda sem cor definida. Creio que irão ficar maiores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;As raízes são fortes, mas não estão à vista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;As pessoas olharam-me com estranheza. Não estão habituadas a que nasçam flores nos braços das outras pessoas. Eu já sabia que as pessoas podiam ser terra, não tinha antevisto a possibilidade de serem férteis para flores. Nem que eu pudesse ser terra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Amanhã rego-a, para que fique viçosa. Se me nasceu uma flor no braço, por algum motivo será. Talvez me avise que o Outono possa chegar antes de tempo e fique Inverno no Verão, ou talvez faça do meu braço uma Primavera cheia de borboletas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Temo no entanto a possibilidade que ganhe espinhos. Suspeito que me rasgariam a pele o que poderia ser incómodo, se me doesse. Se não doer, quem sabe, será só mais uma forma para que nasçam outras flores no mesmo corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Se eu própria vier a ganhar raízes, espero não perder a mobilidade. Mas sempre gostei de sentir o vento nos ramos e nas pétalas... ai, nos braços e cabelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-8046341386142024506?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/8046341386142024506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=8046341386142024506&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8046341386142024506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8046341386142024506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/06/fabulas-urbanas-improv.html' title='Fábulas urbanas improváveis'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6725156161299699058</id><published>2011-06-03T12:01:00.004+01:00</published><updated>2011-06-03T14:48:51.046+01:00</updated><title type='text'>"NightLands"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Às 5h30 da manhã o céu começa a desbotar. A parte debaixo do céu escorre de preto para azul, são espessas as linhas que mergulham do lado de lá do horizonte, mas a tua respiração mantém-se igual. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ás 6h10 da manhã, o azul enche-se de vento, torna-se quase transparente e tu dás meia volta sobre ti e largas um suspiro profundo. Todo o ar que existe no quarto dentro de ti, todo o ar que existe no mundo a sair de ti. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A esta hora desconfio que o céu vai escorrer até deixar de existir, que o branco-vazio vai encher o que descansa assente em cima do horizonte, que o único espaço seguro é este sítio inexistente onde estás enquanto dormes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ás 7h00 da manhã já é mesmo dia e tu não sabes. Eu sei que é dia, mas não sei exactamente de onde é que ele apareceu. Mesmo tendo visto a transformação da luz pelo espaço da persiana que ontem não fechaste. Sei outras coisas, sei que mudaste o tom da respiração mesmo agora, que é menos profunda, que tem menos pausas. Suponho que o teu sono esteja a perder peso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e tento quase não me mexer e quase não respirar, para não correr o risco de te acordar. Corro outros riscos, mas que não me dão tantas insónias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É antes das 8h00 que os teus olhos abrem mas o teu corpo ainda é a minha terra. E vai ser durante mais um bocado, antes de se encher da consciência de ti e dos afazeres que te esperam, do lado de lá da janela que nos olha."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;in NightLands, by Hipnos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6725156161299699058?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6725156161299699058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6725156161299699058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6725156161299699058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6725156161299699058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/06/nightlands.html' title='&quot;NightLands&quot;'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-3450459104356387341</id><published>2011-05-04T14:21:00.005+01:00</published><updated>2011-05-04T14:27:57.824+01:00</updated><title type='text'>"Post"ulado íntimo ou intimidado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;by tap.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;*este post não respeita o novo acordo ortográfico e não tem pena disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Creio que houve alguém que decidiu fazer uma pausa na necessidade de dormir e passou a noite a pintar a manhã de cinzento. Creio também que fez um bom trabalho, confesso que não sabia que havia tantos tons diferentes do mesmo cinzento. Não me chateia porque não me chateia cor nenhuma, afinal de contas todas as cores têm o mesmo direito à existência. Lá porque há outras mais exibicionistas não significa que um subtil cinzento tenha menos valor ou importância. Que seria do mundo sem o cinzento? Certamente um lugar pior, mais que não fosse pela incrível barreira entre o preto e o branco, para sempre incompreendidos um pelo outro, um para o outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não que isto seja totalmente verdade ou conclusivo de alguma coisa. Ultimamente não me tem sido fácil chegar a conclusões. Nem difícil, não tenho chegado a muitas simplesmente. Mas cheguei a esta, portanto tenho alcançado algumas. Se calhar pintaram-lhes o cinzento por cima. Ou se calhar tem a ver com as palavras que se me partiram antes de sairem pelos dedos. È porque não as tenho procurado muito, ultimamente não chego a conclusões porque não tenho pensado com palavras. Tenho &lt;u&gt;pensado&lt;/u&gt; &lt;u&gt;mais&lt;/u&gt; &lt;u&gt;com&lt;/u&gt; &lt;u&gt;imagens&lt;/u&gt; &lt;u&gt;e&lt;/u&gt; &lt;u&gt;sentimentos&lt;/u&gt; &lt;u&gt;e&lt;/u&gt; &lt;u&gt;fragmentos&lt;/u&gt; &lt;u&gt;de&lt;/u&gt; &lt;u&gt;momentos&lt;/u&gt; que se deslargaram das letras mas ganharam cheiros e temperatura. Não estou bem certa sobre os porquês. È difícil pensar nos porquês em imagens e sentimentos, não costumam ser cinzentos os porquês, ou se calhar costumam e eu é que não lhes sei a cor. Porque é difícil pensar nos porquês em imagens, se fosse fácil saber-lhes-ia a cor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É por isso que me faz alguma falta voltar às palavras e deixá-las escorrer pelos dedos, mas a verdade é que parece que nestes últimos tempos as palavras desabaram por mim adentro e ficaram lá no fundo meio partidas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nos entretantos das outras formas de pensar talvez vá ver se as encontre, mas receio dar com elas partidas e rachadas e amontoadas indistintamente. Tenho cenas e coisas misturadas, descobertas e redescobertas, é mais uma lanterna na cabeça e a falta de uma picareta na mão para tentar perceber sem ter que esgravatinhar nos muros. Racional e lógicamente, se não os derrubar, eles não caem, mas sem ser racional e lógicamente talvez assim os derrube na mesma. Afinal de contas, quanta razão e lógica existe num muro? Muito pouca, creio. Se ele não souber que esta não é a forma comum de o derrubar, pode ser que se deixe cair na mesma. Sei que não vale a pena tentar impôr ao muro a minha razão e lógica. Seria quase como estar a falar com uma parede e isso toda a gente sabe que é muito pouco útil.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-3450459104356387341?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/3450459104356387341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=3450459104356387341&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3450459104356387341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3450459104356387341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/05/postulado-intimo-ou-intimidado.html' title='&quot;Post&quot;ulado íntimo ou intimidado'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7938192075861316560</id><published>2011-05-03T17:40:00.010+01:00</published><updated>2011-05-06T14:47:03.024+01:00</updated><title type='text'>O Processo</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000099;"&gt;O Processo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham sido criteriosamente seleccionados entre a multiplicidade dos seus pares recentemente saídos do forno de torragem; as características demonstradas durante o processo de torrefacção (tonalidade, tamanho, consistência, junção das duas metades) eram responsáveis pela sua escolha e integração naquele núcleo restrito e honroso. Antes deles, outros tantos tinham seguido o mesmo destino, prestando um contributo incomparável na satisfação e alegria da raça humana. Cada um deles representaria, depois de terminado o processo de transformação, uma explosão de puro prazer só comparável à ingestão de outro igual a si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hordas de amendoins encontravam-se aglomeradas em gigantescas plataformas de alumínio aguardando ansiosamente instruções. Profissionais de topo, munidos dos meios tecnológicos mais inovadores, asseguravam, a todo o tempo, que apenas os mais aptos e os de melhor qualidade passariam as várias fases do processo de transformação. Cada uma das fases, tinha sido meticulosamente estudada e desenvolvida, ao longo dos anos, com o único objectivo de criar, nada menos do que a mais pura das perfeições comprimida numa massa de forma oval cujo diâmetro não ultrapassava os 5 mm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um burburinho de fundo percorria as fileiras de amendoins, deixando a atmosfera carregada de nervosismos e ansiedades. Cada um dos candidatos sentia sobre si o peso da responsabilidade de pertencer àquela elite. Todos tentavam lidar com a consciência gritante de que, até estar terminada a sua transformação, nada lhes garantiria que chegariam ao final. Todas as fases eram críticas e muitos candidatos sucumbiam aos nervos, separando-se irremediavelmente em duas metades. Nessa triste eventualidade o amen-doim seria automaticamente excluído do processo e condenado a trabalhar como assistente nos processos de transformação dos amendoins bem sucedidos. Era uma provação pela qual nenhum desejava passar e cujas consequências nefastas se alastrariam às gerações futuras que nasceriam da mesma planta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Revestimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amen-doim de ar carrancudo e desmotivado aproximou-se das fileiras fazendo cessar abruptamente o barulho das conversas. O silêncio que se instalou era pesado e sufocante gerando uma sensação de desconforto nos corpos comprimidos dos amendoins. Segurando um bloco de notas, numa das suas metades, e um altifalante (que produzia um enervante zunido de cada vez que era apontado ao chão) na outra, o amen-doim passou em vista as várias folhas do bloco de notas onde estavam contidos os nomes de todos os amendoins que seriam chamados à fase de revestimento. Quando terminou, levantou os olhos do bloco e percorreu com olhar as longas fileiras de amendoins, naqueles que pareceram os 5 minutos mais longos da história. Aclarando a garganta disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa tarde a todos. O meu nome é Matias e sou o vosso orientador. Gostaria de começar por dar-vos as boas-vindas à nossa família. Vocês chegaram onde poucos amendoins ousaram chegar; e a vossa pertença a este grupo representa a frustração de todos aqueles que nunca conseguiram, nem conseguirão, qualificar-se. Espero que mantenham isso em mente durante todas as fases da transformação pois, é uma honra e um orgulho fazerem parte de uma equipa de profissionais empenhada, há anos, em prestar um serviço de excelência e qualidade na satisfação do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em reacção ao discurso de Matias, três amendoins cederam à pressão rachando-se em duas metades; todos os outros à sua volta deram três pulinhos e afastaram-se, numa atitude de desprezo e indiferença. Após uma breve pausa, para certificar-se de que os candidatos desqualificados eram removidos, Matias continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu chamamento deverão dirigir-se à passadeira rolante que podem ver à vossa frente. No fim da mesma, serão atirados em queda livre para dentro da tina e mergulhados no líquido aí contido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tina, um grande recipiente em forma de funil, continha no seu interior um líquido sedoso e aveludado de coloração castanha (também conhecido por chocolate) cuidadosamente confeccionado com os produtos mais naturais e frescos existentes na natureza. Uma vez ingerido transmitiria ao cérebro humano a ideia de três bofetadas em catadupa, seguidas da visão de um LED roxo e rosa ostentando, intermitentemente, a mensagem DELICIOSAMENTE ORGÁSMICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem, em todas as alturas, permanecer calmos e relaxados. Essa atitude vai assegurar uma melhor absorção e colagem do chocolate ao vosso corpo de forma a atingirem o volume exigido e garantir passagem à fase seguinte. Um bom processo de revestimento deverá deixar-vos, aproximadamente, duas gramas mais pesados e com 4mm de diâmetro (em vez dos habituais 2 mm). Aconselho-vos a manterem a calma em todas as alturas e a desfrutarem da experiência até ao fim. Deixem-se levar sem pensar no como e no porquê. Absorvam a experiência sem pensar nela, sem tentar entendê-la...caso contrário, vão ficar rígidos e perder a agilidade necessária para atravessarem o líquido denso sem se racharem. Não é necessário recordar-vos o que acontece àqueles que não seguem os estes conselhos e se separam em duas metades. No fim desta fase, outros colegas estarão à vossa espera para aferir quais os que se qualificam para a fase de coloração. Desejo a todos, a melhor das sortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matias iniciou a chamada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel, Mário, Martim, Miguel, Manfredo, Marcelo, Márcio,, Marcos, Mateus, Maurício, Mauro, Moisés, Marcelino, Milton, Morfeus, Murilo, Marílio, Manolo, Mizael, Margarido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvirem aos seus nomes, todos os amendoins identificados pularam apressadamente para cima da passadeira tentando relembrar e cumprir ipsis verbis as orientações dadas por Matias. Infelizmente, para Moisés, a atitude relaxada e calma durou apenas o tempo da viagem na passadeira rolante; o seu cérebro traiu-o com imagens de si depois de transformado e a sua ligação interior, outrora consistente, cedeu fazendo com que se dividisse em duas metades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coloração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como lhes fora prometido, um grupo de amen-doins com ar atarefado, aguardava a saída dos candidatos da tina. Munidos com fitas métricas, medidores de densidade e capacetes com lupa microscópica e lanternas incorporadas, acercaram-se dos candidatos revestidos e procederam aos devidos testes com perícia irrepreensível. O cenário era agora decorado por uma gigante rede construída em fibra de carbono por baixo da qual se encontravam 3 turbinas hiper-ventiladoras (ou, o mesmo é dizer, ventoinhas super-potentes) cuja função não era outra senão a de expeditar o processo de secagem e tornar o revestimento mais consistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moisés, e todos amendoins que, como ele, não aguentaram a pressão, foram convidados a abandonar a rede de secagem e encaminhado para o departamento de Afectação de Recursos Falhados, a fim de ocuparem os lugares dos Matias deste mundo. Todos os outros, depois de terem sido classificados de "revestidos com louvor" foram novamente encaminhados a uma nova passadeira rolante no fim da qual os esperava a Câmara de Coloração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Câmaras de Coloração, situadas no fim das passadeiras rolantes, eram compartimentos de forma cilíndrica revestidos com mini-jactos (semelhantes a crias de chuveiro) dos quais sairia - com isócrona sintonia - uma fórmula composta de corantes e conservantes, estrategicamente desenvolvida para proporcionar nada menos que uma capa estaladiça e crocante, cujo aspecto final despertariam a lúxuria no ser humano mais indiferente e amorfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada "revestido com louvor" receberia exactamente 5 gramas do preparado e deveria ficar aleatoriamente tingido de uma das muitas cores existentes no arco-íris. Mais uma vez o discurso de Matias calcurreou as mentes de todos os que se preparavam para a coloração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que tiverem a felicidade de chegar à fase de coloração, lembrem-se de que, deverão manter, sempre, os olhos e a boca fechados e os vossos corpos devem ao longo de todo o percurso, permanecer imóveis. O mínimo movimento pode comprometer todo o processo de coloração, o que vos desqualificará automaticamente. A escolha da cor final de cada um é prerrogativa do nosso sistema pelo que não quero ver espertinhos a tentarem mudar de passadeira na esperança de se tornarem amarelos ou vermelhos. O facto das mascotes do grupo serem dessa cor é casual e não lhes atribui preferência no gosto humano. O John Lehnon dos Beatles - uma banda musical famosa dos anos 60 - só comia os castanhos! Os nossos serviços primam porque todas as cores constituem um universo de facto e os radicalismos colorais são altamente desaconselhados e podem contribuir para a vossa exclusão do processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel, que já se encontrava na passadeira, relembrava as recomendações de Matias. ...fechar os olhos, abrir a boca e manter-me imóvel, fechar os olhos... ou seria abrir os olhos e fechar a boca? Manter-me imóvel era de certeza... vou abrir os olhos para ver se estou imóvel....Os jactos dispararam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amen-doins de carimbo numa metade e tinteiro branco na outra, encontravam-se alinhados no fim das câmaras de coloração prontos para colocar a Marca nos seus pares que tinham terminado com sucesso a transformação. A Marca era simplesmente um m. Um só m não fazia a diferença mas todos juntos eram os vários m's. Por isso ficaram conhecidos como m &amp;amp; m's e destacaram-se para sempre!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7938192075861316560?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7938192075861316560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7938192075861316560&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7938192075861316560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7938192075861316560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/05/o-processo.html' title='O Processo'/><author><name>ondepudwhere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14812428840371257200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2215003966693184625</id><published>2011-05-02T14:30:00.003+01:00</published><updated>2011-05-02T14:42:45.047+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histórias das donas'/><title type='text'>Dona Gertrudes</title><content type='html'>Dona Gertrudes gerava amiúdes zangas e discussões, daquelas de fazer nascer relâmpagos e trovões. Trabalhava de facto e de fato mas achava-se no direito de opinar sobre a fraca capacidade de trabalhar dos colegas que ás vezes se deixavam ficar de olhar perdido do lado de lá das janelas. Vestia preto ou cinzento, não sossegava nem por momentos, falava alto e barafustava e a toda a gente irritava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazia várias pulseiras que tilintavam nos seus gestos pouco modestos, a voz era confiante e segura, escondia na sua eficiência alguma parte de amargura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi das maiores festas da empresa, aquela da sua reforma, com todos a festejarem o facto de se ir embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2215003966693184625?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2215003966693184625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2215003966693184625&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2215003966693184625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2215003966693184625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/05/dona-gertrudes.html' title='Dona Gertrudes'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-3813007672052706552</id><published>2011-04-15T11:17:00.001+01:00</published><updated>2011-04-16T01:38:20.310+01:00</updated><title type='text'>pura tagarelice</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;by tap. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sabes... o outro dia vi um pardal gordo. Suponho que ele não sabe que estamos em crise. Os pássaros sem dono são selvagens, podem-se dar ao luxo de serem gordos e terem penas cheias de brilho. Os cães de rua são vadios, não podem ser outra coisa senão magrinhos e desgrenhadamente sujos. Aposto que nunca tinhas pensado nisto, pois não? Eu também não, mas o outro dia vi um pardal gordo e agora lembrei-me disso. Pelo menos acho que vi... mas não sei bem. Já reparaste como nos últimos tempos tudo se confunde? Entre realidade e ilusão, entre experiência directa ou indirecta, entre os videos do youtube e montagens de photoshop de coisas que não existem em mais nenhum sítio senão nesta janela, mesmo quando as coisas que deviam estar do lado de lá da janela, às vezes saltam para cá. E têm saltado muito. E cada vez há mais pessoas que não são bem pessoas às vezes, que andam máscaras e fatos e são personagens surrealistas a fazerem parte do nosso quotidiano... sabes... sabes do que falo? Deixa, não é importante, deixa-me só falar a saber que me ouves. Mas isto é mesmo assim, tem-se visto, as pessoas estão a tentar recriar no mundo real coisas do mundo virtual. Estamos a diminuir fronteiras das impossibilidades, um fenómeno dos nossos tempos. E mesmo assim, sabes outra coisa...? È que eu gostava de te oferecer um passaporte para outra realidade, uma inventada por nós, um sítio onde os cães pudessem estar gordos e terem as penas cheias de brilho e tu sorrisses sempre a ver as coisas cheias de... beleza? Não, não tem que ser beleza. Há coisas feias que são caricatas ou queridas ou... ou até bonitas... por causa de serem feias. È um tosco que tem uma essência genuína. Tu gostas disso, de coisas toscas mas genuínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei onde se tiram esses passaportes. Mas se calhar a ideia é estúpida. Afinal de contas, aqui há pardais gordos que não sabem que estamos em crise, se calhar há cães vadios que se acham selvagens também. Gatos há, de certezinha absoluta. Já conheci uns quantos assim. A sério, conheci mesmo, não te rias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mesmo onde se tiram esses passaportes. Talvez consiga descobrir. Deixa-me vestir um sorriso, calçar uma vontade, abootoar a atenção e sair para a rua, dizer bom dia ao sol, e ir à procura. Queres vir? Se calhar ainda encontramos aqui coisas diferentes e depois não precisamos do passaporte para nada. Anda, vem.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 228px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BiGC79aBJmU/TajkzChO1hI/AAAAAAAAAQ8/e0JTd-w5l10/s320/handbird.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595974102508557842" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-3813007672052706552?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/3813007672052706552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=3813007672052706552&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3813007672052706552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3813007672052706552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/04/pura-tagarelice_15.html' title='pura tagarelice'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BiGC79aBJmU/TajkzChO1hI/AAAAAAAAAQ8/e0JTd-w5l10/s72-c/handbird.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2867512831637663952</id><published>2011-04-11T14:17:00.001+01:00</published><updated>2011-04-11T14:17:39.264+01:00</updated><title type='text'>roupa velha ou jardineira, ou outra coisa do género.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;by tap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformava  a chuva em estórias que lhe nasciam das poças acumuladas na  terra e  entravam pelas frinchas da janela, acompanhadas pelo cheiro de  raizes  agradecidas. Era quase um passatempo silencioso, os enredos   cresciam-lhe viçosos na cabeça, adornados por pétalas de várias cores e   tamanhos. Depois, exorcizava-as a custo do corpo, para que se  plantassem  numa folha de papel. O processo estava pois condenado à  partida, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como  pode o espírito de uma matéria querer prender-se ao cadáver de si mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pelo  meio restava-lhe misturar a água do mar com pedaços da sua  alma, cheia  de tatuagens, e deixar o preparado escorrer-lhe pelas  bochechas. Dizia  que havia de dar sentido à existência dos lenços  brancos, já que não  entendia as razões de criação das peúgas da mesma  cor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era isso que fazia com frequência e desesperava as pessoas -&lt;span style="font-style: italic;"&gt; juntava  tudo na mesma panela,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;misturava,  remisturava, adicionava mais e mexia. E  diziam-lhe que não, que  cebolas e limão não se regam com chocolate, que  o alho não serve para  temperar fritos de peixe com maracujá e canela,  que a melancia não  combina com carne de porco e mel. E quando parava para olhar o quem lhe  dizia estas coisas, só via bocas a abrirem e a fecharem, produtoras de  sons que  criavam imagens esfumadas à frente dos seus olhos mas das  quais não  conseguia retirar sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes enchiam-lhe o  espírito urgências e ansiedades descontroladas, pressas imediatas presas  no corpo, a rebentar com o corpo. Nessas vezes não sabia que fazer  consigo, segurava-se simplesmente atrás de uma janela, a tentar  respirar, palmas das mãos abertas de encontro ao vidro, a tentar  respirar. A tentar lembrar-se de como se respirava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se calhar as  outras bocas a mexerem tinham razão e há coisas que não servem para  serem misturadas, para se juntarem, para se contaminarem mutuamente  acrescentando-se novos cheiros e cores. Se calhar todas as coisas tem  pelo menos um limite, inultrapassável, uma barreira que separa o que  pode ser contagiado daquilo que haverá sempre de permanecer intocado.  Mas se sim, então para que há ideias como a da inter-subjectividade? Ou  para que há a primavera e o outono, estações de transição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  depois, invariavelmente, mais tarde ou mais cedo, começava a chover e a  chuva podia ser transformada novamente em estórias, enquanto a noite de  fazer arder a neve não chegasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2867512831637663952?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2867512831637663952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2867512831637663952&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2867512831637663952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2867512831637663952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/04/roupa-velha-ou-jardineira-ou-outra.html' title='roupa velha ou jardineira, ou outra coisa do género.'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-8291095279740334270</id><published>2011-04-06T14:42:00.007+01:00</published><updated>2011-04-06T15:22:18.584+01:00</updated><title type='text'>Colchão de Perdição - Parte III</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:arial;font-size:small;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Ligeiramente embriagada Teresa percorreu o longo corredor de casa dos Sousas. Tentou servir-se do olfacto para descobrir qual a porta que correspondia à casa-de-banho, inspirando longas golfadas de ar e movimentando os braços num movimento circular e constante - exactamente igual ao bater de asas de um cisne - de forma a ajudar os odores da casa a penetrarem as suas narinas. Infelizmente o vinho levava já alguma vantagem e Teresa acabou por desistir e fazer uso do velho método abrir-todas-as-portas-&lt;wbr&gt;até-encontrar-a-divisão-que-&lt;wbr&gt;se-procura. Esse, apesar de mais longo, nunca falhava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Decidiu-se a entrar na terceira porta do corredor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Toda a gente sabe que a casa-de-banho nunca fica logo ao pé da sala de jantar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;No momento em que abriu a porta tudo o que viu foi um grande NADA. Apenas uma massa escura e compacta que ocupava toda a divisão. De repente, sentiu que as luzes do corredor desapareciam e que o mobiliário, antes meticulosamente arrumado, começava a mover-se em direcção ao grande vazio. Consciente do que tinha diante de si, fechou a porta num ímpeto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Será possível?!? Uma sala com um buraco negro?!? Mas isso seria demasiado perfeito!! O&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(0, 0, 0);  font-style: normal;  font-family:arial;font-size:small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;s Sousas são mesmo um espectáculo! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Ou isso ou alguém já memeu buito, LOL! Das duas maneiras, adoro-os e é exactamente isso o que tenciono dizer-lhes da próxima vez que os vir!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Teresa recompôs-se, ajeitando a saia e o cabelo, e seguiu caminho em busca da casa-de-banho perdida. O que estaria por detrás da porta n.º 2? Ao abri-la percebeu que tinha entrado no quarto dos seus anfitriões. Por impulso, mais que por outra coisa qualquer, voltou a fechar a porta e preparava-se para continuar a sua demanda, não tivessem os seus olhos capturado a imagem da cama do casal situada exactamente no centro da divisão. Fora traída pelos seus próprios olhos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Movida pela curiosidade, Teresa voltou a abrir a porta estacando diante da maravilhosa visão. A cama, um futon em madeira de mogno, não foi aquilo que chamou à atenção de Teresa, mas sim o colchão que repousava tranquilamente no seu centro. A olho nu percebeu estar perante um&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; exemplar original e único de um&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; Ortoclass de Espuma D45 Pillow Top&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;,  com e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;spuma poliuretano 100% D45 e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;tecido com tratamento anti-ácaro, anti-mofo e anti-alérgico. Teria que analisar melhor, mas se tivesse que apostar, diria que o belo exemplar incluía ainda r&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;espiros nas faixas laterais para proporcionar circulação de ar no interior do colchão. Teresa nem queria acreditar na relíquia que tinha à sua frente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; Santa Madre de todas as Madres! Bendita a hora em que decidi inscrever-me e ao Simão nas aulas de pintura para casais! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 153); font-family:georgia;font-size:medium;"&gt;Se Teresa tivesse ficado por ali, limitando-se a apreciar mentalmente a sua descoberta, a sua vida e a de Simão teriam seguido com normalidade. Mas não foi isso que aconteceu e o casal viveria para o comprovar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Teresa olhou em redor, e percebendo que continuava sozinha, deslizou, hesitante, para dentro do quarto fechando a porta atrás de si. O que aconteceu a seguir permanece até hoje uma incógnita para Teresa. A pessoa dentro daquela sala não era mais Teresa, mas outra. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Entretanto na sala de jantar, Simão perguntava-se se estaria tudo bem com Teresa. Tinham passado 5 minutos e ela não tinha regressado.  Preocupado, decidiu ir procurá-la, deixando os convidados a tomar digestivos e a preparar a noite de jogos que se seguiria. Já no corredor Simão viu a luz que vinha da porta do quarto dos Sousas e dirigiu-se até lá. A imagem que surgiu diante dos seus olhos, fez com que as suas pupilas se dilatassem e a sua pulsação aumentasse para o dobro. Estava a ter uma descarga de adrenalina. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Teresa jazia deitada na cama, completamente imóvel. Dormia profundamente. As almofadas outrora adornos de cama, espalhavam-se caoticamente pelo quarto e o edredon tinha sido puxado e cobria o corpo da sua mulher. Simão chamou por Teresa acordando-a ao seu transe. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Teresa, o que estás a fazer?!? Sai imediatamente daí! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mas Teresa, que entretanto tinha despertado, não quis ouvir Simão, limitando-se a abanar a cabeça e a abraçar o colchão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Não Simão, não percebes? É um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Ortoclass de Espuma D45 Pillow Top&lt;/span&gt;. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Um &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(0, 0, 0);  font-style: normal;  font-family:arial;font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;Ortoclass de Espuma D45 Pillow Top!!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; O&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt; rei dos colchões...e é meu. É todo meu!!!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Desesperado Simão dirigiu-se à cama para de lá tirar Teresa, mas a precipitação fez com que tropeçasse numa das almofadas espalhadas pelo quarto e caísse amparado, mesmo em cima do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Ortoclass de Espuma D45 Pillow Top&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;O contacto com a superfície sedosa e macia do colchão induziu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; Simão num estado de transe. Primeiro sentiu-se flutuar em nuvens de algodão doce, ao lado de felizes hipópotamos magenta que comiam chupa-chupas deitados em chaise-longs. Teresa estava com eles e todos eram um só ser, feliz, completo e perfeito. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Quando vieram a si, Simão e Teresa, não sabiam quanto tempo tinha passado e como tinham ido ali parar. O ruído dos convidados vindo da sala trouxera-os de volta à realidade e perceberam pelo som das gargalhadas e do ambiente de festa que ninguém tinha dado pela sua falta. Num estilhaço de segundo saltaram da cama e falaram aquele idioma só dominado pelos casais mais cúmplces, a língua dos olhos. Entreolharam-se longamente, naquilo que mais parecia o jogo de ver quem-desvia-primeiro-o-olhar, e decidiram que tudo tinha que ser reposto de volta à normalidade antes que alguém descobrisse o que tinham feito. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A noite chegara ao fim e o pequeno incidente tinha passado despercebido aos anfitriões e aos convidados que continuavam entretidos a jogar charadas no momento em que Teresa e Simão se juntaram a eles na sala. O regresso a casa foi feito em silêncio. Envergonhados com as suas acções nenhum dos dois se atrevia a falar sobre o assunto. No entanto, apenas uma ideia ocupava os pensamentos dos dois: tinham que voltar a deitar-se naquele colchão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-8291095279740334270?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/8291095279740334270/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=8291095279740334270&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8291095279740334270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8291095279740334270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/04/colchao-de-perdicao-parte-iii.html' title='Colchão de Perdição - Parte III'/><author><name>ondepudwhere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14812428840371257200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2473565576350228560</id><published>2011-04-05T19:55:00.005+01:00</published><updated>2011-04-05T20:06:25.768+01:00</updated><title type='text'>Colchão de Perdição - Parte II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;"&lt;em&gt;Não quero saber se lá dormiram os teus bisavós, o Ghandi ou o General De Gaulle! Aquele colchão é uma MERDA! Só faltava ser em talha dourada para preencher todos os requisitos de uma peça digna de museu! Eu quero, NÃO! Eu exijo um colchão novo. Com molas, com capa dupla, com acolchoado anti-choque, com aquecimento central se os houver! Porque é que não podiam ter dado o colchão ao teu irmão Duarte?? Hã? Ele nunca dorme em casa, mesmo. Mas não! Tudo o que é lixo tinha que vir para nós. Vê lá se te deram a chaise-long que eu tanto elogiei?? Ou o louceiro que está a apodrecer na casa dos arrumos e que tanta falta nos faz?..." &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;Apesar da relutância em livrar-se da peça na qual todos os seus antepassados tinham dormido, Simão tinha que admitir que os argumentos da sua mulher não eram totalmente desprovidos de sentido. Com efeito, as mazelas fisícas provocadas pelo desconfortável colchão começavam a transparecer nos olhos remelentos e encovados de ambos. No trabalho, Simão revelava quebras de produtividade, chegava atrasado e esquecia-se constatemente dos seus compromissos. Além disso havia ainda aquele incidente em casa dos Sousas, sobre o qual nenhum dos dois ousava falar... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;Os Sousas eram um casal que Simão e Teresa tinham conhecido nas aulas de pintura para casais, e com o qual tinham tido a maior das empatias. Não era só o facto de os Sousas terem os mesmos ideais de vida de Simão e Teresa (o que era bem ilustrado pelo facto de serem os únicos dois casais a frequentarem o curso de pintura para casais) mas era muito mais que isso: era generosidade que demonstravam na hora de partilhar as cores. O magenta era a cor mais disputada entre Simão e Pedro ("Para fazer os enchimentos dos hipópotamos!" diziam em uníssono.) mas Pedro, nunca se parecia importar de pintar o seu hipópotamo de rosa cristal - deixando o magenta para Simão - sempre que só existia uma bisnaga de magenta no cesto das cores!! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;A relação entre os casais evoluía a um ritmo saudável até que os Sousas decidiram oferecer um jantar em sua casa para os seus amigos mais chegados. Tudo corria lindamente: o mais soberbo dos vinhos regou o serão de uma chuva púrpura e inebriante. E a mais suculenta das carnes abriu caminho na sala de jantar e desfilou diante dos olhos ávidos dos convidados, tentando-os. Tentando-os como uma bailarina de cabaret tenta os boémios e cadeleiros ao levantar o saiote diante das suas fronhas embasbacadas. E a companhia? Oohh a companhia...de fazer inveja aos von Oysters und Caviar, os vizinhos socialites que viviam no apartamento em frente de Simão e Teresa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;Depois de todo aquele vinho Teresa desculpou-se e levantou-se para ir à casa-de-banho. Percebeu momentos mais tarde que nunca alcançaria o seu destino... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2473565576350228560?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2473565576350228560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2473565576350228560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2473565576350228560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2473565576350228560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/04/colchao-de-perdicao-parte-ii.html' title='Colchão de Perdição - Parte II'/><author><name>ondepudwhere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14812428840371257200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6296206288712308442</id><published>2011-04-04T17:20:00.008+01:00</published><updated>2011-04-04T18:08:24.903+01:00</updated><title type='text'>A lenda da Berlenga ou o 1o moinho do mundo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;by taparuere&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que na ilha da Berlenga mais pequena, também chamada de Berlenguita, nasceu uma miúda de olhos sorridentes que gostava de dançar sobre mar nas noites de lua cheia e queria transformar o mundo nos dias de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vivia sozinha, nesse tempo lendário de onde não ficaram resquícios escritos. Habitavam na Berlenguita uma pequena comunidade de pessoas que conseguiam ver e ouvir o vento e falar a língua dos animais marinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A miúda, que é a razão da nossa lenda, tinha vontade de fazer coisas, mas não sabia quais. E às vezes tinha vontade, mas quando pensava em começar a fazê-las era sempre poder fazer tanta coisa ao mesmo tempo que acabava por nunca fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se passavam os dias e os meses, com ela a pensar naquilo que poderia melhorar mas sem acabar por terminar nada, quando deu à costa da Berlenguita um cavalo marinho bem-falante. Falava e barafustava, com a terra dos homens - dos outros homens, aquela terra daqueles que se esquecem que vivem em ilhas e lhes chamam continentes - como se o seu pedaço de terra não estivesse também no meio do mar. Aqueles homens que se esquecem de organizar os 5 sentidos que têm e que aprendem a ver com ouvidos, a olhar com as mãos e a sentir com a cabeça. Que vivem naquela terra que parece terra de malucos, com eles a tentarem falar pelo gosto e a esquecerem-se do cheiro do tacto. Que precisam de algo, que os faça pôr os sentidos no sítio certo, que os faça usar aquilo que guardam sem uso dentro deles. E foi-se embora, o cavalo falante barafustador, e ainda se ouvia quando se afastava a rezingar pelas ondas fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A miúda ficou-se a pensar naquilo, nas terras que lhe serviam de horizonte e nos homens que viam com os ouvidos e ouviam com as mãos para sentir com a cabeça. Nada daquilo se passava na Berlenguita e ela sabia qual a razão. A razão era a pedra de Berlenguita, acaso feito ilha, ilha feita pedra-raiz-dos-seres, uma das essências da natureza a aparecer de soslaio na tona do mar. Esta era a pedra da criação que tinha dado origem ao mundo e aos humanos, a ferramenta que a dançarina miúda sabia que poderia repor os sentidos nos sítios. Mas, como conseguir espalhar na ilha gigante, chamada de continente, a pedra mágica e tão consistente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pôs-se a pensar durante os entardeceres. Precisava de uma forma qualquer de desgaste, uma máquina que fosse roendo ou desgastando, para da pedra dura tirar pedaços pequenos e soltos, partículas que soltas no vento levassem aos homens que o não escutavam as respostas que não procuravam. E para essa forma de desgaste, precisava de tempo contínuo, algo que nunca parasse e andasse, sempre, andasse, sem nunca sair do sítio. Pegou num pau de bico e fez desenhos na areia, uma forma, outra forma, um meio, outro meio, e por debaixo do seu cabelo as ideias multiplicavam-se. Encontrava várias respostas no vento, quando se lhe bloqueava o raciocínio e fixava os seus olhos brilhantes no horizonte de terra. Via passar o vento, multi-colorido-transparente, a encorajá-la e a prometer-lhe ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da construção que tomou em mãos nasceu o primeiro moinho da história das lendas, com grandes palas a rodar dia e noite, a fazer girar pedra sobre a pedra e a transformar o duro em farinha. Quando o montinho de pedra-raiz-dos-seres transformada em farinha já cabia nas duas mãos em concha da corajosa e perspicaz miúda, ela soube que tinha chegado a hora de a soltar em frente às pálas do moinho. Nova função para a mesma construção, e chamar pelo vento para que levasse o pó mágico aos homens do continente que na sua grandeza se tinha esquecido do seu rebordo banhado pelo mar, como todas as ilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se que os homens ganharam nessa época novo entendimento. Mas diz-se que às vezes o perdem, esquecendo-se de ver com os olhos e ouvir com os ouvidos. Seja como for, a Berlenguita vai ficando cada vez mais pequena e os ambientalistas culpam o aquecimento global, os geólogos os fenómenos naturais de desgaste do mar, os biólogos a introdução de novas espécies em ambientes não-hostis e sei lá que mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, pessoalmente, não acredito em lendas e quando olho para as Berlengas nunca vi lá nenhum moinho. Mas já conheci gente de olhos brilhantes a quererem fazer coisas sem saber o quê... e tenho a sensação que seja o que for, será da mesma matéria que as lendas feitas histórias que provocam esse teu sorrir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6296206288712308442?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6296206288712308442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6296206288712308442&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6296206288712308442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6296206288712308442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/04/lenda-da-berlenga-ou-o-1o-moinho.html' title='A lenda da Berlenga ou o 1o moinho do mundo'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2284989779493989563</id><published>2011-04-04T16:23:00.005+01:00</published><updated>2011-04-05T20:03:55.247+01:00</updated><title type='text'>Colchão de Perdição - Parte I</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;O velho colchão de penas fora-lhes oferecido como presente de casamento, pelos avós maternos de Simão. Na altura, deslumbrados com a perspectiva de uma vida a dois, Simão e Teresa descuraram o facto de não se usarem, já, colchões sem molas. Mesmo que tivessem pensado nisso teriam chegado à conclusão de que não poderiam fazer uma tal desfeita aos avós de Simão que tão orgulhosos estavam de verem o seu neto dormir no exacto colchão que tinha pertencido aos seus falecidos pais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;Cedo o colchão começou a revelar as suas qualidades. Não era só a ondulação provocada pela distribuição heterogénea das plumas, que dava ao casal a estranha sensação de dormir num areal. Não era também, a concavidade natural que se formava no meio do colchão e que para ali empurrava e mantinha apriosionados, os corpos de Simão e Teresa. O pior de tudo era o circunstancialismo que impedia que um se mexesse sem perturbar o outro. Noite após noite Simão e Teresa dormiam colados, cara com cara, pele com pele, corpo com corpo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000099;"&gt;Nos primeiros meses de casamento, apesar das noites mal dormidas, o casal compensava e substituia o sono traquilo por longas noites de paixão. Se um se mexia acordando o outro, a iminência do contacto fisíco, acabava por levá-los a fazer amor. Até chamavam ao colchão, em tom jocoso: "o indutor de sexo". As idas à casa-de banho, eram também bastante toleradas no princípio com um: "Claro amor! E eu lá ia deixar que a minha florzinha silvestre ficasse aflita uma noite inteira? Queres que vá contigo e te faça companhia, para não te sentires sozinha?" ou com um: "Querido? Estás a dormir? Se precisares de ir à casa-de-banho dizes-me não dizes?"...&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2284989779493989563?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2284989779493989563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2284989779493989563&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2284989779493989563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2284989779493989563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/04/colchao-de-perdicao-parte-i.html' title='Colchão de Perdição - Parte I'/><author><name>ondepudwhere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14812428840371257200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-8493994035748684875</id><published>2011-03-21T20:41:00.006Z</published><updated>2011-03-21T21:06:37.163Z</updated><title type='text'>Exercícios musculares habituais, parte XVII:</title><content type='html'>&lt;div&gt;by taparuere.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exercícios musculares habituais, parte XVII:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XVII partiu para longe. Preparou-se para a viagem carregando malas e sacos de bens essenciais que o iriam ajudar em todos os momentos especiais. Limpou os binóculos e preparou o mapa, calçou as botas novas especialmente compradas para todas as caminhadas, encheu o peito de ar e preparou-se para viajar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XVII olhou em volta, cheio de orgulho, nas construções que a sua vida fizera. Um relógio novo no pulso, dois computadores na mala, uma máquina fotográfica topo de gama e uma gama completa de tipos de livros e cadernos para fintar a memória.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando partiu, nem se despediu e foi XVI e XVIII os que o viram pela janela a arrastar as malas e sacos até à primeira esquina... e depois voltar para trás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quase que toca a densidade do destino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toca e foge.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foge para a toca.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tentou atentar na tentação. Ou não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Acho que ia atrás..&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;- Da rapariga do brinco de pérola?&lt;div&gt;- Não, de uma rapariga com brinco de lágrima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas feito de pérola? É a mesma!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não... ou então sim, mas onde vês pérola vejo lágrima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ora, mas é a mesma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não é se onde vires força eu vir coragem de tentar disfarçar, não é se onde vires teimosia eu vir a necessidade de se agarrar às suas certezas para que o mundo não se lhe desabe, não é se onde vires sorrisos eu vir céu azul em qualquer dia chuvoso, não é se onde vires braços eu vir casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:small;"&gt;E mesmo assim descobriu..&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por debaixo de um sol brilhante podem nascer as maiores tempestades,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por debaixo de um mar tranquilo podem rebentar as maiores ondas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por debaixo de um ar pacífico podem travar-se as mais sangrentas batalhas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo meio de uma brisa pode chegar o cheiro da viagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;__________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Sei de uma toca &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;em forma de lágrima &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;à beira mar, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;onde as maiores &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;tempestades &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;rebentam com cheiro &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;a viagem em casa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;__________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-8493994035748684875?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/8493994035748684875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=8493994035748684875&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8493994035748684875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8493994035748684875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/03/exercicios-musculares-habituais-parte.html' title='Exercícios musculares habituais, parte XVII:'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-4832791438860842843</id><published>2011-03-15T17:31:00.002Z</published><updated>2011-03-15T18:23:02.054Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>- O que queres ser, quando fores grande?&lt;br /&gt;- Seguradora de pássaros bébés.&lt;br /&gt;- Desculpa?&lt;br /&gt;- Sim, quero ser seguradora de pássaros bébés.&lt;br /&gt;- Porquê?&lt;br /&gt;- Estou desconfiada que é o mais próximo que tenho para tentar aprender a segurar momentos, sopros de brisas, cheiros e cumplicidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-4832791438860842843?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/4832791438860842843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=4832791438860842843&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4832791438860842843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4832791438860842843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/03/o-que-queres-ser-quando-fores-grande.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6025519399459432566</id><published>2011-03-04T15:29:00.002Z</published><updated>2011-03-04T15:40:58.066Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:85%;"  &gt;Rio(te) sem beira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);font-family:Calibri;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;É sexta-feira. E nos dedos escorrega-me a sensação de agarrar qualquer coisa que não toco…ainda. Soubesses tu o caminho até Marte, até Vénus, até Plutão. Quisesses tu saber a frequência dos planetas e dos pássaros que voam na rota da abstracção. Não há nuvens. Mas há muito branco por onde viajar. Viagens de ida sem volta porque as voltas, as voltas meu amor, dão-se todas nos caminhos feitos de mãos encontradas. Encontradas, não dadas, como nos contaram antes. Porque há muito tempo que me deste as tuas mãos e eu ainda não as encontro. Por exemplo. Hoje quando acordei tinha a certeza que a claridade vinda de dentro eras tu. Lembro-me de me assegurar dos teus dedos depositados debaixo da minha almofada, como presentes secretamente esperados nas manhãs que acordam sem o primeiro dente&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 153, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:85%;"  &gt;Já não somos crianças, eu sei. Mas há ainda dentes que caiem em forma de embrião e manhãs de presentes secretos com sabor a desejo. Eu ia jurar que me recolheste as pálpebras. Mas foi, talvez, um dente caído como folha de Outono onde se escorrega em alegria vã. Amanheço sem segredos debaixo da almofada. Tenho o desejo em linha de espera que não posso atender. Seria mais fácil ver-te numa distância pouco precisa. Pouco precisa, como quem não faz tanta falta assim. Como o primeiro dente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 153, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:85%;"  &gt;Sabes o que tinha debaixo da almofada nessa manhã de quatro anos? Ou de cinco, ou seis. Não me lembro da idade. Só me lembro do dente a menos e do caderno a mais, da Mafalda. Ainda o tenho. Escrevi-me até à exaustão ainda sem me saber escrever ou dizer. Depois desse dente caíram mais. Mas maior foi o ritmo da chegada dos cadernos. Hoje já não têm a Mafalda na capa. Essa ficou-me na ponta dos dedos e na tinta escorrida para adivinhar o mundo. Para lhe descascar as capas. Pretas hoje. Para te adivinhar aqui. Escrevo-me ainda para te agarrar agora. Mas escorregas-me como água em contra-corrente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6025519399459432566?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6025519399459432566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6025519399459432566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6025519399459432566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6025519399459432566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/03/normal-0-21-false-false-false.html' title=''/><author><name>writethere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15578579120284284362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6494609641467618091</id><published>2011-03-03T22:14:00.002Z</published><updated>2011-03-03T22:18:21.451Z</updated><title type='text'>beira Rio-me</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dizes, hoje tudo é outra coisa qualquer. E por detrás dos olhos escorrem-te peixes, soltos num rio de palavras que fez do céu um chão de tons de violeta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizes, hoje é tudo qualquer outra coisa. E por detrás dos cabelos soltam-se pássaros que esvoaçam dentro dos lagos que te escorrem pelas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Digo que acredito nos novelos vermelhos que vejo desenliarem-se na tua boca, quando o telhado da casa da frente bate telhas para descolar-se dos muros. Escondemo-nos por detrás das janelas cegas, não sei com que cores se pinta o mundo lá fora, só tenho um lápis cor de laranja que a única coisa que diz é traço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi ontem que vimos as nuvens dançar o tango? Rio-me e digo-te que não, que sabes bem que as nuvens não dançam o tango, é a valsa meu amor, com cheiro a hortelã pimenta e tempero de gengibre. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se me deres as mãos, as duas, inventamos palavras daquelas que parecem gomas. Daquelas que não se conseguem parar de comer, umas atrás das outras depois daquelas antes de estas. E tiras um fio de novelo vermelho que ficou preso entre os dentes, olhas com admiração e espanto mas sabes que qualquer coisa é tudo, hoje. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi ontem que as paredes se encheram de relva do lado de dentro? Digo-te sim, logo depois daquele sino enorme ter feito as paredes da igreja velha ruir. Relva e malmequeres, respondes que sim, malmequeres, mal-me-queres.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6494609641467618091?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6494609641467618091/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6494609641467618091&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6494609641467618091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6494609641467618091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/03/beira-rio-me.html' title='beira Rio-me'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7320250524971624309</id><published>2011-02-23T19:08:00.002Z</published><updated>2011-02-23T19:20:26.680Z</updated><title type='text'>acto VIIX</title><content type='html'>Frases soltas num inglês vestido de sotaques de díspares nacionalidades. "Que está um dia lindo para se ficar a ver do lado de cá da janela", inglês despido de pretensões de gramáticas correctas. E está, e há dias assim, a ficar a ver o sol com a cara encostada ao vidro frio, tudo o que se poderia agarrar com as pontas dos dedos preso numa superfície nua de sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há qualquer coisa de mais verdadeiro na aceitação pura e dura da incompreensão plena de pessoas. Porque não falamos a mesma língua, porque não temos sequer os mesmos significados para as palavras iguais que usamos, porque as destrezas em que pensamos se perdem na intradutabilidade das experiências diferentes que passámos, em contextos tão longíquos uns dos outros, em contextos inexistentes nas cabeças uns dos outros. Frases soltas num inglês vestido de sotaques, despido de pretensões, sem procurar chegar a lado nenhum maior do que este ou aquele sorriso cortês, a aceitação da incompreensão numa cerveja partilhada, numas amendoas que foram ao forno, numa canja portuguesa com gengibre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mão encostada ao vidro sem tocar no mundo que vejo.&lt;br /&gt;E as pontes tão frágeis quanto a fina placa de gelo que cobre um rio lá ao fundo, entre os patos. Não terão frio, os patos?&lt;br /&gt;Não terias tu frio, do lado de lá do vidro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez deixar-se ficar assim mais um pouco, mão no vidro, testa encostada na janela e um suspiro a embaciar a vista que numa língua estrangeira tráz impresso apenas um "se....".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7320250524971624309?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7320250524971624309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7320250524971624309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7320250524971624309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7320250524971624309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/02/acto-viix.html' title='acto VIIX'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-5733313634155981053</id><published>2011-02-10T10:36:00.002Z</published><updated>2011-02-10T11:00:07.968Z</updated><title type='text'>reflexo</title><content type='html'>O mundo inteiro era suficiente, quando te enfiavas em casa de olhos vendados a tentar ver com os outros sentidos o que te tornava na pessoa que não eras. O mundo inteiro era suficiente e cabia todo dentro da casa, cabia todo dentro de ti, quando te enfiavas em casa, de olhos vendados a tentar encher o corpo com o mundo que não tinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram anos desde essa altura e agora falas das inevitabilidades planeadas por forças habitacionais da tua mente. Sem saberes de que é isso que falas, quando dizes "o ar tem cor de chumbo com peso de algodão doce".  Estranhas, no entanto, quando estás num sítio com eco, gritas "não" e escutas na volta interiores de recipientes incipentes que transbordam líquidos de que desconheces o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que foi por isso que deixaste de escutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderias ter escolhido deixar de gritar "não" e tentar com outra coisa qualquer, mas se te dissesse que foi escolha tua, irias desenrolar um novelo de fios eléctricos enrodilhados, na tentativa de explicar os impulsos nada causais mas sempre causísticos que se tornaram as inevitabilidades amarrantes que te esculpem enquanto te desculpas na inacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tretas, sabias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer-to assim,&lt;br /&gt;posso dizer-te "Bang",&lt;br /&gt;posso dizer-te o que quiser porque&lt;br /&gt;continuas a enfiar-te em casa de olhos vendados para olhar um mundo inteiro que te cabe dentro e se escoa pela janela quando te distrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tu não o sabes, quando te escondes do lado de trás da desculpabilização fácil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-5733313634155981053?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/5733313634155981053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=5733313634155981053&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5733313634155981053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5733313634155981053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/02/reflexo.html' title='reflexo'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-21836499124372502</id><published>2011-02-07T17:12:00.002Z</published><updated>2011-02-07T17:28:19.817Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histórias das donas'/><title type='text'>Dona Ema</title><content type='html'>Dona Ema estava casada há já 20 anos, e bem casada diziam na vizinhança, quando o seu marido passava apressado, levando as crianças ora para a escola, ora da escola, ora para os seus infantis afazeres, ora de passeio nos seus desportivos prazeres. Dona Ema estava casada havia 20 anos, e havia mais de 25 que o seu marido cuidava dele, dela, da casa, dos filhos, das contas, das necessidades, das futilidades. Só não cuidava do cão, mas isso era porque Dona Ema sempre tinha tido um invulgar medo de cães e portanto a família não tinha nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Ema também vivia atarefada, agradecendo no entanto e nos entretantos, a preciosa ajuda que o marido prestava. Não era bem porque tivesse muitas coisas para fazer, era mais porque o seu estado de existência era naturalmente a correr. Corria para aqui, corria para ali, não se podia esquecer disto ou daquilo, ai que já estava atrasada para o outro. Acabava por ser a sua principal actividade, andar pelo corredor, encontrar esta ou a outra pessoa, subir e descer escadas e agora falta um papel, espera que vou beber um café, e faltava depois o tempo para fazer mais alguma coisa. No trabalho não lhe levavam a mal, já lá estava há muito tempo, fazia parte da casa. "Lá vai Dona Ema falar com alguém, lá vem Dona Ema além, viste a Dona Ema, não vi, mas espera um pouco que ela não deve demorar a voltar aqui."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Ema que passava veloz, tinha na cabeça vários planos e sonhos, objectivos por concretizar, vontades por planear. Não tinha tempo para elas, mas, ah, se pudesse, quando tivesse tempo Dona Ema iria fazer tudo de uma vez, tudo o que andava a adiar, tudo o que podia sempre esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por isso que Dona Ema passou a vida a ser uma possibilidade por concretizar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-21836499124372502?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/21836499124372502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=21836499124372502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/21836499124372502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/21836499124372502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/02/dona-ema.html' title='Dona Ema'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-644571663088594629</id><published>2011-02-04T12:03:00.007Z</published><updated>2011-02-04T12:18:54.427Z</updated><title type='text'>coisas que sei fazer.</title><content type='html'>Sei fazer crepes e panquecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei assobiar alto, com os dedos na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei fazer festas a cães, bem feitas, daquelas que os põem a abanar uma pata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei fazer piadinhas secas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei fazer um jantar sem ter que cozinhar nadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei estacionar o carro em sítios onde as pessoas que estão dentro do carro acham que ele não cabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei tocar uma música na viola (mas preciso que me avisem quando é para mudar de nota).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei atar os atacadores dos sapatos de 2 maneiras diferentes. Bom, uma não é mesmo atar-atar, mas também conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei fazer o pino, dentro e fora de água. Mas fora de água não o aguento muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei falar inglês e espanhol. Mas falo melhor espanhol do que inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei brincar com gatos e despertar-lhe a curiosidade. Menos com a Farrusca, essa não quer brincadeiras, quer é festas porque é o gato-cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei beber de dois copos ao mesmo tempo, seguros só com uma mão, a fazer cascata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei jogar matraquilhos e marcar golos da baliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei fazer merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei escrever com a mão esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei andar de mota, bicicleta e a cavalo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-644571663088594629?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/644571663088594629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=644571663088594629&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/644571663088594629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/644571663088594629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/02/coisas-que-sei-fazer.html' title='coisas que sei fazer.'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-4526683599255764824</id><published>2011-02-02T17:30:00.000Z</published><updated>2011-02-02T17:32:03.847Z</updated><title type='text'>trági-sit-com</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Primeiro acto:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A lamacenta queda. Não a lamacenta aterragem - é a queda que é suja, húmida e pegajosa.&lt;br /&gt;Começa limpa, no tropeço da vida, mas imediatamente se suja no ar. Repleta de resquícios de formas indefinidas, salganhada amontoada, bolos disformes de matérias anónimas. Vai-se enchendo no movimento imprevisível mas obediente à gravidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois tempos separados, o de quem vê e o de quem cái.&lt;br /&gt;A lamaçenta queda, para quem vê, é rápida e barulhenta. Foi um "Truz!" momentâneo cuja velocidade não permitiu a gravação mental de pormenores inequívocos. Caberá ao cérebro de quem viu colmatar falhas visuais com pedaços dispersos de outros acontecimentos fortuitos e longíquos que agora servirão para complementar este, sem distinção das suas origens. Tanto pior para o individuo que tentar contar a sua versão ao outro individuo cujo acaso também lhe permitiu a assistência do mesmo acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lamacenta queda, para quem cái, é lenta e silenciosa. Há um "Truz!" no final, mas é desfasado do acontecimento e longíquo dele. Para quem cái, a lamacenta queda traduz o significado de eternidade, mas só por um bocadinho que dura muito. Dura o suficiente para a percepção tomar-se conta de todos os detalhes e pormenores - o movimento descontrolado do corpo, a sujidade que se lhe junta e cobre, as formas que toma na vertigem da queda desamparada na reflexa deslocação que se lhe imprime. Dura também o suficiente para que o individuo reveja mentalmente as circunstâncias que o trouxeram a este sujo desamparo, vistas de vários pontos terrestres e agrestes diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundo acto:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A nobre aterragem. Não é o nobre levantar - é a aterragem que é nobre, cheia de verticalidade.&lt;br /&gt;O final da lamacenta queda é pontuada por um "Truz!", ponto final parágrafo de um momento, barra travessão do momento seguinte. A aterragem horizontal faz-se na verticalidade da situação - a possível, entenda-se. O indivíduo que cái teve tempo reflexivo e reflectivo suficiente para se aperceber da situação, das suas causas, das suas várias possíveis consequências segundo plano probabilístico desenhado pelo modelo matemático da hipergeométrica distribuição. Teve tempo para ponderar a dimensão da amostra e registar os casos de sucesso conhecidos dentro dessa amostra. Derivado destes factores, consegue transformar a sua aterragem desajeitada num momento de nobreza e honra. Para fazê-lo, cairá TO-TAL-MEN-TE desamparado e descordenado, sem qualquer tentativa de colocar as mãos à frente da cara ou de proteger a cabeça. De facto, a nobreza da aterragem dependerá também do momento de contacto das mãos e dos joelhos com o solo. Quanto mais nobre, mais tarde será esse contacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terceiro acto:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O a-levantar-se. Não é o levantar-se - é o a-levantar-se.&lt;br /&gt;O levantar-se seria digno e comandado pelas necessidades e possibilidades motoras do indivíduo. O a-levantar-se exige mais do que isso, exige ao individuo que se alevante como possa. Se puder. Se não puder, será na mesma considerado como se tendo alevantado. Para todos os efeitos, o domínio da percepção sobre os acontecimentos fortuitos imprime na objectividade visionária a incapacidade separativa da realidade objectiva tatuada na pele da ilusão casualística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda sonora dos três actos será contínua e seguirá o seguinte modelo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;plóc-fzzzzzzzzzzzzzzzzzzztttt-Truz!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fim. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-4526683599255764824?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/4526683599255764824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=4526683599255764824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4526683599255764824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4526683599255764824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/02/tragi-sit-com.html' title='trági-sit-com'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2405177750564059846</id><published>2011-01-24T11:38:00.003Z</published><updated>2011-01-24T11:58:59.186Z</updated><title type='text'>Estranhas Encruzilhadas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Mas demoras muito a chegar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, acho que me perdi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No Beco do Fim das Relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ui. Isso não é a melhor zona da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calculei, pelo aspecto. Como faço para sair daqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois, ainda por cima isso aí é um autêntico labirinto. Mas tem várias opções. Atrás de ti tens um cruzamento, não tens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, estou de frente para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A rua da direita vai dar a outras duas ruas. Uma delas leva-te de volta ao beco onde estás, a outra leva-te à praça de onde vieste. Chama-se “Rua dos Regressos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, estou a ver… mas é um bocado muito íngreme, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, é. E escorregadia, muita gente vem cá parar abaixo outra vez, que não é nada fácil de subir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, a praça de onde vim não era má, não. Mas será que ainda vai estar igual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há-de ter algumas coisas iguais, outras diferentes. Também para lá chegares vais ter que estar diferente e largar metade da bagagem, se não não consegues subir a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok. E as outras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Á tua frente tens uma rua larga e florida, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! Com óptimo alcatrão e piso, várias faixas de rodagem e árvores! Parece uma óptima rua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois. Mas vai dar a uma praça meio estranha. È de terra batida e meio deserta, chama-se “Praça da Resignação” e essa rua que vês tem o nome de “Relações de conveniência apressada por medo da solidão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uhm… ok. E à esquerda? Esta rua estreitinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah. Essa é a “Rua da descoberta” e vai a um largo muito fixe, de onde depois saem mais caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está cheia de buracos e é meio escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, e super-estreita, só dá para passar de uma pessoa de cada vez, e às vezes de lado. Também não é uma rua fácil de se fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então, afinal para onde vou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso eu não sei, tu é que tens que te decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E tu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E eu o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou no Largo das Esperanças à tua espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas os caminhos que disseste vão dar aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei. Depende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, e vais ficar aí à minha espera se eu não sei se aí vou dar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou. Só até ficar de noite, que isto é um bocado desabrigado. Depois, se não chegares, há aqui outras ruas também, por onde posso ir. Não sei, logo vejo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2405177750564059846?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2405177750564059846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2405177750564059846&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2405177750564059846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2405177750564059846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/01/estranhas-encruzilhadas.html' title='Estranhas Encruzilhadas'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-1535234885810218816</id><published>2011-01-19T19:11:00.003Z</published><updated>2011-01-20T15:38:27.631Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;“I should have been a pair of ragged claws&lt;br /&gt;Scuttling across the floors of silent seas."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;T.S. Elliot&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#009900;"&gt;- Fala-me das pedras…&lt;br /&gt;- Ah, essas também estão sempre lá e não são intervalo, excepção nem regra&lt;br /&gt;- Continua…&lt;br /&gt;- Também não são fuga, ferida aberta ou trapos remendados nos músculos&lt;br /&gt;- São o quê?&lt;br /&gt;- As pedras contam (nos). São (nos) o menos para que tudo o resto (nos) conte mais.&lt;br /&gt;- Todas as pedras?&lt;br /&gt;- Todas.&lt;br /&gt;- Quais?&lt;br /&gt;- As que querias ter rematado com um sorriso. As que querias nem ter visto da primeira vez. As que escolheste ver de novo. As que esqueceste, as que escondeste, as que guardaste e trazes todos os dias e no intervalo deles…&lt;br /&gt;- No intervalo?&lt;br /&gt;- E antes e depois e durante… as que são cascata de punhais aflitos e as que são vinho quente num crepúsculo temperado de canela e dedos esguios à lareira.&lt;br /&gt;- Uhm...de que é que gostas mais nas pedras?&lt;br /&gt;- Da música.&lt;br /&gt;- Qual música?&lt;br /&gt;- A das pedras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-1535234885810218816?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/1535234885810218816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=1535234885810218816&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1535234885810218816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1535234885810218816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/01/i-should-have-been-pair-of-ragged-claws.html' title=''/><author><name>writethere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15578579120284284362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-179730328621052884</id><published>2011-01-18T01:08:00.009Z</published><updated>2011-01-18T20:16:23.053Z</updated><title type='text'>Catarina, a Donzela incompreendida</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;font-size:small;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,0,153);font-family:georgia;font-size:medium;"  &gt;Na Urbes Imperatoria Salatia existiu, nos tempos remotos dos poemas de amor e das serenatas, uma Donzela de seu nome Catarina. Catarina de La Pirose Totalle (façam favor de ler o seu nome com entoação francesa para lhe dar a solenidade devida!) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Catarina não era uma Donzela qualquer, como essas que só andam p'ra aí a donzelar o dia todo. Naaa...dessas havia-as aos molhos na Salatia; tantas que o Presidente da civitas mandou publicar um édito que aprovava um novo imposto municipal a ser pago por todos aqueles que albergassem mais do que uma Donzela em suas casas (tipo política do filho único na China mas só que na Salatia e algures no século XIII.) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Mas voltando à bela Donzela da nossa história, Catarina era detentora de uma beleza inigualável; os seus olhos verdes que adoptavam tons de mel em dias de maior claridade e os seus caracóis dourados sempre meticulosamente penteados com a melhor brilhantina da época enchiam o imaginário dos jovens salineiros que se dirigiam ao rio Sado ao fim do dia para a ver passear nas suas margens (bem sei que soa a cliché mas façam o favor de continuar a ler!).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;No entanto algo diferenciava Catarina das outras Donzelas da sua idade, fazendo-a, desde cedo, sentir-se incompreendida por parte de todos os que a rodeavam. O diálogo com os seus pais era inexistente; os jovens salineiros haviam há muito cessado as suas tentativas de conversar com ela e quando o faziam as únicas reacções que obtinha eram olhares intrigados, curiosos ou até assustados. Nem sequer tinha uma melhor amiga para desabafar ou com quem partilhar as suas angústias. Todos a consideravam estranha. (sei o que estão a pensar: dêm-lhe um maço de tabaco e um cd dos The Doors e temos uma típica Donzela da Salatia do século XIII. Mas continuem a ler que não se trata disso.) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Perguntava-se muitas vezes qual seria o seu problema mas nunca chegava a nenhuma conclusão; por mais que tentasse integrar-se, todas as suas tentativas saíam frustradas. O que estaria a fazer mal? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Foi durante um desses momentos introspectivos, que geralmente a conduziam a um estado de desespero incontrolável, que Catarina se encheu de coragem e, numa derradeira tentativa de alterar o rumo das coisas respirou fundo e disse à sua mãe na única língua em que sabia expressar-se: "Mutter, was ist los mit mir? Ich fühle, dass ich nicht verstehen kann und tun, was die Leute denken ich bin komisch ... warum schaust du mich so an?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-179730328621052884?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/179730328621052884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=179730328621052884&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/179730328621052884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/179730328621052884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/01/catarina-donzela-incompreendida.html' title='Catarina, a Donzela incompreendida'/><author><name>ondepudwhere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14812428840371257200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7515104082843389275</id><published>2011-01-17T16:06:00.003Z</published><updated>2011-01-17T16:20:03.148Z</updated><title type='text'>doming, II acto</title><content type='html'>Não sabia, quando sai da cama, que hoje seria novamente domingo. Escrevo "novamente" porque ontem já foi domingo. Dois domingos seguidos, a semana passou uma rasteira ao tempo mas não estou certa que mais alguém se tenha apercebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi dizer que chovia lá fora. Estranho, porque não vejo, mas disseram-me que chovia e traziam cabelos e ombros encharcados, pingas grossas a escorrerem nas sobrancelhas, presas na pestana, a deslizarem na cara. Chove lá fora, e eu que estou na rua penso que não estarei naquele lá fora. Não me importo. Não foi hoje que descobri que os labirintos das pessoas são diferentes, que os caminhos cruzados não se tocam nos cruzamentos, que todas as estradas vão dar a sítio nenhum. Não, o que eu hoje descobri é que é domingo e as pessoas não o sabem e viemos todos trabalhar. Ou então fingimos todos que não sabemos - afinal, também eu não o disse a ninguém - para que pareça menos domingo do que o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ser. Podia até ser outro dia qualquer. Segunda-feira, era expectável que fosse segunda. Poderia ser sétima, ou oitava. Tinha que ser domingo, de que outra forma gozaria as ironias secretas das existências discretas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse força montaria uma conspiração. Para encher os domingos de verão e gelados de limão. Não seria suficiente, já sei. Mas podia ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse jeito desenharia um arco na tua íris. Para encher os domingos de passeios rodeados de caricatas arquitecturas, ou forrados a relva e cheios de cães com bolas de ténis na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse capacidade, poderia encher os domingos de segredos misteriosos e de descobertas ansiosas. Ou gargalhadas daquelas que nascem no estomago e se libertam nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É domingo. E aos domingos não se tem nada, para se fazer qualquer coisa. Pelo menos enquanto faltar uma lareira, por causa da chuva lá fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7515104082843389275?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7515104082843389275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7515104082843389275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7515104082843389275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7515104082843389275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/01/doming-ii-acto.html' title='doming, II acto'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-3495826177114027439</id><published>2011-01-12T18:14:00.002Z</published><updated>2011-01-12T18:26:31.488Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;"Como acordam os sentidos? Os meus, por meias palavras."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;color:#009900;"&gt;M.G.Llansol&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#009900;"&gt; Explica-me…&lt;br /&gt;- Como olhos rasgados a contemplar a agitação de outro silêncio&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Como a sede de outros séculos a superar-nos o tempo do corpo&lt;br /&gt;- Do corpo?&lt;br /&gt;- Sim. Como um gato que desenha oitos nas tuas pernas cada vez que chegas a casa. Podem ser oitos, um circuito fechado ou…&lt;br /&gt;- Infinito…&lt;br /&gt;- Depois cortam-te os dias em que não chegas e o mundo é demasiado grande para o ar que tens nos bolsos.&lt;br /&gt;- E o gato?&lt;br /&gt;- O gato continua lá.&lt;br /&gt;- Sempre?&lt;br /&gt;- O tempo suficiente. O tempo que está disposto a esperar pelo tempo. Se tiveres sorte é o teu tempo todo que não é o tempo todo dele.&lt;br /&gt;- Uhm…&lt;br /&gt;- É como passar o dia a procurar uma palavra que não encontras. Talvez por ser demasiado longa ou por só se escutar nos vértices da pele antes da pele&lt;br /&gt;- A pele não tem vértices&lt;br /&gt;- Precisamente. Demora a chegar. Mas entre tanto(s) dissolve-se nas tuas mãos e multiplica-te no espaço. Dissolve-te também.&lt;br /&gt;- E o tempo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#009900;"&gt;- É como o gato e os soluços do corpo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-3495826177114027439?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/3495826177114027439/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=3495826177114027439&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3495826177114027439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3495826177114027439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/01/explica-me-como-olhos-rasgados.html' title=''/><author><name>writethere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15578579120284284362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-8335404515868881060</id><published>2011-01-06T18:19:00.003Z</published><updated>2011-01-06T18:51:11.597Z</updated><title type='text'>what's a dream?</title><content type='html'>Levantou-se da cama, e ainda era a noite o que vestia aquilo que viria a ser o dia, lá fora. Ainda era noite, mas não era tempo. As madrugadas têm uma luz inesperada, de quem se sabe ser a inexistência do tempo. Só espaço, e quando se levantou da cama, todo o espaço era dela. Não o do mundo, o outro espaço, fora do mundo, mais longe que o horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu no vento que batia na janela o seu nome. Não estranhou, conhecia o apelo. Dois passos, mão no puxador, um clique. O vidro frio saiu-lhe da frente e o bairro que conhecia desenrolou-se-lhe aos pés descalços. Como é diferente esta terra, nas madrugadas, pensou. Ou será que é diferente esta terra, nos dias com máscaras coladas? Não se debateu muito sobre a questão, não tinha pressa mas segurava urgências. Abriu os braços e tirou os pés do chão, levantou voo pela madrugada dentro, de mãos dadas com o vento que a chamava, de olhos abertos para uma terra iluminada pela luz prata da lua. Passou por cima do seu bairro, passou por cima da sua cidade, olhou os becos escuros, uma ou outra pessoa que passava sem reparar na sombra dela reflectida no chão. Passou por cima dos rios e das pontes, viu alguns carros solitários nas auto-estradas, sorriu-se para a lua e fez festas às nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo - o mundo que achava que ela lhe pertencia - sonhava inteiro, só ela estava acordada no céu das rimas arritmadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o sol começou a querer ameaçar nascer, soube que já era hora de o mundo voltar a ter horas, o regresso ao seu quarto impunha-se, a volta à sua cama era um imperativo. Não queria ser descoberta, olhada de soslaio como a louca que passava as madrugadas a voar. Entrou pela mesma janela por onde havia saído, correu o vidro e puxou o trinco. Deitou-se na cama e fechou os olhos. Era agora a altura dela sonhar, sonhar que se levantava e tinha um trabalho, sonhar que tinha obrigações e responsabilidades, sonhar que tinha preocupações e amizades. Mais logo acordaria de novo e poderia voltar a voar, sem ninguém ver, sem ninguém suspeitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-8335404515868881060?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/8335404515868881060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=8335404515868881060&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8335404515868881060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8335404515868881060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/01/whats-dream.html' title='what&apos;s a dream?'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-964824919566520409</id><published>2011-01-05T13:54:00.003Z</published><updated>2011-01-05T14:44:28.615Z</updated><title type='text'>Dona Gardênia e sua borboleta</title><content type='html'>Dona Gardênia tinha o espírito primaveril reflectido nos olhos azul-águados e envolto no cheiro florescido dos seus cabelos longos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando passava nos corredores, o perfume que usava por lá ficava, muito após a sua passagem. Pairava no ar e paráva quem por lá andava. Uns reconheciam-no imediatamente, outros abriam as narinas com olhos de admiração e sobrancelhas de espanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Gardênia de sorriso fácil, escondia em sua casa um tesouro pouco secreto. "A minha paixão desde criança", dizia enquanto mostrava uma enorme colecção de borboletas. Havia-as de todas as cores, tamanhos e feitios. Cuidadosamente espetadas em alfinetes, de asas bem abertas, de cores e padrões mais ou menos definidos, de olhos secos e vazios. Era a sua amada colecção de cadáveres de borboletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa caixa mais pequena, guardava as mais raras e belas. Azuis, vermelhas, laranjas, verdes. De círculos nas asas, simétricas - "para simularem olhos de predadores maiores, é uma técnica de defesa da natureza", explicava Dona Gardênia, de beiços embevecidos, de olhos humedecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Gardênia tinha também álbuns cheios de fotos - de expedições e outras loucuras, pelas Áfricas, Ásias, Américas, Europas. Continentes onde havia andado, de botas altas castanhas, coletes largos verdes, olhos argutos esfomeados e redes variadas à mão. A farda da silenciosa e lenta caça de novos exemplares coleccionáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma coisa curiosa, na caixa mais pequena das borboletas encantadas - um espaço vazio, um alfinete sem cadáver por baixo, um corpo ausente. Uma borboleta por preencher, era a que faltava na sua colecção. Uma e apenas uma. Já não era nova, Dona Gardênia, mas sempre tinha sido ambiciosa. Não iria deixar a colecção inacabada, seria a sua última expedição, mas seria também a borboleta mais valiosa. E com a vantagem que, desta vez, não seria preciso viajar para muito longe. A noite já estava escolhida e seria precisamente hoje. Dentro de duas linhas, para ser mais precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Dona Gardênia achou que faltava pouco para a caçada da última e mais valiosa borboleta, levantou-se calmamente do sofá, sem desligar a televisão. Os passos entre a sala e o quarto foram seguros e calmos, a forma de vestir também. Não iria de botas castanhas e colete verde, a borboleta mais especial não habitava a mesma natureza cheia de vida onde tinha colectado as restantes de sua colecção. Era preta a farda desta noite. Confortável, sem ser larga, sapatos silenciosos, cabelos longos apanhados por baixo de um gorro de preta lã. Dona Gardênia estava pronta para ser a única detentora do mundo da espécie de borboletas mais rara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lanterna numa mão, martelo na outra. Ao ver-se ao espelho, sorriu. Dona Gardênia parecia um ladrão e não uma hábil e ambiciosa coleccionadora de insectos coloridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia bateu-lhe à porta logo pela manhã. A porta não foi aberta, seguiu-se o arrombamento, 10 homens fardados empunhando pistolas a correrem pela sala, a correrem até ao quarto, a chegarem ao escritório. Dona Gardênia, sem gorro nem cabelo alinhado, sentada no chão. A cara marcada por lágrimas, as mãos e a roupa cheias de sangue, a caixa das borboletas mais preciosas ao lado, caída, meia destruída, desalinhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi presa e condenada.&lt;br /&gt;Prisão perpétua pelo homícidio de um casal de jovens namorados, com requintes de malvadez. Que os tinha estripado, arrancado o estômago e os intestinos, revolto e aberto orgãos, na busca desesperada de umas tais "borboletas no estômago dos apaixonados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não as encontrou e a sua colecção ficou para sempre inacabada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-964824919566520409?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/964824919566520409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=964824919566520409&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/964824919566520409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/964824919566520409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2011/01/dona-gardenia-e-sua-borboleta.html' title='Dona Gardênia e sua borboleta'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-3982121743622481270</id><published>2010-12-31T11:55:00.002Z</published><updated>2010-12-31T11:59:26.245Z</updated><title type='text'>O chão que pisas, sou eu.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Disfarça o sabor a sangue na boca. E tenta andar em pé, com as dores de quem tem os joelhos partidos, os calcanhares desfeitos, a carne a colar-se no chão, os ossos a baterem no chão e as pessoas a pensarem que o batuque é da sola dos sapatos. As pessoas, a pensarem que pensam e a comerem pensamentos mastigados pelos olhos.&lt;br /&gt;Cuidado quando tentares fazer um sorriso. Há o perigo de te sair um esgar esquisito, capaz de pôr a chorar qualquer criancinha tenrinha. Cuidado quando apertares a mão a alguém, capaz de lhe partires alguns ossos para lhe tentar mudar a linha do destino. Não vai resultar, sabes disso. Cuidado quando entrares no autocarro, capaz de comeres à dentada os bancos e talvez o motorista e os passageiros, e depois vomitá-los agarrado ao pneu, canibalismo bulímico, o sabor a sangue dos outros misturado com o teu, misturado com o vómito e a bílis e as cores novas que se criam nessa poça aos teus pés. Quase poético, o vómito esverdeado-acinzentado, se não se tivesse transformado num lagarto emprenhado de lombrigas a correr pela cidade fora. Por esta cidade fora, por esta cidade dentro, nesta cidade sepultado por debaixo do alcatrão negro, por de cima dos alicerces podres, dos ninhos das ratazanas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O corpo, nauseabundo, a espalhar-se no chão, sem espanto, nem coragem, nem força, nem vertigens. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-3982121743622481270?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/3982121743622481270/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=3982121743622481270&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3982121743622481270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3982121743622481270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/o-chao-que-pisas-sou-eu.html' title='O chão que pisas, sou eu.'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-5378367261746529443</id><published>2010-12-30T23:57:00.001Z</published><updated>2010-12-31T00:32:03.897Z</updated><title type='text'>Tábua de crenças II (2010)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito na insistência e na teimosia. Porque as coisas criam-se e constróem-se nas rotinas do dia-a-dia, nas horas iguais às outras horas e não nos momentos geniais de inspiração metafísica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito nos momentos geniais de inspiração metafísica, mas, pelo sim pelo não, que é melhor não contar com eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito que as pessoas não mudam mas sei que evoluem e se tranformam. Acredito que tenho que me lembrar mais vezes que o fazem apenas por processos internos de descoberta e não porque alguém lhes oferece as respostas que precisam embrulhadas em papel verde e laçarote vermelho em cima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito nos recomeços como forma coerente de evoluir no mesmo percurso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito que a chuva a bater no rosto ajuda nesses recomeços.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito na consistência do ser, dos acontecimentos e dos processos, como forma de tomada de decisão mais livre e acertada. Acredito na inconsciência como forma de sentir a liberdade na pele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito no auto-controle e na racionalidade como forma de perceber e fazer. E nos sentimentos e como forma de ser, sentir e querer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito nas escolhas por opção. E nas inevitabilidades, por emoção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito profundamente nos paradoxos. E em que os paradoxos podem trazer coerência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito na boa vontade como valor alicerce para o entendimento entre pessoas. Tudo o resto vem depois. Se a boa vontade não for comum, mais nada poderá ser contruido em comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito que os gestos das pessoas valem mais do que as suas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito nas palavras, fora das pessoas. E nos cheiros que trazem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito que é possível ver-se mais do que aquilo que se vê. E para isso, basta olhar de verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito em planos e estratégias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;E na falta deles e delas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito no silêncio da minha casa. E no barulho das conversas soltas entornadas em copos de vinho, servidas como aperitivos para as descobertas dos sentidos - da vida e dos sensoriais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito que é na variedade que se encontra o conhecimento. E que acreditarei sempre nisto, ou que espero acreditar sempre nisto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito que tenho as mãos cheias de nada e que vão continuar assim até morrer. Que nunca irei agarrar nada mas que há momentos em que posso tocar em algumas coisas - tal como emoções, sentimentos, pessoas, sonhos - e até segurá-los um bocadinho, saber-lhes as formas, consistências, texturas, antes de voltar a ficar com as mãos cheias de nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px; font-size:15px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Acredito que aquilo em que acreditamos faz de nós aquilo que somos e que é uma ajuda lembrar disso quando nós próprios nos sentimos perdidos."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Em 2003 escrevi um texto chamado "tábua de crenças", pode ser lido &lt;a href="http://taparueres.blogspot.com/2010/01/tabua-de-crencas-2005.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Em 2010 andava às voltas com ele, que seria altura de escrever um novo, mas não me saía. E no natal, a minha mãe ofereceu-me com um metro de altura. E eu gostei mesmo, mas decidi que antes do final de 2010 teria que escrever um novo. E escrevi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-5378367261746529443?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/5378367261746529443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=5378367261746529443&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5378367261746529443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5378367261746529443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/tabua-de-crencas-ii-2010.html' title='Tábua de crenças II (2010)'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-843579674181087008</id><published>2010-12-28T15:14:00.004Z</published><updated>2010-12-28T15:34:34.813Z</updated><title type='text'>*</title><content type='html'>Estou preocupada.&lt;br /&gt;Perdi um asterisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei onde o deixei, já procurei:&lt;br /&gt;nos bolsos das calças&lt;br /&gt;nos bolsos dos casacos&lt;br /&gt;nos bolsos da bolsa&lt;br /&gt;no carro&lt;br /&gt;no chão do carro&lt;br /&gt;nas almofadas do sofá&lt;br /&gt;por debaixo das almofadas do sofá&lt;br /&gt;no hall do prédio&lt;br /&gt;no caminho que fiz daqui-até-ali&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não o encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi um asterisco e faz-me falta.&lt;br /&gt;Não tanta quanto um ponto final, ou uma vírgula, é certo. Mas faz-me falta, o asterisco. Posso substitui-lo por BêJotaÉsse, mas não é a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preferia ter perdido outra coisa qualquer. Nunca se escolhem as coisas que se perdem.&lt;br /&gt;Se alguém encontrar o meu asterisco, que me avise. É meio despenteado e tem um ar desconfiado quando não conhece as pessoas, mas depois é todo ternurento e meiguinho. É cor-de-rosa, para mal dos meus pecados que não gosto do cor-de-rosa, mas era a promoção que havia na loja do chinês, de asteriscos sem olhos em bico, só cor-de-rosas. E cheira a algodão-doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, assim descrito nem parece que era meu. Mazéra, mazéra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se calhar foi isso.&lt;br /&gt;Por não parecer meu.&lt;br /&gt;Se calhar não o perdi, foi ele que se foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui abandonada por um asterisco.&lt;br /&gt;E nem carta de despedida deixou.&lt;br /&gt;Nem me avisou que ia lá fora comprar tabaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém encontrar o meu asterisco, que fique com ele.&lt;br /&gt;Não o quero de volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou arranjar outro para mim,&lt;br /&gt;um que seja líquido,&lt;br /&gt;que seja feito de água:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero entornar asteriscos nas varandas dos vizinhos de cima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-843579674181087008?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/843579674181087008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=843579674181087008&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/843579674181087008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/843579674181087008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/blog-post.html' title='*'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7868846647530510738</id><published>2010-12-27T16:49:00.009Z</published><updated>2010-12-27T18:46:19.323Z</updated><title type='text'>linhas cruzadas em becos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;"So many people live within unhappy circumstances &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;and yet will not take the initiative to change their situation &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;because they are conditioned to a life of security, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;conformity, and conservatism, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;all of which may appear &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;to give one peace of mind, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;but in reality nothing is more dangerous &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;to the adventurous spirit within a man than a secure future. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;The very basic core of a man's living spirit is his passion for adventure. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;The joy of life comes from our encounters with new experiences, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;and hence there is no greater joy than to have an endlessly &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;changing horizon, for each day to have a new and different sun."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Chris McCandless&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia amanhece do lado de fora da janela. Um casal de adolescentes recém-apaixonados e recém-desvirgindados prende-se em suor e cansaço num abraço carinhoso. O teu despertador toca, mais 5 minutos, pensas. Os adolescentes adormecem no mesmo tempo em que te convences que tens mesmo que sair da cama. Entrar no banho. Escolher roupa que vestir, saltos que usar, não esquecer de combinar a mala nem de levar o laptop. O sr. Zé da pastelaria já abriu portas há que tempo, serve o café ao sexto cliente do dia, e um bolinho acabado de fazer. Vestes as calças e o botão aperta a custo, engordei?, e o sexto cliente do dia limpa as migalhas da boca e põe-se a caminho do escritório, mesmo aqui ao lado. Vai-se despedir hoje, que está farto de ser mal tratado por um chefe antipático, que tem ido a entrevistas várias, que finalmente a sorte lhe sorriu e agora sorri ele, dono de uma liberdade que se vai encostar a uma nova rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casaco, onde deixaste o casaco? ah, está no carro, falta o computador e duas trancas à porta que esta cidade confia mas não é de confiança. E passa na rua uma menina com o cabelo em trança, galochas para a chuva e dona de todas as poças enquanto a mãe reclama, na verdade porque há muito que não se encontra com o pai na cama, que lhes terá acontecido, é stress do trabalho, é stress do trabalho, nada preocupante, todos os casais passam por isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guias pelo meio da cidade, passam edifícios, janelas, alcatrão, carros. Passam sonhos, desejos, medos, esperanças, expectativas. Semáforo vermelho, velho desdentado com a revista dos pobrezinhos, uma moeda, uma moeda, e tu que não e ele que segue para o outro carro, tal como seguiu a sua triste vida depois de ter enterrado dois filhos, depois de se ter apercebido que os outros três por ele não se interessam nada, que a culpa foi sua, que devia ter batido menos na mulher que tinha, que devia ter bebido menos e já resultava mas se conseguir vender só 2 revistas hoje já pode ir buscar um copo d3 ao António do bairro, que já não lhos vende fiados, mas se pagar o primeiro talvez lhe ofereça o segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entras no escritório, cumprimentas o porteiro, cumprimentas o segurança, sorris para os colegas com quem te cruzas no corredor. Cruzadas estão também as raças dos 5 cães que acabaram de ser paridos num quintal do outro lado da estrada e que amanhã, quando forem descobertos, vão fazer as felicidades do filho mais novo e angustiar a mãe não-tão-velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia de trabalho passa-te rápido, com muitos afazeres e decisões, planos e estratégias, vendas e compras. Lá fora os tempos do mesmo dia são outros: lento para os velhos colados à televisão, incrivelmente veloz para as crianças no infantário, praticamente parado no velório da igreja, em imperfeita pausa na sala de espera das urgências do hospital, ligeirinho nas carteiras e nos bares das universidades, curto na instituição de solidariedade social, onde curtas são também as mãos que dão quando comparadas com as que se estendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao jantar, enches 4 copos de vinho com histórias de tempos que passaram há pouco tempo, mas que vos parece muito, nessa mesa de amizades e frases adivinhadas, aventuras partilhadas, gostos reconhecidos. Ao jantar regressa a casa o marido ingenuamente encornado, o pai taxista muito suado, o filho estroina sempre animado, a criança ranhosa já de ar ensonado. Do outro lado do mundo nasce o dia e algumas vidas preparam-se para sair da cama, outras entram nela em horas desorientadas, os ciclos empurrados na rotação de uma terra que não sendo de ninguém é de toda a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela janelas vês outra janela de luz acesa, o sabor do vinho adoça-te o pensamento, o dia correu-te bem com direito a elogio do chefe e palmadinha nas costas. Daqui amanhã espera-te uma promoção, daqui amanhã casas-te e tens filhos, daqui amanhã envelheces e não sabes o que te aconteceu. Há outra saída? Há outra alternativa melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o ritmo da vida, de todas as vidas, os rumos que tem que levar. Olhas à volta, uma já casada, o outro é para o ano, a terceira não está para lá encaminhada, mas há-de estar, há-de estar, que é isso que se faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explicar então que de repente o vinho te deixe um sabor amargo a &lt;strong&gt;insatisfação?&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Todas as outras vidas com que nos cruzamos sem saber, todas sem excepção, são pessoas que tentaram fazer delas o melhor possível, dentro do que souberam, dentro do que puderam. Mas esqueceram-se de se saberem vivas, esqueceram-se de se saberem existentes. Acontece, às vezes. Estar vivo não é o contrário de estar morto, pode-se estar vivo sem se estar, por desconhecimento desse facto.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7868846647530510738?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7868846647530510738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7868846647530510738&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7868846647530510738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7868846647530510738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/linhas-cruzadas.html' title='linhas cruzadas em becos'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-9001762989970445692</id><published>2010-12-26T20:39:00.004Z</published><updated>2010-12-26T20:52:29.858Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histórias das donas'/><title type='text'>Dona Perpétua</title><content type='html'>&lt;div&gt;Corria o ano de 2004 e lembro-me de dona Perpétua que não corria para lado nenhum. Corríamos também nós, atrás de uma bola chutada com força a mais, à frente de um cão vadio que nos acompanhava por um dia, debaixo de um sol que nascia tarde demais para a nossa excitação de aproveitar até ao tutano todas aquelas férias de verão na vila.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;D. Perpétua não corria, mas tinha por norma um passo apressado  quando passava por nós. Mas parava-se, quando eu lhe falava, e eu falava-lhe mais por simpatia do que por educação, tenho que confessar. Gostava de dona Perpétua, que morava na casa abaixo da dos meus avós e ás vezes me convidava a entrar para uma queijada-quentinha-acabada-de-fazer. Enquanto a trincava com gosto, demorava-me a olhar para as coisas na sala, tinha muitas coisas, a sala de dona Perpétua. Mais de 500 molduras com fotos de caras que eu não conhecia, dizia 500 mas a noção de 500 na cabeça de uma criança são apenas muitas e não verdadeiramente 500. Mais do que as que eu sabia contar: 500. Eram fáceis as contas naquela altura, e era fácil saber que também eram mais de 500 as caixinhas de loiça de dona Perpétua. Umas até tinham coisas dentro, botões de casacos que já não existiam, papéis de contas já saldadas, bilhetes de coisas que já tinha visto, sei lá que mais. Dona Perpétua não me deixava abrir as caixinhas porque eu tinha as mãos sujas de queijadas e podia partir alguma, então ela às vezes abria umas para eu ver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que eram recordações, explicava-me, e eu também gostava dela por aquele sorriso triste que ela fazia quando o dizia. Ou quando falava dos filhos, estão lá na capital grande, dizia, e são senhores importantes, e sorria, um sorriso diferente de quando o Júlio marcava um penalti, ou quando o Pedro descobria mais um ninho com passarinhos lá dentro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dona Perpétua dizia que não sabia quando era a próxima vez que ia ver os filhos importantes. Eu estranhava, será que a minha mãe também conhece outros meninos que nunca me viram? Se calhar dona Perpétua vai buscar os filhos no intervalo da escola, só que eu é que só cá estou nas férias, pensava. Mas estranhava que ela não soubesse quando acabavam as aulas, a minha mãe sabia. Mas não ligava muito, "e aquela? o que tem?" apontava para outra caixinha, uma agulha com uma linha branca, dona Perpétua já não se lembrava que bainha ou remendo teria servido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Sabes, eles crescem e vão-se embora de casa, é assim a vida" dizia-me, e eu percebia, que eu também já era crescido e tinha saído de casa logo de manhãzinha para vir jogar à bola.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-9001762989970445692?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/9001762989970445692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=9001762989970445692&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/9001762989970445692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/9001762989970445692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/dona-perpetua.html' title='Dona Perpétua'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-3807838870001117714</id><published>2010-12-21T23:16:00.008Z</published><updated>2010-12-22T02:25:07.911Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='u'/><title type='text'>Pai Natal, toda a verdade!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;Depois de muito pensar - aprox. 3 a 5 minutos - achei que devia revelar a verdade nua e crua sobre o máximo representante da quadra natalícia! Chegou a altura de pôr cobro a uma farsa que dura há demasiado tempo e - que como pessoa desocupada que sou - sinto-me na obrigação de denunciar! Espanta-me apenas que nunca ninguém tenha pensado nisto, já que a os factos estiveram sempre à vista. Nunca, até ao dia de hoje, tinha prestado muita atenção ao que estou prestes a revelar e confesso que a minha perspicácia - que sempre considerei im-pe-cá-vel!!! - levou a melhor de mim durante os meus hu hum ... 21 anos de existência. Bastou uma soma de todos os factos para chegar à conclusão de que:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;O PAI NATAL SÓ PODE SER GAY!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;Se não, como explicar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;- As botas pretas de cano alto! Um homem a sério não usa calças para dentro das botas a não ser que seja pescador (e isso são galochas!!); &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;- O desejo incontrolável de comer biscoitos caseiros com copinhos de leite branco? ("Ai ai, o que me apetecia mesmo era dar uma penaltada num copo de leitinho mimosa!!")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;- O cinto largo, também ele em pele preta, a fazer pandan com as botas de cano alto! Além disso, onde já se viu um pançudo que aperta o cinto debaixo do peito e não no princípio do baixo ventre deixando o rêgo a descoberto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;- Só contrata trabalhadores pequeninos e alegres, vestidos de calções, suspensórios e collants às riscas!! Já para não falar de que o meio de transporte dele é um trenó puxado por renas!!! Homem que é homem arranja pêcherons ou minotauros ou outra coisa qualquer máscula que rosne ou grunha.... agora renas voadoras com narizinhos encarnados...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;Enfim, ou é gay ou tem uma mulher muito autoritária... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-3807838870001117714?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/3807838870001117714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=3807838870001117714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3807838870001117714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3807838870001117714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/pai-natal-mentira-da-verdade.html' title='Pai Natal, toda a verdade!'/><author><name>ondepudwhere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14812428840371257200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-8329498766738509362</id><published>2010-12-21T14:54:00.007Z</published><updated>2010-12-21T16:32:07.144Z</updated><title type='text'>A desgraça de dona Graça</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dona Graça era senhora de braços enérgicos e roliços. Suas pulseiras douradas tilintavam nos movimentos elegantes e decididos, eram a banda sonora das vírgulas e pontos finais de suas frases. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como se costuma dizer, dona Graça enchia uma sala - de vozes altas, de gargalhadas bem dadas, de frases afectadas, de gestos pensados e de gordura adiposa. E usava túnicas soltas e vestidos leves, para disfarçar o peso, se bem que este não lhe pesava, nem na energia, nem na leveza do seu ser, nem nos recônditos da sua consciência quando se deliciava com qualquer sobremesa cheia de creme. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alegre, quase sempre, a verdade é que dona Graça não era descontraída. Tinha preocupações, dona Graça: com os filhos e as filhas que parira, o marido que a escolhera, os sobrinhos que lhe tinha dado, as vizinhas com que lidava, as associações a que presidia e os jantares de festa que promovia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não parava muito tempo para pensar, entretida nos seus afazeres, ritmo constante da vida sucessiva, pontuada nos tilintares de suas bugigangas: mais um baptizado para ensaiar, uma festa de beneficiência para orquestrar, um problema inconfessado de um sobrinho que por um olhar tinha adivinhado, tudo-tudo-tudo-tudo dona Graça resolvia. Mesmo quando as pessoas, coitadas, se zangavam com ela - injustas, as pessoas, que não percebiam que ela só as queria ajudar. E ingratas, porque nunca lhe agradeciam convenientemente. Não que dona Graça quisesse agradecimentos, "mas já viu óh Rosarinho? Tanto que eu fiz por ele e nem um 'obrigado tia' decente. Nem os pais dele, já viu?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida de dona Graça resolveu gracejar com ela num pretérito inacabado, em meados do ano passado. Foi por razões de uma ida ao Brasil - viagem habitual que já há uns anos não repetia. Não levava o marido, não, que os homens para estas coisas são uns chatos; um grupo de amigas, que as compras tem que ser feitas e a diversão fica muito mais garantida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No terceiro dia da estadia, deparou-se dona Graça com uma &lt;em&gt;Casmerodius albus&lt;/em&gt;. De porte elegante, graciosidade no andar, magestidade no olhar e asas que pareciam feitas de nuvens. A verdade é que dona Graça já tinha visto outras garças, mas nunca deste tamanho. E irritou-se: bochecas encardidas do encarnado, gotas de suor a escorregarem entre as moles mamas, pulseiras e berlicoques a pontuar e a exclamar os tremeliques da irritação patentes nos braços e nas mãos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Deu-se conta dona Graça, que o érre do seu nome e do da criatura estavam trocados, que era ela, a Graça que tinha voz esganiçada e era a outra, a garça, que era cheia de graça na vida livre que vivia. Deu-se conta dona Graça, que não podia voar, que estava presa à teia que lhe tinham cuspido, que nunca tinha questionado o que tinha querido, que nunca se tinha lembrado de acordar e sair da cama feita de lençóis de expectativas, normas, códigos e suposições. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Deu-se conta dona Graça, que os anos que tinha e não confessava haviam sido dispendidos em energias inúteis, esforços inglórios, traduzidos em resultados nulos nas suas importâncias. E as suas rugas não eram as testemunhas de um caminho preenchido, eram antes a marca acusadora de uma vida tão pouco tentadora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E a irritação subiu-lhe à fronte e a garça defronte nem a olhava e dona Graça em desgraça rebentou de irritação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois de recolherem os seus pedaços espalhados, puderam apontar no relatório médico a causa da morte: "consciência tardia". E o médico que o escreveu olhou para o enfermeiro e desabafou, que é este dos poucos casos em que mais vale nunca que tarde.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-8329498766738509362?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/8329498766738509362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=8329498766738509362&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8329498766738509362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8329498766738509362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/desgraca-de-dona-graca.html' title='A desgraça de dona Graça'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6161209830404429815</id><published>2010-12-20T14:46:00.003Z</published><updated>2010-12-20T15:19:43.918Z</updated><title type='text'>De um mal-me-quer para o mundo</title><content type='html'>Meu amor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo-te aqui de Lisboa para te dar uma notícia grave: o Inverno chegou.&lt;br /&gt;As pessoas andam de cara feia e ombros encolhidos, a tentar proteger-se do frio e da chuva. Os dias amanhecem sem sol e o tejo já se cobriu daquela cor cinzenta escura de quem não dá cavaco a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À minha volta, os outros mal-me-queres encolhem-se em protestos. Nunca percebi isto de protestar encolhido, entre-dentes. Acho que têm medo, mas não sei do quê. Acusam-me de falta de prudência ou juízo, mas acho que eles tem medo das histórias que se inventam sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui de onde estou, continuo a esticar-me em direcção ao céu. Nem sempre é fácil, mas também não é difícil. Conheço o sabor da chuva, já. E das solas de sapatos. Eles não, e apontam-me as marcas que vou ganhando. Não serei o mal-me-quer mais bonito da primavera, não sei se chego à primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu sabes, nunca foi à primavera que quis chegar. Foi sempre ao ponto mais alto da mais alta montanha, ao fundo mais negro do buraco mais escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro dia conheci uma mulher que era esposa, logo por detrás de ser mãe e antes de ser meio casal. Saiu à rua com as pernas de trazer por casa e os olhos cheios daquela solidão que se entranha nos ossos. Trazia um miúdo pela mão e a falta de si pela outra. Não estou certo que ela saiba da sua existência. Nem da sua inexistência. Talvez também se tenha inventado medos, antes de se coser com as linhas das expectativas alheias. Não sei se ela se acusa de ter escolhido o caminho mais fácil, sem saber que entrou no labirinto mais difícil. Ou se se congratula por ter conseguido cumprir o plano que alguém planeou para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes acho que o mundo anda trocado. Mas depois aparece um daqueles dias de inverno com sol e esqueço-me disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que amanhã vou ter contigo. Os outros mal-me-queres desta calçada não só não querem vir comigo, como já me disseram que não podia. Porque nunca nenhum tinha levantado as suas raízes, porque temos folhas e não asas. Eu ouvi-os, mas não os percebi. De resto, estavam outra vez a protestar encolhidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas minhas contas, devo chegar à hora de jantar. Mas não tenhas trabalho a preparar nada de especial, se me arrancares as folhas uma por uma é suficiente. E prometo que a que vai sobrar, será um bem-me-quer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6161209830404429815?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6161209830404429815/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6161209830404429815&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6161209830404429815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6161209830404429815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/de-um-mal-me-quer-para-o-mundo.html' title='De um mal-me-quer para o mundo'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-5507973186460325511</id><published>2010-12-16T20:37:00.004Z</published><updated>2010-12-16T20:46:04.611Z</updated><title type='text'>Progenitorices!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Acabadinha de chegar a casa: &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Eu: "Mãe a internet não está a funcionar."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Mãe: "Telefona para a linha de apoio Meo"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Eu: "Qual é o número?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Mãe: "Vê aí na net."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Não há como não adorá-la... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-5507973186460325511?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/5507973186460325511/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=5507973186460325511&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5507973186460325511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5507973186460325511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/progenitorices.html' title='Progenitorices!'/><author><name>ondepudwhere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14812428840371257200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-176281509679565979</id><published>2010-12-16T18:41:00.006Z</published><updated>2010-12-16T19:03:16.884Z</updated><title type='text'>Os homens andam atrasados, os bichos não. (parte I)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo têm. O tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo, quanto o tempo tempo tem."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talvez aquilo que temos de mais real na nossa vida, o tempo - o que temos e o que nos falta. E aquilo que mais temos de fictício na nossa vida - o tempo, concepção humana sobre a evolução natural dos organismos vivos e não vivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O tempo não existe fora de nós. Os animais não têm tempo, tem necessidades biológicas, tem comportamentos, tem uma evolução física que faz uma curva semelhante à da distribuição normal. (Sim, tenho noções de estatística.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os homens estão presos ao tempo. O tempo de estudar, o de comer, o de se divertir, o de trabalhar. Os homens andam atrasados, os bichos não. O Homem dividiu uma evolução em partes desiguais entre si, iguais entre outras. Arranjou "marcos", quando o sol aparecer ali é de dia, quando desaparecer dali é de noite. O período espacial (e não temporal) que vai do sol ir daqui até ali fica dividido assim. Quando o sol aparecer daqui-ali X vezes, chamamos-lhe assado. E quando forem 365 vezes, chamamos-lhe frito. Ah, mas depois ele não aparece ali de vez em quando, quando era suposto. Não faz mal, aí deixamos que ele apareça mais uma vez, de 4 em 4 vezes das outras. Ah, tá bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estrutura, medida, uniformização, conceptualização - o tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Problema: tempo flexível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Uhm? O tempo não é flexível, todos os minutos duram o mesmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Mentira. Tive minutos na minha vida que demoraram mais de 3 horas. E tive horas na minha vida que duraram menos de dois minutos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E todas as noites me duram mais do que os dias. As noites tem outro tempo que o tempo dos dias, outro ritmo, outra passagem. Os dias passam a correr, as noites arrastam-se com a lentidão de quem não tem ninguém à espera, de quem não tem contas que prestar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ah, isso não é o tempo que duram, é a percepção que tu tens da sua duração. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- A percepção que eu tenho que uma coisa que não existe, mas que se faz sentir, fortemente, real. E chamas percepção àquilo que sinto e não à invenção de algo "criado" mas que afinal existe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ah, não é assim tão simples.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Pois não. Especialmente nos tempos desencontrados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Nos quê?? O tempo é sempre igual para toda a gente, estamos todos no dia não sei quantos do mês não sei que mais do ano tal. E são precisamente x horas. Se estamos no mesmo sítio, o meu tempo é igual ao teu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Sim, mas eu queria ficar contigo agora e tu achas que se eu te tivesse aparecido em outro tempo, poderiamos ter ficado mas agora não. Como se os nossos caminhos tivessem cruzados, mas em tempos diferentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ah, mas isso não é o tempo, isso é a oportunidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Desperdiçada num tempo que não é o meu nem o teu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- É, é, a nossa concepção temporal é a mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Mentira. Este ano para mim passou a correr. Este ano para ti demorou-se uma eternidade. O ano passado aconteceu-me isto, mas parece que foi há 20 anos atrás, que isto sempre existiu na minha vida. O meu tempo não é igual ao tempo que "uso" para me relacionar com as pessoas. Esse tempo imposto é uma plataforma comum de referenciação. Mas o meu tempo é diferente do teu. E pior, o meu tempo não está ao meu dispôr como quero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Estás a atrofiar, e eu estou sem tempo para te ouvir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Quanto tempo terá o meu tempo para esperar por ti?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Quanto tempo dura a vertigem de uma queda, no desconhecimento do solo onde vai aterrar e do quanto vai doer?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-176281509679565979?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/176281509679565979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=176281509679565979&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/176281509679565979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/176281509679565979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/os-homens-andam-atrasados-os-bichos-nao.html' title='Os homens andam atrasados, os bichos não. (parte I)'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-3493941508410621485</id><published>2010-12-15T18:11:00.003Z</published><updated>2010-12-15T18:28:58.094Z</updated><title type='text'>Variações infinitas de um blog'ere</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#006600;"&gt;Escrever. Where? É suposto escrever aqui. Onde? Onde puder. Não, essa é outra, já existe. Onde? Aqui. What? Right there. Escrever aqui. Writehere. Espera, tem que rimar. Tem que ficar assim…redondinho. Redondinho pronto. Writethere. E agora? Agora já tenho um nome, tenho que escolher uma cor. Não pode ser preto, não pode ser azul. Dizem-me: escreve. escreve o que quiseres, assim sem limites, vamos abrir espaço às variações infinitas que se alimentam por dentro num diálogo de sombras desgarradas. Mas não posso escolher a cor. Primeira ilusão de liberdade. Posso escrever mas não escolher a cor. Claro que podes. Podes escolher todas menos…pronto, todas menos. Ou “todas” ou “menos” seria mais simpático. Mas depois seria pouco bonito da minha parte querer mais do que posso, querer todas as cores quando me basta apenas uma. Mas eu não quero todas. Só queria preto (eu sei, preto nem sequer é uma cor, mas eu queria na mesma) ou azul. E agora dizem-me que sou insatisfeita que só quero o que não posso ter. Posso escrever. O que é que eu quero mais? Que raio de pergunta, eu quero escolher a cor. Mas podes escolher! Ai posso? Podes. Preto? Ai…Pronto azul. Mau. Ok Ok. Cinzento. Vá lá…não consegues ser um bocadinho mais criativa? Há muitas cores, há tantas…e passas a vida a queixar-te das dualidades obtusas que deixam o mundo inteiro de fora. Que deixam o dentro, de fora. Preto ou branco. Certo ou errado. Isto ou aquilo. VERDE. Escrevo a verde. Vais-me reconhecer assim? Vou. Se escreveres a verde eu vou-te reconhecer. Mesmo no meio de tantas linhas, tantas palavras, tantas…sim. Verde. Podes começar, a verde. Posso-me preparar primeiro? Tenho que me descobrir verde, tenho que saber primeiro o que é sentir verde, falar verde, ser verde, para que seja verde o post que me pedes. Está bem. Vai então. E volta. Verde. Encontramo-nos daqui a….não importa. Sabes que volto. E como é que…vais saber? Vais saber. Não te esqueças. O meu nome, a verde, entre taparueres e ondepudwheres, em variações infinitas de silencio e cor. Até já.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-3493941508410621485?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/3493941508410621485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=3493941508410621485&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3493941508410621485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3493941508410621485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/variacoes-infinitas-de-um-blogere.html' title='Variações infinitas de um blog&apos;ere'/><author><name>writethere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15578579120284284362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-1954857726075916216</id><published>2010-12-14T10:10:00.004Z</published><updated>2010-12-14T10:44:30.733Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histórias das donas'/><title type='text'>D. Constância</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;D. Constância viva feliz e tranquila, na casa ao lado da casa onde nascera, há 56 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usava e abusava das saias pelo joelho - se gostava de um modelo, comprava os que houvesse de cores diferentes. Ou iguais, se gostava mesmo-mesmo. E não era só com as saias, era também com os casacos, camisas e sapatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias saía de casa as 7h28 da manhã. Passava pela pastelaria e dizia "Bom Dia", sem ter que fazer nenhum pedido. Um saco com 2 pãezinhos integrais lhe era estendido, ao mesmo tempo que um café curto em chávena fria. 2 pãezinhos integrais, iguais ao outro que tinha tomado esta manhã ao pequeno-almoço, levado no dia anterior - um para o lanche do próprio dia, um para o pequeno-almoço do dia seguinte. O do lanche com fiambre, o do pequeno-almoço com queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Constância fazia dos hábitos e rotinas a sua personalidade. Cortava a margarina sempre a direito, barrava a manteiga sempre do mesmo lado. Antes de sair de casa, a volta era sempre a mesma: entrar no quarto e ver se a janela estava fechada, passar na cozinha e ver se havia louça suja fora do lava-loiças, passar na sala e ver se tinha desligado a televisão, apanhar as chaves e sair. Em mais de 50 anos não se lembrava da última vez que tinha fechado a janela do quarto, arrumado loiça ou desligado algo na sala nesta volta antes de sair. Mas continuava a fazê-la, pelo sim pelo não, porque era assim que saía de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha outras manias, arrumava os livros por ordem de alturas, guardava todas as caixas e caixinhas que lhe vinham parar às mãos. Para o caso de um dia precisar delas, e tinha um armazém de caixas vazias, que não eram precisas, debaixo da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adormecia sempre na mesma posição e acordava sempre da mesma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habituou-se aos mesmos caminhos, aos dias repetidos, às frases iguais. E habituou-se também às mesmas palavras, as mesmas terminologias - reduziu o seu mundo de propósito e reduziu o seu pensamento na consequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivia tranquila, D. Constância, mas houve um dia que na sua cabeça se começou a desenvolver uma terrível patologia. Alzheimer, mal degenerativo de consequências nefastas. Padrões repetitivos, perdas de memória... mas D. Constância não deu por isso, nem ninguém das suas lides. Morreu com a doença por diagnosticar, nos dias iguais, frases habituais e caminhos repetidos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-1954857726075916216?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/1954857726075916216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=1954857726075916216&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1954857726075916216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1954857726075916216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/d-const%C3%A2ncia.html' title='D. Constância'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7712533404841305981</id><published>2010-12-12T14:36:00.003Z</published><updated>2010-12-12T14:58:31.115Z</updated><title type='text'>das urbes que urgem</title><content type='html'>Não sei se já fez um ano desde que moro em alcântara. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bom dia dona Teresa, as minhas revistas já chegaram?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Chegou esta Sofia, as outras ainda não sairam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não foi com bons olhos que vi a mudança de Campo de Ourique para Alcântara. Estava acostumada aos velhos no jardim e aos cães que já conhecia pelo nome.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bom dia sr. Fernando&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Boa tarde Sofia, então e um guarda-chuva? Olha que isto vai começar a chover bem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas os domingos em alcântara são um bocadinho diferentes dos domingos em campo de ourique. Têm outro cheiro e os ruídos de uma ponte ao fundo, com carros e comboios mais espaçados do que nos dias de semana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bom dia Rui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olá Sofia, então o queixo está melhor? Sandes de ovo e café, toma. Vais-te sentar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei se já fez um ano desde que moro em alcântara. Mas conheço os nomes e as caras. Toda a gente me trata por tu. E pelo nome. Não preciso dizer o que quero no café. E na papelaria encomendam um exemplar de 3 revistas diferentes só para mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olá Sofia, já tratou do problema do gás?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Já sim dona Maria, era do esquentador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Al-qantara, quer dizer ponte. E gosto das pontes entre pessoas, das ilhas que cada um de nós é (sim, com falta de concordância gramatical e tudo) e das conversas para tentar chegar a essas margens estreitas, inalcançáveis na realidade, agarradas nas ilusões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já fiz arder as pontes que estabeleci, à procura que pelo menos esse fogo me iluminasse o caminho que destruí. Mas al-qantara não arde, deixa-se envolver num nevoeiro só seu enquanto fica a olhar para um abraço prometido de uma estátua que não dá nem um passo para se aproximar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei se já fez um ano, desde que moro em Alcântara. E há sempre Londres, Paris e New York com promessas de outros domingos com outros cheiros, cores e ruídos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje não. Hoje fico aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7712533404841305981?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7712533404841305981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7712533404841305981&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7712533404841305981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7712533404841305981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/das-urbes-que-urgem.html' title='das urbes que urgem'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6143715139890247172</id><published>2010-12-10T04:32:00.001Z</published><updated>2010-12-10T16:11:45.300Z</updated><title type='text'>tales from real life</title><content type='html'>Abre o congelador.&lt;br /&gt;Tira uma caixa de petit gatoux.&lt;br /&gt;Tira lá de dentro os dois que sobram, põe num prato, enfia no microondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre o lixo, retira a caixa que lá pôs mesmo agora.&lt;br /&gt;Vê quanto tempo tem que por no microondas.&lt;br /&gt;Mete esse tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Micro pára.&lt;br /&gt;Não estão feitos, mete mais um pouco. Micro pára. Não estão feitos, mete mais um bocado. Micro pára. Acha que estão, agarra numa colher, começa a comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não sabe se há-de bater com a cabeça nas paredes por nem conseguir aquecer petit gatoux no microondas ou se há-de congratular-se a si própria por ter "criado" um novo quente-e-frio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6143715139890247172?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6143715139890247172/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6143715139890247172&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6143715139890247172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6143715139890247172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/tales-from-real-life.html' title='tales from real life'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7430669601821285266</id><published>2010-12-08T11:21:00.006Z</published><updated>2010-12-08T11:29:35.800Z</updated><title type='text'>a briga do costume</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Não é na racionalidade que encontras as verdades. Essa é que é a grande falácia do nosso tempo - a sociedade valoriza a objectividade, a racionalidade, o equilíbrio... já viste como andamos todos tão à procura do equilíbrio para "estarmos bem"?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sentiu o chão fugir-lhe dos pés quando reconheceu o seu perfil. Deixou de haver tempo, espaço, paredes, terra, ar. Fora dos lugares, tornou-se uma trepadeira fragilizada por alguma tormenta, em desespero para não se deixar cair, a usar de toda a sua força daninha para sobreviver. Sem fôlego, sem respiração, parado sem uma pausa para descansar dessa quietude.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Ah, o realismo, o racionalismo, o figurativismo até!.. o raciocínio lógico-dedutivo, sabes qual é o mal? É que quando as coisas entram na nossa lógica, a gente acha que são verdade. Encaixamos os "factos" na "lógica", para lhe conferir significados que compreendemos. E depois diz-se, "isto faz-me sentido". Como se a verdade tivesse que fazer sentido na nossa lógica. Ora, a haver uma "verdade" qualquer, existe fora de nós, existe fora das nossas convenções - é isso que criamos, convenções, e depois assumimos que são verdade. Mas são inventadas, como qualquer história de embalar ou lenda, para justificar algo e torná-lo compreensível para nós. Não te parece arrogante, que só aquilo que entra na nossa lógica possa ser verdade?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sabia de cor os seus movimentos há já algum tempo. Conhecia a forma como afastava o cabelo, o trejeito das ondas que ele fazia quando ela soltava risos ou inclinava a cabeça naquele seu jeito típico. Conhecia-lhe a dança das mãos, o modo como davam um terço de volta e voltavam à posição inicial, a forma como o indicador e o dedo do meio se agitavam ligeiramente em assuntos mais problemáticos, o encosto do polegar ao anel do outro dedo em momentos mais distraídos. Sentia-se implodir por dentro cada vez que ela passava os 4 dedos pela testa, por dentro do cabelo, afastando-o da cara e abrindo mais os olhos a seguir. Sentia-se explodir por fora quando esses dois olhos o fitavam de frente. Que falta de noção, criticava-se, sempre que se apanhava a tremelicar por isso. Que estupidez, criticava-se, que agora com esta idade é que me havia de dar para isto. Que tenho que me controlar, convencia-se, sem conseguir desviar o olhar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;-  Portanto, tenho a dizer-te, não é pelo raciocínio que vamos encontrar verdades. Não é. As verdades humanas, pelo menos. As científicas, vá, vamos descobrindo umas coisas na forma de como as coisas funcionam, mas também nunca será pelo método científico que descobriremos o porquê das coisas funcionarem. Isso pertence a outro reino, um sítio onde te garanto que não vai ser pela lógica que se entra. Por isso é que os sofistas foram o que foram, o poder argumentativo mais importante que a verdade intrínseca. A lógica, apesar de tudo, não deixa de ser um sofismo. Menos simplista, mas um sofismo. A gente anda a procurar a razão com a ferramenta errada - a razão. Já viste a ironia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Queria tocar-lhe. Ás vezes acontecia, casualmente. Um encosto de ombro, um toque rápido na mão, um beijinho de "olá tudo bem". E ele ficava com aquele arrepio na pele, com aquela coisa agarrada à garganta, a tentar manter a casualidade da coisa, a tentar aguentar o impacto do terramoto interno que lhe varria o estomago, o baixo ventre e as virilhas. Queria agarrá-la com as duas mãos, segurá-la, abraçá-la, senti-la. Queria agarrar também todos esses impulsos, manietá-los, amordaçá-los, impedir de denunciar as suas vontades tão óbvias quanto despropositadas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- E, se não é pela razão, então tem que ser pela emoção. Sabes que pela emoção também se aprende. Afinal de contas, nós somos seres sensitivos. Animais biológicos, condicionados pelos limites fisicos e hormonais da nossa percepção. Mas se calhar não é bem limitados, é mais libertos pelos limites fisicos e hormonais dos nossos sentidos. São eles que são a porta de entrada, mas as emoções, essas nascem cá de dentro, da reacção ao estímulo. Se nos conseguirmos libertar da raciocinalidade para encontrar uma forma mais "natural" de sentir, então estamos mais perto de alguma verdade. Mas não, continuamos a querer as razões, as causas, as análises, os equilibrios. Isso é que nos lixa tudo, isso é que nos afasta de "percebermos" as coisas. "Percebermos", assim, entre aspas, porque não é perceber-perceber com a cabeça, é perceber-perceber com os sentimentos. Percebes? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;i&gt;Ela olhou na direcção dele. E sorriu-lhe, inconsequente. E ele, desastrado, fez um esgar de volta a pensar que tinha que lá ir, que teria que lhe falar e não sabia de quê, não sabia como. Queria agarrá-la mas agora só queria fugir-lhe e tinha que lá ir dizer olá. Casualmente. E ela a falar com outros, e ela a sorrir-lhe, e as mãos dela na dança que ele lhe sabia, e o cabelo dela com os trejeitos que ele reconhecia e o cheiro dela, que se lhe iria colar ao nariz, aos olhos, à garganta, à noite e ao sono que não haveria de vir. Mas não podia dar parte fraca, não podia nunca denunciar-se, não iria nunca denunciar-se. Como é que faziam as pessoas para se falarem? Ah, já se lembrou. Coragem, são 30 segundos, 30 segundos não são nada, 30 segundos são mais do que 10 eternidades juntas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- A gente tem que se deixar ir. O mal é que não deixamos. Sempre a planear. Sempre a analisar. Sempre a querer saber porquê e a dar justificações para o que sentimos. Tu, vai por mim, quando tiveres a rebentar nas mãos uma emoção qualquer muito forte, deixa-a rebentar toda até te arrancar as unhas. Seja boa ou má. Como diz o nandinho, sentir tudo de todas as maneiras. Vais ver que aí vais ter mais noção das coisas como elas são. Mesmo quando não fizerem sentido. Ou especialmente quando não fizerem sentido. Nunca fazem mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;i&gt;- É... é isso, é... quer dizer, não sei... equilíbrio é bom, ajuda um gajo a andar mais... equilibrado. epah, espera aí, vou falar a uma amiga, já volto.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7430669601821285266?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7430669601821285266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7430669601821285266&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7430669601821285266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7430669601821285266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/nao-e-na-racionalidade-que-encontras-as.html' title='a briga do costume'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-4901988099038460473</id><published>2010-12-06T15:24:00.004Z</published><updated>2010-12-06T16:54:50.632Z</updated><title type='text'>Olá, teste, um dois, um, dois, som!!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;aros leitores do excelentíssimo blog Tapar Where, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Depois de várias investidas, disfarçadas de dicas e inuendos, a autora do blog  - Exma. Sr.ª Taparuere - encurralada que se sentiu decidiu-se finalmente pelo suicídio literário e "convidou-me" a botar faladura no seu blog!! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;A princípio fui invadida por uma felicidade imensa que, 5 segundos passados, foi substituída pela inigualável e sempre inoportuna sensação de pânico! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Para quem não sabe, esta sensação de pânico não escolhe idades, raças ou sexos atacando sem piedade todos aqueles que são colocados sob as encadeantes e assustadoras luzes da ribalta - ainda que neste caso seja somente para dizer disparates num blog...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Desengane-se quem pensa que se está, neste caso, perante uma qualquer sensação de pânico tal como aquela que dá a um traseunte que, absorvido pelos seus pensamentos, passa por um portão de ferro de onde salta um rotweiler que tenta - felizmente sem sucesso! - atacar quem passa; neste caso, o traseunte experiencia apenas uma descarga de adrelina fulminante que pode, na pior das hipóteses, dar origem a um gritinho histérico, que será tanto mais embaraçoso quanto maior for o número de pessoas presentes no local onde se dá o acontecimento! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Não! A sensação de pânico de que vos falo constitui a modalidade mais agressiva de todas as sensações de pânico porque contém em si um encadear de sintomas, maioritariamente fisícos que levam sempre e invariávelmente ao mesmo triste desfecho! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Começa por se sentir uma vontade de rir incontrolável que é imediatamente seguida por suores frios e quentes que atacam de forma intermitente todos os poros do corpo, denotando-se uma maior incidência na zona lombar e nas palmas das mãos. Tais sintomas, já de si desagradáveis, são acompanhados de um tremor incontrolável que faz toldar o raciocínio da mente mais preparada! O fenómeno continua o seu percurso, desta leva passando para o interior do corpo atacado - nomeadamente para o seu intestino grosso - onde atinge o seu climax no já costumeiro mas mesmo assim inadvertido cocó nervoso!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Na minha primeira entrada no Tapar Where não podia deixar de partilhar aquilo que me vai na alma (ou algures no interior do meu corpo)!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Hostilidades abertas, aqui vos deixo com a promessa de que mais disparates virão...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Cumprimentos a todos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-4901988099038460473?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/4901988099038460473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=4901988099038460473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4901988099038460473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4901988099038460473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/caros-leitores-do-excelentissimo-blog.html' title='Olá, teste, um dois, um, dois, som!!'/><author><name>ondepudwhere</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14812428840371257200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-9049592959415000611</id><published>2010-12-06T15:00:00.000Z</published><updated>2010-12-06T16:50:21.899Z</updated><title type='text'>As coisas boas vêm aos pares</title><content type='html'>Novidades fresquinhas neste blog, duas colaborações novas para trazerem novos universos, histórias e divagações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como vão assinar nem o que vão querer ser aqui, suponho que o tempo e a participação ajude a definir. Assim, sem regras, sem limites, sem objectivos, uma nova fase no blog, muitas novas frases no blog, meio experimental, meio indefinida, que cada sentimento perdido ou encontrado no vento lhe ponha e lhe traga o que tiver guardado nos bolsos e apetecer partilhar, da forma como quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-9049592959415000611?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/9049592959415000611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=9049592959415000611&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/9049592959415000611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/9049592959415000611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/as-coisas-boas-vem-aos-pares.html' title='As coisas boas vêm aos pares'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-5912268273696474238</id><published>2010-12-05T15:52:00.002Z</published><updated>2010-12-05T17:19:10.190Z</updated><title type='text'>O assalto</title><content type='html'>Antes, guardava todas as certezas e as respostas do mundo, devidamente etiquetadas e separadas em caixinhas de cores diferentes. Depois, bom, depois assaltaram-lhe a casa e levaram-lhe muitas coisas que sempre lhe tinham existido na vida e destruiram outras na passagem. A gaveta das respostas foi uma: abriram-na à força, remexeram-lhe as caixinhas, atiraram-nas ao chão e partiram-se, misturaram-se, desfizeram-se em pedaços, resquícios, restos, despojos quebrados.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando chegou entrou em pânico. Levaram-lhe as certezas, porque podiam ser vendidas no mercado negro, levaram-lhe as intensidades e as gargalhadas - mas essas, mais tarde, mas só mais tarde, ela viria a descobrir que podiam ser substituídas por outras parecidas, quase iguais e até novas e diferentes - e arruinaram-lhe as respostas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando viu os pedaços quebrados pelo chão, tentou reconstruí-las. Refazê-las. colá-las, limpá-las, arrumá-las de novo. Pacientemente, juntando pedaços soltos. Não conseguiu, e já passou tanto tempo. Horas sem respostas, dias sem respostas, semanas sem respostas, meses cheios de perguntas apenas. Não conseguiu e em vez de respostas arrumadas em caixinhas guarda agora incoerências dispersas nas gavetas. Mas continua, todos os dias, a dedicar umas horas solitárias para ver se as consegue arranjar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-5912268273696474238?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/5912268273696474238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=5912268273696474238&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5912268273696474238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5912268273696474238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/12/o-assalto.html' title='O assalto'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-8611691434145184570</id><published>2010-11-30T16:50:00.002Z</published><updated>2010-11-30T16:58:25.957Z</updated><title type='text'>Não sei como dizer-te...</title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-8611691434145184570?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/8611691434145184570/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=8611691434145184570&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8611691434145184570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8611691434145184570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/11/nao-sei-como-dizer-te-que.html' title='Não sei como dizer-te...'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-1706608642748372540</id><published>2010-11-29T19:28:00.003Z</published><updated>2010-11-30T16:51:12.269Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A suspensão da vertigem. Como se num qualquer lugar ficassem guardadas as palavras por dizer, lado a lado com os sonhos por concretizar.Seria o sotão de um casarão imenso - as janelas do andar de cima fechadas e as escadas testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem consegue subir mais degraus? Quem consegue tocar na porta-que-nunca-se-abre-e-tem-um-monstro-e-espíritos-e-ainda-uma-bruxa-do-outro-lado?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta quase tocada, última barreira entre o mundo e uma outra coisa habitada por seres que nunca ninguém viu mas que se ouvem nas noites em que cada estrela é uma pergunta a morar na mesma cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase toca, e foge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de dentro a luz só entra pela fresta debaixo da porta, do lado de dentro há "ses" e "talvezes" e "deveria" que vêem as partículas de pó levantadas pelos passos apressados, pelos passos medricas mais corajosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fantasmas guardados, como se só existissem para brincadeiras de crianças antes de serem chamadas para o lanche, pelo menos até ao próximo anoitecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-1706608642748372540?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/1706608642748372540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=1706608642748372540&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1706608642748372540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1706608642748372540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/11/suspensao-da-vertigem.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-4700065832056138608</id><published>2010-11-22T17:52:00.006Z</published><updated>2010-12-14T10:45:01.411Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histórias das donas'/><title type='text'>a vida e a morte de D. Prudência</title><content type='html'>D. Prudência tinha idade indefinida e gostava de passar despercebida. Os seus passos eram sempre silenciosos e os seus movimentos repletos de tranquilidade.&lt;br /&gt;D. Prudência gostava de vestir sorrisos apaziguadores e calças a rondar os beiges.&lt;br /&gt;Era dada a cores neutras e pouco dada a dores intensas. Nunca tinha chorado em soluços, não sabia quando tinha dado a última gargalhada. Nem a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas no bairro simpatizavam com D. Prudência, isto é, cumprimentavam-na sempre que a viam. O que não era sempre que ela estava, às vezes passavam por ela sem ver, mas D. Prudência não levava a mal e dizia "bom dia" ou "boa tarde" na mesma. Falava baixinho porém e ficava na mesma sem resposta. Se o seu interlocutor se apercebia, ficava aflito, "D. Prudência, bom dia, nem a via, desculpe lá!" e logo D. Prudência corava com tanto alarido. E isto porque as pessoas simpatizavam verdadeiramente com ela, e ela simpatizava verdadeiramente com todos os equilíbrios da vida. "Que é isso que é importante, o equilíbrio" dizia baixinho a quem a conseguia ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Prudência, em toda a sua vida, só teve um azar, o mesmo que foi responsável pela sua partida deste mundo. Apaixonou-se dona Prudência, numa tarde em que o sol se punha em tons de vermelho e lhe apresentaram um homenzinho de gabardine igual à de outros milhões. Verdade seja dita, foi paixão à primeira vista que durou um serão inteiro, entre conversas, brincadeiras e sorrisinhos. Durou precisamente até à altura em que D. Prudência percebeu e se apercebeu de que não ia conseguir manter o equilíbrio, de que não queria manter o equilíbrio, que só queria perder-se num abraço, encontrar a sua pele naquela pele e enterrar os seus lábios naqueles lábios. Deixar-se sentir tudo de todas as maneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi demais para D. Prudência, que logo ali esticou o pernil, quando o coração lhe explodiu dentro do peito, sem conseguir aguentar a intensidade do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enterraram-na num caixão de madeira, sem artifícios nem rebites bonitinhos, num canto ao lado do canto mais sossegado do cemitério. Raramente tem visitas, nem sempre as pessoas se lembram de lá ir. Quando se lembram, no entanto, ficam na dúvida se teria sido melhor D. Prudência nunca se ter apaixonado, ainda que isso a tenha matado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-4700065832056138608?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/4700065832056138608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=4700065832056138608&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4700065832056138608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4700065832056138608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/11/d-prudencia-apaixonou-se.html' title='a vida e a morte de D. Prudência'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-636578924263140610</id><published>2010-11-19T04:10:00.001Z</published><updated>2010-11-19T14:13:33.960Z</updated><title type='text'>"querida, cheguei!"</title><content type='html'>supermodernidade, em vez de pós. Por causa das vertigens aceleradas no tempo, das velocidades incansáveis e das cidades que deixaram de dormir, por causa dos excessos. Tudo não chega, há mais além desse tudo, quero o que sobra de fora desse tudo. As cidades não dormem e tornaram-se sonâmbulas nas suas próprias esquinas, ilimitadas pelas possibilidades, dependentes dos seus não-lugares físicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto, no frenético excesso, os dias seguidos são espelhados, as semanas vizinhas idênticas, os meses fronteiriços praticamente iguais. Mas e os outros, mais afastados? 3 meses, e tudo muda. Dos anteriores 6? Não existe hoje nada. Nem vestígios, nem resquícios - uma ou outra memória meio desfocada que nem parece real. Ou se calhar é o hoje que não é real, ou se calhar foram duas existências paralelas, independentes, que nunca se cruzaram. Não pode ser, teve que haver continuidade obrigada pelo traço do tempo. É assim que a vida funciona, é assim que a lógica obriga. Teve que ser, teve que ser, teve que ser - se for dito muitas vezes pode ser que me acredite. Mas olho para tras e não vejo pontos de viragem. Estarão escondidos debaixo de algum tapete? Seja como for, é impossível um regresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os regressos são sempre impossíveis, pela velocidade intransigente, o sentido é só um e é para ali, pára aí. E no entanto, todos os dias são espelhados, todos os dias são idênticos e todos os dias te sentes a regressar a casa. E anseias, em alguma parte do dia, esse momento em que chegas e anúncias a chegada, o regresso a casa, o retorno ao sítio de onde és, onde pertences. Mas os regressos são impossíveis. Será ilusão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pode ser ilusão, pela vontade, pelo desejo de que seja um regresso. Como se se pertencesse a algum sítio. Daqui a 6 meses podes nem reconhecer a mesma casa, quando fores sair à noite e a encontrares pintada e arranjada de maneira diferente, com gestos diferentes, novo corte de cabelo e novas manias e palavras. Pode acontecer. Pode não acontecer. No entretanto, mantêm-se a ilusão, porque sabe bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me posso esquecer disto, que é ilusão, que os regressos não são possíveis... não me posso esquecer disto mas... está-me a saber bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-636578924263140610?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/636578924263140610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=636578924263140610&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/636578924263140610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/636578924263140610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/11/querida-cheguei_19.html' title='&quot;querida, cheguei!&quot;'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2988089942192105358</id><published>2010-11-17T11:01:00.002Z</published><updated>2010-11-17T11:08:00.438Z</updated><title type='text'>Sleep on needles</title><content type='html'>Ask me anything you like&lt;br /&gt;I'll reveal everything&lt;br /&gt;I will treasure the truth&lt;br /&gt;You could know anything&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I am but a fool to play unaware of things&lt;br /&gt;If I'd treasured the truth&lt;br /&gt;I would tell it to you&lt;br /&gt;I'm coming down to tell you what I know&lt;br /&gt;To say what's real, to let you know&lt;br /&gt;Where I have been and how I had to&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sleep on needles&lt;br /&gt;You'll believe you are hard&lt;br /&gt;Sleep on needles&lt;br /&gt;And hear only the truth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Am I likely to succeed with the way things are?&lt;br /&gt;Judging by your smile&lt;br /&gt;You are holding something back&lt;br /&gt;I'm sleepless around midnight&lt;br /&gt;There's a change in the wind&lt;br /&gt;The remembrance of things you used to hold back&lt;br /&gt;I come around each time your notes are high&lt;br /&gt;To tear you down and drag you up&lt;br /&gt;To let you know what's going on while I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sleep on needles&lt;br /&gt;You'll believe you are hard&lt;br /&gt;Sleep on needles&lt;br /&gt;And hear only the truth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fGuijAGjlZU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=fGuijAGjlZU&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2988089942192105358?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2988089942192105358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2988089942192105358&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2988089942192105358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2988089942192105358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/11/sleep-on-needles.html' title='Sleep on needles'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2756894095551852278</id><published>2010-11-10T14:35:00.005Z</published><updated>2010-11-10T14:50:24.676Z</updated><title type='text'>pára-doxo, pára.</title><content type='html'>20 mil horas submarinas. Que passam e trespassam, e conversas à solta num ambiente demasiado encharcado em tabaco e hálitos que comem de menos e bebem de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falas, e contas, as histórias dentro de outras histórias, do tipo que te disse que conhecia um tipo que era terra de ninguém no meio de toda a gente. Esse tipo - dizes - o segundo, um infeliz. Daqueles que tem a mania que não pertence a lado nenhum, que não se enquadra, que quer ser diferente e dá brilho aos símbolos do seu lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes - continuas - eu não percebo. È como se as pessoas estivessem à espera que houvesse mais, que houvesse algo mais e portanto não querem isto. Como se outro lugar fosse melhor, e não fossem as mesmas pessoas, as mesmas conversas repetidas, os mesmos olhares com os mesmos pedidos... Eu já tive em muito sítio, tu sabes - e nem sequer estás à espera de um sinal afirmativo da minha parte, pois não? - e posso-te dizer que no final do dia, é tudo mais ou menos a mesma coisa. Aqui ou em outro lado. E, vamos lá ver, se é isto que temos, não vale mais a pena agarrá-lo, que ficar à espera de outra coisa qualquer diferente que nunca vai existir? Que raio de insatisfação é essa? E depois, e depois as pessoas e aquela maniazinha de começarem todas as frases por "eu", sabes? E de fazer monólogos como se fossem diálogos, a reclamarem das vidas e das filosofias dos outros, como se só eles conseguissem suspeitar de um mundo novo, uma terra qualquer prometida, como se ouvissem um qualquer chamamento secreto... sei lá... Eu acho um desatino. Porque nem sequer se esforçam em fazer diferente ou em perceber. Não percebo - e fazes uma pausa, com o olhar preso num horizonte que se estende a 30 cm de distância. Eu não conseguia. Tenho que agarrar as coisas, tenho que pôr a mão na massa, tenho que fazer acontecer... percebes? Não fico à espera a queixar-me. Não anseio por uma terra prometida. É isto que temos. Eu não vou desistir, não posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrio-te. Digo-te que sim, que as pessoas são assim. Que não estás mal, mas que remas contra a maré, que mais ninguém sabe disso, que guardas um segredo diferente do outro segredo do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspiras. Não acredito em filosofias-cor-de-rosa, eu sei que estou sozinho nesta luta, dizes. E fazes aquele olhar, de quem acha que não é de lado nenhum, de quem acha que não pertence a lugar algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto custa, deixar de acreditar(-te)?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2756894095551852278?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2756894095551852278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2756894095551852278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2756894095551852278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2756894095551852278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/11/p.html' title='pára-doxo, pára.'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-1360340083969876408</id><published>2010-11-07T02:39:00.002Z</published><updated>2010-11-07T02:41:33.422Z</updated><title type='text'>bluuuuuuuurps.</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;duas da manhã e um céu desconhecido, apagado, escuro.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;com tanto tempo de existência por aqui, estranha que seja desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;aquilo que se reconhece não tem só a ver com o tempo com que existe, tem a ver com aquilo que tu queres reconhecer como existente.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;olha que não, segundo a filosofia budista, tudo o que fizeres durante 21 dias, se torna um hábito. segundo a praticidade oriental, o que se torna um hábito faz parte de ti. portanto, 21 dias chegam para te definirem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;ainda bem que eu nunca confiei nos budistas então. parecem sossegadinhos, mas nunca fiando.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;os budistas não são questão de confiança!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;achas tu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-1360340083969876408?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/1360340083969876408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=1360340083969876408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1360340083969876408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1360340083969876408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/11/bluuuuuuuurps.html' title='bluuuuuuuurps.'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-4329770078943063453</id><published>2010-11-03T18:55:00.003Z</published><updated>2010-11-03T19:35:15.612Z</updated><title type='text'>GPS</title><content type='html'>Desde o primeiro GPS que tive (que se chamava Gabriela Paulinha dos Santos) e que morreu nova (o Deus dos GPS's que a tenha, coitada) que efectivamente me tornei um pouco dependente do dito aparelho. Tanto em viagens compridas como em descobrir ruelas e ruínhas aconselhadas por alguém ou alguma publicação real ou virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-me mais jeito não ter que pensar. Vá. Acho que basicamente é isso, não ter que pensar, não ter que planear, não ter que procurar informação num sítio para o usar no outro sítio e guardá-la na memória durante esse espaço de tempo até que a sua utilidade expire de prazo. Pronto, dá-me mais jeito ser preguiçosa, no fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de reconhecer a utilidade dos GPS's, acho que há com certeza muito espaço para evolução. Assim do estilo, um GPS-amigo, que faça conversa, jogue a jogos, introduza novos pedacinhos de conhecimento cultural / trivial e não me grite "vire à direita" como se mandasse em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, uma coisa mais social... "È aqui à direita pah", seguido de um "aqui, aqui, aqui!" e depois um "jááááá t'enganaste outra vez" parece-me que era um conjunto de frases que ouviria bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se calhar não é assim grande ideia, não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-4329770078943063453?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/4329770078943063453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=4329770078943063453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4329770078943063453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4329770078943063453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/11/gps.html' title='GPS'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2792692358918000896</id><published>2010-10-29T03:11:00.000+01:00</published><updated>2010-10-29T09:14:28.566+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>meia-noite.&lt;div&gt;ela olha à sua volta e lembra-se de todas as vezes que ouviu que a maior parte das vezes, a felicidade existe mesmo ao nosso lado. ao estender da mão, ao alcance da mão, e não damos por ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sorri.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;lembra-se de todas as vezes que ouviu que, felicidade é aquilo que encontras quando dás a volta ao mundo à procura dela mas é no regresso a casa que ela te espera.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;bebeu mais um trago do vinho adocicado, de olhos presos no cenário em que vivia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;teve certezas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os conformistas dizem muita merda. e decidiu-se em partir para ir à procura da felicidade. Não para a encontrar, mas para a construir em qualquer outro sítio que não este, que não ao alcance da sua mão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2792692358918000896?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2792692358918000896/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2792692358918000896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2792692358918000896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2792692358918000896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/10/meia-noite.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-1822149950713204850</id><published>2010-10-24T14:25:00.000+01:00</published><updated>2010-10-24T14:26:35.001+01:00</updated><title type='text'>faithless</title><content type='html'>&lt;div&gt;Chuva. E um céu escuro e fechado tapava a saída do mundo. Pelo menos aquela única saída que sempre tinha sido considerada possível. Nestes dias ficava calada e tentava evitar as pessoas. Não era por mal, nem por bem, na verdade. Nem sempre se tem o domínio dos próprios gestos, nunca se tem o domínio dos próprios pensamentos. É só que, sem saída, não sabia para onde ir. Como se as pessoas tivessem sempre que estar a ir para algum lado, pensava. Mas estão, de facto... entre planos, metas e objectivos, à procura da conquista seguinte, que antecede a outra a seguir. E os falhanços pelo meio, que é bom errar e é no erro que se aprende... o erro tornou-se também um objectivo, olha que bem. E faz sentido, e é consensual. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sentido. As lógicas. Os "factos". Chamam-se "factos" àquelas lógicas de argumentação que nos fazem sentido. Desde a religião que tudo tem um sentido. Assim, num céu sem saída, a única religião possível é a religião pagã. E sorria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era por isto que não gostava de estar com pessoas quando chovia na sua cabeça e um céu escuro e fechado lhe tapava a saída de um outro mundo que não aquele onde o sol brilhava, do lado de fora da sua janela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-1822149950713204850?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/1822149950713204850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=1822149950713204850&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1822149950713204850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1822149950713204850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/10/faithless.html' title='faithless'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-1713608904547160688</id><published>2010-10-23T17:26:00.001+01:00</published><updated>2010-10-23T18:21:01.011+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Uma artista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Não, uma bailarina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Pode ser, as bailarinas não são artistas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Não embirres comigo. Escreve.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;"Era uma bailarina que mesmo fora de palcos andava em bicos de pés pela vida..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Chega lá esse cigarro para lá. Porque é que tens que estar sempre a fumar quando escreves?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Sei lá. Para me concentrar. Deixa-me continuar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;"Tinha um sorriso do tamanho do mundo, um olhar vibrante, daqueles que vê um bocadinho mais fundo e com mais atenção do que os outros..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Isso não diz nada sobre ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Claro que diz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Não diz nada. E ela não tinha já deixado de dançar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Voltou. Escreve tu agora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Não quero, continua lá. E afasta o cigarro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;"Tinha deixado quase todas as suas raízes noutra terra e as que trouxe começavam agora a definhar, passado tanto tempo. Ainda assim, dançava, como último reduto seguro de uma essência que não estava certa de conhecer..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Isso também não diz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Claro que diz. Lê lá com atenção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Tá bem, tanto faz. Continua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Não sei para onde. Nem ela sabe. Queres ver?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;"Às vezes perdia-se nos ritmos das músicas diferentes que encenava. Ou talvez não se perdesse, encontrava-se todos os dias na multiplicidade de gestos que desenhava no ar."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Ahahahaha! Isso foi porque se acabou o cigarro?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Não... a história é que vai a meio e precisa de tempo para acontecer, e eu preciso de tempo para a conhecer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Estás a pensar no quê?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Não sei. Em que só digo asneiras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-1713608904547160688?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/1713608904547160688/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=1713608904547160688&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1713608904547160688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1713608904547160688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/10/blog-post_23.html' title='...'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6149976810405496947</id><published>2010-10-18T13:45:00.003+01:00</published><updated>2010-10-18T13:57:53.075+01:00</updated><title type='text'>A gente habitua-se</title><content type='html'>A gente habitua-se, desde criança, a dizer "obrigado" e "se faz favor". A não gritar, a ser bem comportado, a dar beijinho ordeiramente depois de nos mandarem, mesmo sem conhecermos aquela cara de lado nenhum. A gente habitua-se, a cumprir as expectativas que nos depositam e que não escolhemos. A gente habitua-se a fazer letra redondinha e a decorar matérias que não percebemos na escola, sem saber para que servem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente habitua-se à ideia de ter que escolher qualquer coisa "para ser" na vida, e escolhemos e continuamos a cumprir as expectativas da nota X no exame Y, do estágio A no sítio B. A gente habitua-se, a passar de estágio para estágio, a viver com menos de 1000 euros no bolso, a sonhar com um contrato, geração rasca, geração à rasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente habitua-se a estar fechado 10 horas por dia em sítios que não são as nossas casas, com pessoas que nos obrigaram a conhecer, a fazer tarefas que não escolhemos, a ver o sol e o vento passar do lado de fora da janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente habitua-se a perder o verde das árvores, a não sentir o cheiro de terra molhada, a ver o horizonte largo que acaba na vista do prédio da frente. No trabalho e em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente habitua-se às relações que temos, aos amigos que temos, às desilusões que sofremos, "a vida é assim" dizemos, enquanto nos habituamos a que seja outra vez assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente habitua-se a sair do trabalho e a almoçar em pé e sozinho, no meio de estranhos que evitamos olhar nos olhos, que evitam olhar-nos nos olhos. E a gente habitua-se a sair do trabalho e a irmos para casa, comer qualquer coisa em frente à tv e a sentir o serão passar, para no dia seguinte acordar e espreitar mais uma fila de trânsito, mais uns atrasos, mais o sol a passar na janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente habitua-se a que o amor se gaste, a gente habitua-se a que as conversas acabem, a gente habitua-se aos tópicos práticos e funcionais e aos silêncios que já não traduzem o conforto e a cumplicidade entre duas pessoas. Significam outra coisa qualquer, mas a gente habitua-se a eles também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente habitua-se à vida e a tudo o que não gostamos na vida. Para não lutarmos por coisas perdidas, porque olhamos à volta e vemos gente habituada, para não nos desgastarmos deixamos que a vida se gaste sem que a gente faça outra coisa nela senão habituarmo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terá mesmo que ser assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(li um texto parecido com isto em algum sítio, não me lembro onde, não me lembro de quem, sei que não me sai da cabeça há uns dias e acabei por ir escrevendo, parecido, igual, diferente, não sei. não é cópia, não é plágio, também não é ideia original minha, confessadamente.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6149976810405496947?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6149976810405496947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6149976810405496947&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6149976810405496947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6149976810405496947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/10/gente-habitua-se.html' title='A gente habitua-se'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-5328991438738597189</id><published>2010-10-12T15:21:00.004+01:00</published><updated>2010-10-12T15:27:44.829+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Your idea of me is fabricated with materials you have borrowed from other people and from yourself. What you think of me depends on what you think of yourself. Perhaps you create your idea of me out of materials you would like to eliminate from your idea of yourself. Perhaps your idea of me is a reflection of what other people think of you. &lt;strong&gt;Or perhaps what you think of me is simply what you think I think of you?"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ou, o eu na construção do tu e vice-versa, ou, uma nota mental de mim para mim.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-5328991438738597189?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/5328991438738597189/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=5328991438738597189&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5328991438738597189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5328991438738597189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/10/your-idea-of-me-is-fabricated-with.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7266503152071470701</id><published>2010-10-11T00:03:00.003+01:00</published><updated>2010-10-11T00:08:40.194+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Chegou e trazia as mãos vazias dentro de uns bolsos cheios de nada. Olhou à sua volta e viu gente. Teve vergonha das suas mãos vazias, dos nadas que lhe rebentavam pelas costuras, das palavras ocas com que tentava traduzir os silêncios que a recheavam. Pensou que este não era o seu lugar, teve todas as certezas do mundo que este não era o seu lugar enquanto via à sua volta os movimentos seguros de quem não se sabe repleto de pequenas brisas perfumadas a efémero. Assim de fácil, assim de inexistente, assim de intocável.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi ficando, porque foi, por acaso, porque não tinha mais onde ir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E foi enchendo os seus bolsos de outros nadas de outras pessoas, de outros silêncios e intraduções de outras gentes, de tantos vazios como o seu, cheios de vontade de dar o que não existe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aos poucos, quem sabe, isto lhe começa a fazer sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7266503152071470701?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7266503152071470701/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7266503152071470701&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7266503152071470701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7266503152071470701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/10/blog-post.html' title='...'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7183606447772980555</id><published>2010-09-29T11:38:00.002+01:00</published><updated>2010-09-29T12:12:36.934+01:00</updated><title type='text'>Artigo de auto-(des)ajuda</title><content type='html'>Os livros e artigos de auto-ajuda, auto-espiritualidade, auto-equilíbrio, auto-guias e auto-móveis vieram para ficar. Um verdadeiro sucesso de prateleiras, uma companhia exímia para a almofada cor-de-rosa debroada a renda branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero ficar atrás nesta corrente milagrosa que tantas vidas e coraçõezinhos partidos salva. Quero e vou escrever o meu 1º artigo de auto-(des)ajuda. Sotaque de português do Brasil e apelos directos a um "você" para entrar na linguagem certa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você quer ser feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade está ao alcance de qualquer pessoa.&lt;br /&gt;Para ser feliz, você só precisa mentalizar-se que é feliz.&lt;br /&gt;Olhe em sua volta e procure essa felicidade.&lt;br /&gt;Olhe para todo o lado, mesmo para os sítios onde estão as coisas que lhe trazem a infelicidade.&lt;br /&gt;Pode olhar para o sítio onde estão as contas para pagar ou para o saldo negativo do seu cartão. Olhe e sorria, você tem cartão e contas para pagar! Pertence aos 80% da classe média, sua trupe é a maior da sociedade! Você está integrado socialmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe também no espelho para a sua cara envelhecida e não tenha medo de suas olheiras cada vez mais marcadas. Você não está ficando velha não, você está é arranjando forma de dizer "hoje não posso ir trabalhar, estou doente" sem que ninguém desconfie que não é verdade. Basta olhar sua cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure ver o lado bom das coisas... está certo que engordou um pouquinho nestes anos e que seu marido não pega mais em você, mas essa sua barriguinha pronunciada e esse seu pneu balançante demonstram o como você não passa fome nunca. Nem por 10 minutos. Quer maior felicidade do que não passar fome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parar para pensar no seu marido, está bem, ele não lhe toca há mais de 5 meses mas e daí você já não tem que seguir inventado dores de cabeça que não tem, né? Não mais mentiras dessas, afinal, libertou-se do grande peso da mentira e está mais no caminho de ser feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seus filhos, são mesmo uma desilusão? Mais uma vez, veja o lado positivo, você só está a conseguir dar-lhes a liberdade de escolha e de identidade que seus pais nunca deram para você, nem hoje em dia, quando ainda a tratam como uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu como é fácil?&lt;br /&gt;Sua vida é feliz, você só tem que enxergar o lado certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Texto escrito por taparuere, feliz desde 2009, palestrante para quem quer escutar desde 2010, sempre ofertando sua sabedoria gratuitamente em ruas, praças e becos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7183606447772980555?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7183606447772980555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7183606447772980555&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7183606447772980555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7183606447772980555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/09/artigo-de-auto-desajuda.html' title='Artigo de auto-(des)ajuda'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-4701683357929294553</id><published>2010-09-25T13:35:00.001+01:00</published><updated>2010-09-25T13:36:54.046+01:00</updated><title type='text'>e o teu trabalho?</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/14350274" width="400" height="225" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/14350274"&gt;Esquivel&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/davidhubert"&gt;David Hubert&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e o teu trabalho? que música faz soar nas pessoas que são impactadas por ele?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-4701683357929294553?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/4701683357929294553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=4701683357929294553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4701683357929294553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4701683357929294553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/09/e-o-teu-trabalho.html' title='e o teu trabalho?'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7978674159862303458</id><published>2010-09-21T14:53:00.001+01:00</published><updated>2010-09-21T14:55:43.281+01:00</updated><title type='text'>Jacques Derrida On Love and Being</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i1.ytimg.com/vi/dj1BuNmhjAY/hqdefault.jpg)" height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dj1BuNmhjAY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dj1BuNmhjAY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para ver o filme, tem que ser no youtube.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas isto levanta-me outras questões e penso que há ainda outra hipótese que o senhor não considera. Uma mais egoísta e menos bonita, mas a parte de amarmos alguém por aquilo que esse alguém nos "dá". Não materialmente, mas ainda assim, nos "dá", desde a forma como nos faz sentir à evolução que em nós provoca quando tentamos ser para esse alguém também aquilo que ele precisa...&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ou então não, sei lá.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7978674159862303458?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7978674159862303458/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7978674159862303458&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7978674159862303458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7978674159862303458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/09/jacques-derrida-on-love-and-being.html' title='Jacques Derrida On Love and Being'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2060476980098739147</id><published>2010-09-14T01:29:00.000+01:00</published><updated>2010-09-16T22:31:09.928+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>beauty isn't in the eye of the beholder. there are international standarts for it.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2060476980098739147?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2060476980098739147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2060476980098739147&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2060476980098739147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2060476980098739147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/09/beauty-isnt-in-eye-of-beholder.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6466020074965803468</id><published>2010-09-13T02:31:00.000+01:00</published><updated>2010-09-16T22:58:21.912+01:00</updated><title type='text'>Manual de instruções para aquisição e manuseamento de uma "ralação" amorosa</title><content type='html'>Antes de adquirir uma "ralação" amorosa, aconselha-se uma exaustiva pesquisa de mercado. Podem e devem ser utilizados vários conhecidos métodos: benchmarketing, recolha de informação directa e indirecta, comparação de opiniões diferentes, consulta de informações oficiais e não-oficiais, pesquisas on e off-line. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após a escolha do material mais adequado às suas necessidades e competências, terá que proceder à aquisição do mesmo. Para o o conseguir será necessária uma preparação prévia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Procure zonas de humidade em várias áreas do corpo, tal como debaixo dos braços e elimine-as. Use uma toalha limpa para a sua remoção e proceda cuidadosamente à troca de t-shirt ou camisa por uma nova. Em seguida, diminua a intensidade dos seus odores corporais. Para tal, pressione intensamente o botão situado na parte de cima do seu desodorizante em spray.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aconselha-se ainda o uso de pastilhas de mentol em todo e qualquer caso, sendo esta uma medida de prevenção genérica sem contra-indicações conhecidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seguidamente, deve proceder ao contacto com a sua futura nova "ralação". Procure o contacto visual, utilizando os seus dispositivos ópticos para se alinharem com os dispositivos ópticos alheios. Ambos os dispositivos devem encontrar-se alinhados, sem qualquer objecto exterior no meio. Precaução: o alinhamento dos dispositivos ópticos deve ser acompanhado por um levantamento cuidadoso das zonas externas dos cantos da boca. Em caso da boca permanecer totalmente imóvel neste passo, considere abortar o plano e recomeçar este manual a partir do seu início.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o alinhamento dos dispositivos ópticos, acompanhado pelo levantamento cuidadoso das zonas externas dos cantos da boca tiver sido bem sucedido, haverá a repetição do mesmo por 4 a 5 vezes. Os objectos encontram-se então alinhados e devidamente preparados para o passo seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para o passo seguinte será necessária a utilização da energia oral e vocal. Implica uma preparação prévia do instrumento situado na zona interna do pescoço conhecido por "leve tossido". Deste movimento resulta a libertação de alguma expectoração aprisionada na zona interna do pescoço e de uma agradável clarificação do instrumento sonoro voz. Use este instrumento para dirigir algumas palavras sensatas à sua futura "ralação". Não abuse deste instrumento numa primeira fase.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se tiver recebido um sinal sonoro recíproco, pode proceder para o passo seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para o passo seguinte, comece por assegurar-se da sequidão das ferramentas mãos. Limpe-as adequadamente e discretamente na parte superior traseira das suas calças. Repita o movimento as vezes necessárias até ter a certeza de que não sobram humidades. Em seguida, utilize as suas ferramentas mãos para certificar-se do bom estado do material em apreciação. Manusei-o com cuidado: toques discretos na zona braço para começar. Toques superficiais e discretos são um bom começo, procedendo gradualmente a uma apreciação do estado do material mais intensiva. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto mais intensiva se for tornando a apreciação do material, mais perto estará da aquisição da sua futura "ralação". Chegará por ventura o momento em que o material avançará na sua direcção procedendo ao sinal positivo conhecido pela junção de lábios em biquinho. Este movimento indica que pode pousar os seus próprios lábios nesse biquinho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A partir daqui, o manuseamento da sua nova ralação amorosa é por sua conta e risco, não se responsabilizando este manual por qualquer defeitos de utilização posterior ou anterior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em seguida, passe à acção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6466020074965803468?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6466020074965803468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6466020074965803468&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6466020074965803468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6466020074965803468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/09/manual-de-instrucoes-para-aquisicao-e.html' title='Manual de instruções para aquisição e manuseamento de uma &quot;ralação&quot; amorosa'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-3580455866288920463</id><published>2010-09-11T15:36:00.003+01:00</published><updated>2010-09-11T15:50:05.141+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Disseste-me uma vez que tenho muito boa capacidade de analisar situações e que consigo compreender muito bem as pessoas. Disse-mo mais gente também, em várias maneiras e formas. Compreender as pessoas. Precisava agora de uma definição mais objectiva deste verbo e das suas origens. O que será de facto compreender?&lt;div&gt;Porque acho que ninguém se compreende totalmente. Ou sequer parcialmente. E no entanto há tentativas de tradução, as pessoas usam palavras, gestos, acções para se traduzirem, para se expressarem, para fazerem compreender o incompreensivel que elas não sabem que são. E não sei se de facto as pessoas se compreendem. Sei que se pensam, se re-definem, que se auto-impõem algumas coisas, que decidem outras, mas compreender-se mesmo... é possivel? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os corpos são feitos de memórias e talvez de um bocadinho de futuro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É poético e bonito, mas incompleto. Os corpos são feitos de memórias, de expectativas, de inseguranças e vontades, de músculos activos, de sangue e oxigénio, de normas sociais, impulsos biológicos, de células cujas formas só vimos desenhadas, sinapses químicas e fisicas e talvez, talvez, de alma. Os pensamentos e racíocinios abstractos começam na base física e quimica das nossas mentes que se dizem cinzentas e eu nunca vi um cérebro de ninguém e muito menos ver os pensamentos e desejos que dele nascem ou que ele origina, não sei porque processo. De neurónios e impulsos nervosos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A linguagem - verbal e quinésica - construção social, feita de signos e significâncias, mensagem, entropia, ruído, codificação do incompreensível, descodificação em tentativa de compreensível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estás a ver?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qual a compreensão possível disto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É tão eficaz quanto tentar que uma flor e uma pedra se entendam. Ou seria mais fácil que uma flor e uma pedra se entendessem! Porque dá para perceber que sem água a flor fica com o caule amarelo e que com uma chuvada muito forte talvez a pedra seja afastada - talvez a pedra "se afaste". Como se todos os acontecimentos surgissem por vontades e acções que nem uma pedra nem uma flor têm, mas as pessoas têm, todos os dias e isso só dificulta a tentativa de traduzir aquilo que elas nem sabem o que é, o que são.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qual é a possibilidade de uma pessoa perceber outra? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E portanto, qual a possibilidade de duas pessoas se perceberem??&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- vou ali ter um grande ataque de riso, já volto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-3580455866288920463?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/3580455866288920463/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=3580455866288920463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3580455866288920463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3580455866288920463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/09/disseste-me-uma-vez-que-tenho-muito-boa.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-33215227947618521</id><published>2010-09-10T02:21:00.004+01:00</published><updated>2010-09-10T02:31:11.555+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nem sempre sei a importância relativa que as coisas devem ter na minha vida. Sei sempre a importância absoluta que têm.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É fácil gozar com frases que começam com "um sorriso..." e acabam em reticências. Mas é tão fácil gozar com elas quanto é fácil olhar em volta de uma mesa quadrada onde está mais gente do que as gentes que deviam caber e sentir-se em paz.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante toda a minha vida tive a sorte - ou o azar! - de sentir que tinha vivido um bocadinho mais do que as pessoas que me rodeavam. e não foi pouco, e não é pouco, diga-se.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até ter tido o azar - ou a sorte, tanto a sorte..! - de sentir que vivi mais diferente do que outras pessoas me mostram as vidas delas.   E ter pessoas assim na nossa vida é aumentar o nosso mundo de uma forma exponencialmente potencial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhando para cada uma de vocês - desculpem lá pah - é ver as diferenças que vos unem. E são tantas! Em personalidades tão fortes há duas marcas: 1ª - como é que vocês se aguentam??? 2ª - como é que eu me vou aguentado num "fazer mais ou menos parte?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;seja lá como for, obrigado por enriquecerem a minha vida. Durante 3 anos, claramente, e espero que mais uns 30, pode ser? Ajuda-me a ter os pés assentes na terra. Ainda que vocês me mostrem que a terra onde assento os pés não é nem nunca foi a única terra que existe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(claro, estou a tentar não ser melodramática)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-33215227947618521?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/33215227947618521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=33215227947618521&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/33215227947618521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/33215227947618521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/09/nem-sempre-sei-importancia-relativa-que.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2700710329914078377</id><published>2010-09-08T12:55:00.001+01:00</published><updated>2010-09-08T12:55:48.018+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Can you hear it Vicki? I want to say. It ‘s not&lt;br /&gt;words, it’s nothing so coherent as words. It’s&lt;br /&gt;all of us, hoarse with calling, straining in the&lt;br /&gt;darkness to hear something we recognize as&lt;br /&gt;our names.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cate Kennedy from the story A Pitch Too High for the Human Ear&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2700710329914078377?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2700710329914078377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2700710329914078377&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2700710329914078377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2700710329914078377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/09/can-you-hear-it-vicki-i-want-to-say.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7214659736981324399</id><published>2010-09-07T04:48:00.001+01:00</published><updated>2010-09-07T15:59:29.151+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Agarra-te ao ar, crava-lhe as unhas, faz do vento tua âncora. Nunca precisaste de rede, nunca tiveste apoio, que imobilidade é esta que agora te amordaça as mãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensas que antes houve um tempo em que sabias, mas houve-o de facto? Recordas um passado tão longíquo que quase parece outra vida paralela, talvez um filme que tivesses visto há tanto tanto tempo que os pormenores soam desfocados, uma altura de acções... mas e respostas?&lt;br /&gt;havia-as de facto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez sempre tenha sido assim. Talvez sempre tenha sido nas incertezas que os movimentos se desenharam em redor de pouco mais do que vontades ancoradas no vento. O que tinhas então que agora perdeste? Ou que foi que ganhaste agora  que tanto temes perder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alturas de maior lucidez, um sorriso.&lt;br /&gt;Nada disto importa.&lt;br /&gt;Nem as tuas respostas&lt;br /&gt;nem a falta delas&lt;br /&gt;nem o que decides fazer&lt;br /&gt;nem o que não fazes&lt;br /&gt;nem a tua vida&lt;br /&gt;nem nenhum segredo sussurrado&lt;br /&gt;nem nenhuma conversa inacabada&lt;br /&gt;nem nenhum gesto tocado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pôde ser? (Foi como foi, deslarga, deslarga, deslarga).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7214659736981324399?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7214659736981324399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7214659736981324399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7214659736981324399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7214659736981324399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/09/agarra-te-ao-ar-crava-lhe-as-unhas-faz.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-8070566644476918282</id><published>2010-08-29T19:32:00.003+01:00</published><updated>2010-09-11T02:48:34.218+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>A melhor canção do mundo soa de dentro das garrafas de vinho vazias. Os cigarros são fumados lentamente, como se deles pudessemos inalar e guardar cá dentro qualquer pedacinho de felicidade.  As palavras pretendem traduzir-se em gestos, como se a linguagem da alma perdesse assim menos dos seus significados e das suas significâncias, as distâncias, e as distâncias que se alargam mais e mais que já nem o corpo sabe o que a alma quis sussurrar. Imprecisos e no entanto decididos, os movimentos, só interessa parecer, na decisão, em todas as seguranças. As inseguranças são meninas de tranças que guardam esperanças que a realidade que vêem seja diferente daquilo que lhes parece. Ou que mude de repente sem aviso. De olhos grandes e esbugalhados, expectantes e tristes, cheios de qualquer coisa que se poderia tocar com as pontas dos dedos para sentir a matéria de que é feito. Mas ninguém se atreve. Já não há nada sagrado hoje em dia e ainda assim ninguém se atreve a tentar tocar com as pontas dos dedos na imatéria de que se compõem as emoções. As primas afastadas dos sentimentos. Esses seguram-se e agarram-se até se lhes cravam as unhas para os apertar, até fazer sangue, neles e nos dedos, da força que se faz. desses toda a gente conhece a consistência, tão volátil, tão... inconsistente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-8070566644476918282?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/8070566644476918282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=8070566644476918282&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8070566644476918282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8070566644476918282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/08/blog-post_29.html' title='...'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-5537637442273550950</id><published>2010-08-29T18:55:00.007+01:00</published><updated>2010-08-29T19:31:18.727+01:00</updated><title type='text'>"dos-sonhos" e do resto (ou, conversas sobre outras coisas ao fim-de-semana)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;- Deixa-me contar-te os meus sonhos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;-... E nem sabes o que é difícil quando se quer realmente ter alguma coisa sólida e segura, que dure uma vida inteira!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;- Deixa-me pegar-te na mão e ficar apenas a sentir os teus dedos nos meus...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- ... Porque hoje em dia, parece que as pessoas já nem sequer estão para isso. Ou não querem ou deixaram de acreditar que é possível, não sei!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;- Deixa-me brincar com a ponta dos teus cabelos e fazer rolinhos enquanto os cheiro sem que te apercebas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- E as coisas acabam ao mínimo problema, sem esforço, as pessoas desistem! Eu quero uma construção, alicercada e com raízes, com problemas e a conseguir lidar com eles. Assim é que se constroem as coisas, com seriedade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;- Deixa-me pousar o mão no teu ombro e ficar na quietude de um momento fora do tempo só por sentir o calor da tua pele na minha mão...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- Não percebo isto, a sério que não. Parece que já ninguém quer mesmo nada sério. Eu quero! Quero apaixonar-me e poder viver uma coisa séria, com uma boa história de amor e que dure uma vida inteira. Tu não queres?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;- Quero o meu mundo feito em ti, encontrar-me e perder-me no teu corpo, conhecer as tuas linhas e os teus centímetros, saber-te de cor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- Vês? Já ninguém quer nada sério e a sério. Por isso é que as coisas também não resultam, ninguém se esforça para construir uma história que dure, nem logo no começo nem depois... Desculpa, disseste alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CC00;"&gt;- Nada. Não disse nada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-5537637442273550950?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/5537637442273550950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=5537637442273550950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5537637442273550950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5537637442273550950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/08/blog-post.html' title='&quot;dos-sonhos&quot; e do resto (ou, conversas sobre outras coisas ao fim-de-semana)'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-620107392128902576</id><published>2010-08-27T14:51:00.001+01:00</published><updated>2010-08-27T14:52:57.739+01:00</updated><title type='text'>pensamentos soltos</title><content type='html'>Às vezes as pessoas metem na cabeça que têm que comprar um carro, ficam obcecadas com a ideia de comprar um carro, planeiam, pesquisam, idealizam, escolhem qual o carro que vão comprar e não se lembram de lembrar que ainda não têm carta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-620107392128902576?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/620107392128902576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=620107392128902576&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/620107392128902576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/620107392128902576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/08/pensamentos-soltos.html' title='pensamentos soltos'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-4696010666361506865</id><published>2010-08-25T23:39:00.002+01:00</published><updated>2010-08-26T00:02:46.739+01:00</updated><title type='text'>involução</title><content type='html'>23h45.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 "miúdas" meio graúdas. Bebemos vinho de (re)nome. Sabemos as gafes que se deram no trabalho - o que não significa que se evitem todas, mas significa que já sabemos quando as demos - à posteriori, redundantemente, claro!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encomendamos (e pagamos) sushi do bom. E entretemo-nos em conversas daquelas que trazem fios agarrados e tentam deslindar conceitos que não existem, como a verdade última por detrás das verdades aparentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Efectivamente, o mundo (o nosso mundo) evolui. Anda, para um lado qualquer, acresce factores e factos e considerações. E daqueles inesperados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A luta (interior) é mais ou menos a mesma (acho, pelas histórias... mas elas também são condicionadas pela perspectiva em que no momento são contadas, ainda que sejam as mesmas).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isto é um dado adquirido para quem está "aqui" mas é uma inovação (historicamente/sociologicamente escrevendo - ou falando). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bolas, lá estou eu outra vez com os parentesis e as divagações que não ajudam em nada mas que por alguma razão considero importante. E não vou tentar descobrir neste texto porque é que considero importante, que é para me conter.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou seja... há aqui um bom insight que eu sei qual é mas não me apetece continuar a escreve-lo. implica outro género de amadurecimentos, e nem toda a fruta madura é a melhor. a gente sabe o que acontece à fruta madura, n sabemos? pois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-4696010666361506865?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/4696010666361506865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=4696010666361506865&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4696010666361506865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4696010666361506865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/08/involucao.html' title='involução'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-8044581561424571201</id><published>2010-08-23T14:14:00.004+01:00</published><updated>2010-08-23T14:27:50.656+01:00</updated><title type='text'>guerras ao nosso redor</title><content type='html'>Diz-nos a lei de Murphy que "Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo uma grande apreciadora deste tratado murphyano, na verdade não concordo com esta lei, pelo menos desta maneira simplista. Não é verdade que os objectos inanimados têm movimento suficiente para nos atingir de maneiras particularmente dolorosas. A verdade por detrás deste acontecimento frequente é muito mais aterrador e insuspeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei de fonte segura que há toda uma conspiração entre cadeiras, móveis, mesinhas de cabeceiras, cantos e pés das camas, etc etc etc, para aniquilarem e acabarem com todos os mindinhos do mundo. Não sei onde e quando começou esta guerra, mas sei que os estrategas e generais por trás dela são os insuspeitos tapetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasteirinhos e praticamente inexistentes naquela que é a percepção humana do espaço (especialmente de manhã ao sair da cama) são os tapetes que sempre levam os nossos mindinhos para perto dos agressivos móveis. Um pequeno "deslize" para que o imperceptível movimento se faça sentir de forma aguda e desesperante no desgraçado mindinho cuja única arma que dispõe é a da sobrevivência, para continuar a ser agredido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava realmente de saber o que despoletou esta guerra muda da qual os meus dois mindinhos dos pés são vítimas indefesas praticamente todos os dias. Qual foi o mindinho que hostilizou desta maneira um tapete que conseguiu mobilizar não apenas todos os outros tapetes como todos os móveis para a sua causa. Talvez um mindinho com uma unha demasiado comprida que tenha causado um buraco num tapete? Parece-me móbil insuficiente para a agressividade que todas as manhãs sinto.  Talvez uma "tapeta" que tenha jurado amor eterno a um qualquer mindinho passageiro, ignorando para sempre o senhor tapete do outro lado da cama?  Ou quiçá um mindinho gozão que tenha ofertado pelo natal a um tapete já com mau feitio os resquícios de uma pastilha elástica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei efectivamente a causa desta guerra muda e absurda da qual os meus mindinhos são vítimas todas as manhãs. Mas sei que ela existe, já me foi confessada por uma banquinha de cabeceira mais vulnerável, quando lhe apertei os cantos tal qual colarinhos e a obriguei a confessar-se. Foi o 7º ataque no mesmo dia e o mindinho roxo e choroso nada dizia. Foi ela que me confessou que a origem é tapetiana e efectivamente é sobre estes soldados que os nossos mindinhos são conduzidos ao seu cruel e agressivo destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-8044581561424571201?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/8044581561424571201/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=8044581561424571201&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8044581561424571201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/8044581561424571201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/08/guerras-ao-nosso-redor.html' title='guerras ao nosso redor'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-9196994231513794642</id><published>2010-08-20T15:18:00.003+01:00</published><updated>2010-08-20T15:35:32.181+01:00</updated><title type='text'>Agendas sem adendas</title><content type='html'>Durante anos, meses, semanas e dias fui anti-agendas, (des)organizando a minha vida ao sabor dos ventos e dos eventos, sem outras questões além do que me apetecia no momento (e totalmente independente das coisas que me esquecia no tempo). Houve inclusivé uma altura em que o fazia de tal forma sistemática e inesperada que achei por bem assumir que nunca sabia onde ia dormir em todas as noites e portanto andava sempre de saco-cama e pijama na mala do carro. E deu jeito vezes sem conta. Hoje, o saco-cama ainda lá está, o pijama já não, mas o espírito diz que ainda se mantém. As responsabilidades é que não me deixam "esquecer" de tantas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, apesar de ainda lá ter o saco-cama, tive que repensar na minha filosofia anti-agendas e render-me à evidência que preciso de uma. Bonitinha e jeitosinha, com os dias mundiais de coisas que eu não sabia que tinham direito a dias mundiais assinalados, sempre na minha mala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não a comprei em Janeiro, foi para aí em Março... e demorei para aí 2 meses a perceber que para apontar as coisas nas agendas, significa que elas tem que ser combinadas com antecedência. Não serve atender um telefonema "queres vir cá jantar hoje" às 20h30 e sacar da agenda para escrever. Isto significa que, se quero combinar uma coisa com alguém, tenho que pensá-la para um dia específico e não para "daqui a cadinho". Foram dois meses de treino intensivo para entrar neste novo frame mental. Quando percebi o esquema, agarrei na agenda e marquei rapidamente os meus anos em Abril. Ficou porreiro, dia 27 de Abril, "Anos". E efectivamente não me esqueci que fazia anos dia 27 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras coisas que ia apontando, também não me esquecia, que as pessoas habituadas à minha falta de memória, lá mandavam sms "então, amanhã ainda se mantém?". E eu feliz, com uma agenda que não me esqueço de preencher quando assim se justifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uns meses se passaram e metade do mundo foi-se habituando a que eu tenha agenda e planeie as semanas. O que é porreiro, porque é para isso que ela serve. Mas, como o mundo se foi habituando, as pessoas começaram a deixar de me mandar as tais sms do "então e amanhã, ainda se mantém?".  E, na prática, isto trouxe-me um novo problema: é que parece que metade da ciência de uma agenda é anotar as coisas que temos para fazer, mas a outra metade é consultar a agenda para nos relembrarmos do que lá marcámos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que não demore mais dois meses até me habituar a consultar a agenda de vez em quando, ou então ainda vou faltar a muita coisa que tinha combinado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, acho que vou marcar na agenda uma nota para consultar a agenda. Assim como assim, lembrar-me de anotar lá as coisas já consigo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-9196994231513794642?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/9196994231513794642/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=9196994231513794642&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/9196994231513794642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/9196994231513794642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/08/agendas-sem-adendas.html' title='Agendas sem adendas'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-918668741591701224</id><published>2010-08-07T17:47:00.002+01:00</published><updated>2010-08-07T17:55:53.181+01:00</updated><title type='text'>O planeta dos inexperientes</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;já o disse a duas ou três pessoas, em algum momento, em alguns momentos de conversa.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Dos escritores que gosto - e são vários e diferentes - há um que em particular acrescenta novos pensamentos ao meu pensamento. Milan Kundera, de obra mais conhecida a insustentável leveza do ser (e devia ter sido escrita com maiúsculas e posta entre aspas, deixa lá), de outras obras menos reconhecidas mas igualmente boas, de muitas filosofias e teorias que deixam marcas nas pessoas que não o conhecem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Tem ele uma teoria acerca do planeta dos inexperientes. Diz o senhor que devia ser este o nome do nosso planeta, que somos inexperientes na vida quando nascemos, mas somos inexperientes nas emoções quando somos adolescentes (e continuamos meio inexperientes nas emoções a vida toda, acrescentaria eu se tivesse alguma legitimidade para lhe acrescentar alguma coisa), que somos inexperientes adultos, a tentar comportarmonos como adultos e velhos inexperientes sem saber que é isto da velhice. E morremos, claro, inexperientes na morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A inexperiencia (que leva acento circunflexo num é, apesar de neste post  n parecer) causa-nos medos e insegurança. Não sabemos o que dali vem (digo eu prestes a abdicar do til na palavra não, que já me enganei 3 vezes) não sabemos o resultado, não sabemos o que nos espera, temos medo do que possa vir, temos inseguranças na inexperiencia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;E, parece-me a mim, que todos os conflitos e mal-entendidos se devem a esta espécie de miúda, esta insegurança que, desculpem lá, mas cada vez mais acho que existe em toda a gente mas numas gentes melhor escondida do que noutras, e que activa imediatamente uma série de comportamentos defensivos, desconfianças, falta de entrega e por aí fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Os meus problemas vem quase todos desta insegurança, dos não saber. Os meus problemas causados por mim e os meus problemas causados pelos outros que habitam o meu mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Quando se pensa isto, quando se acha que "eles" estão a fazer o que fazem por inseguranças inconfessadas, o certo é que tudo ganha novos contornos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;não sei se verdade universal, se verdade pessoal... mas parece-me que vou pensar mais nisto nos próximos tempos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-918668741591701224?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/918668741591701224/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=918668741591701224&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/918668741591701224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/918668741591701224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/08/o-planeta-dos-inexperientes.html' title='O planeta dos inexperientes'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-3403330627749540230</id><published>2010-07-23T19:45:00.002+01:00</published><updated>2010-07-23T19:47:34.525+01:00</updated><title type='text'>untitled document</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Andava descalça pela rua crua, sem sentir o frio que lhe subia pelas pernas acima, sem se dar conta das plantas do caminho misturadas com as plantas dos pés, seiva com sangue, sangue com seiva e a poeira encrustada na estrada, encostada no corpo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Andava descalça pela rua, mas não era como se fugisse de alguma coisa ou como se voltasse a sítio nenhum. Os passos certos e o destino incerto, andava para não se abandonar e no entanto há tanto que ela já não morava em si. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;As pessoas que passaram apressadas fingiram que não a viram, ou talvez não a tenham visto mesmo e ninguém a interpelou nem perguntou para onde ia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Andava descalça pela rua e foi assim que passou, como se não tivesse de facto passado mas tendo deixado no chão as marcas de um sangue misturado que tornou a rua diferente... por uns dias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Depois? Depois ninguém sabe que lhe passou, para &lt;/span&gt;onde foi ou que fez. Ninguém lhe perguntou, ninguém se perguntou e o mundo continuou igual.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-3403330627749540230?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/3403330627749540230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=3403330627749540230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3403330627749540230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/3403330627749540230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/07/untitled-document.html' title='untitled document'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-1280962982445143196</id><published>2010-07-04T19:51:00.001+01:00</published><updated>2010-07-04T19:51:39.058+01:00</updated><title type='text'>Momento cultural do dia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 15px; "&gt;Em todas as ruas te encontro&lt;br /&gt;em todas as ruas te perco&lt;br /&gt;conheço tão bem o teu corpo&lt;br /&gt;sonhei tanto a tua figura&lt;br /&gt;que é de olhos fechados que eu ando&lt;br /&gt;a limitar a tua altura&lt;br /&gt;e bebo a água e sorvo o ar&lt;br /&gt;que te atravessou a cintura&lt;br /&gt;tanto tão perto tão realque o meu corpo se transfigura&lt;br /&gt;e toca o seu próprio elemento&lt;br /&gt;num corpo que já não é seu&lt;br /&gt;num rio que desapareceu&lt;br /&gt;onde um braço teu me procura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as ruas te encontro&lt;br /&gt;em todas as ruas te perco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mario Cesariny&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-1280962982445143196?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/1280962982445143196/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=1280962982445143196&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1280962982445143196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1280962982445143196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/07/momento-cultural-do-dia.html' title='Momento cultural do dia'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6179245666570653143</id><published>2010-06-30T20:06:00.004+01:00</published><updated>2010-06-30T20:27:08.341+01:00</updated><title type='text'>A lenda do farol de cáceres</title><content type='html'>Cáceres é uma cidade com mais histórias do que as que a História conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cáceres há vestígios pré-históricos e em várias escavações foram encontradas pinturas de mãos humanas com a particularidade de ter o dedo mindinho amputado. Mas essa não é a nossa história de hoje (poderá ser a de amanhã, talvez).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lenda que vos quero contar é a do farol de Cáceres, ou melhor, de Norba Caesarina, como se chama no século I a.C., e fazia parte do império romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte das lendas que chegam aos nossos dias, são histórias de amor. Curiosamente, não é o caso desta, já que o farol de Cáceres não foi erguido por motivos tão sentimentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que em Norba Caesarina (Cáceres) habitava um rapaz novo e forte, que fez fortuna com porcos. Não só os comercializava nos grandes mercados romanos, como ainda tinha a estranha habilidade de os tratar em doenças que os outros romanos achavam já serem uma sentença de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz, grande conhecedor de porcos e das suas habilidades, possuia vários, de várias raças e feitios. E vivia feliz entre o pastoreio dos porcos, a sua venda e o acolhimento de porcos tão doentes que em qualquer outro sitio morreriam. Ao aumentar a sua fortuna e ao receber porcos doentes que miraculosamente se salvavam, era o maior guardador de porcos da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lidar com porcos tem destas coisas, as trufas e as escavações são frequentes. Então, um dia de manhã ao levantar-se e ao sair de casa para o habitual pastoreio dos seus porcos, o rapaz caiu num grande buraco por eles escavado, mesmo em frente à porta de casa. Ficou irritado com o buraco, mas rapidamente prosseguiu a sua vida e os seus afazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao segundo dia, acordou cedinho pela manhã, saiu de casa sorridente e feliz e, esquecendo-se do buraco, voltou a cair nele.&lt;br /&gt;Irritado pensou que tinha que tratar daquele buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terceiro dia espreguiçou-se, tomou o pequeno-almoço e saiu de casa para os seus afazeres. Caiu novamente no buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou, isto não pode voltar a acontecer, e ao quarto dia quando acordou lembrou-se, há um buraco à porta de casa. Não tomou banho, que não era costume dos romanos, mas tomou o seu pequeno-almoço e saiu de casa e voltou a cair no buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao quinto dia, depois do pequeno-almoço lembrou-se, há um buraco à porta de casa, há um buraco à porta de casa, há um buraco à porta de casa e enquanto pensava que havia um buraco à porta de sua casa, caiu nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sexto dia parou ao sair de casa e repetiu, há um buraco à porta de casa, e olhou para ele e sorriu. "Desta vez estou-te a ver" e um porco guinchou e o rapaz assustou-se e caiu no buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa tarde ao voltar a Cáceres pensou que a melhor maneira de no dia seguinte se aperceber do buraco era construir um farol que o iluminasse. E assim fez, numa tarde construiu um pequeno farol, colocou-lhe uma candeia e foi dormir, seguro que no dia seguinte não cairia no buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sétimo dia olhou para o farol, lembrou-se do buraco, tomou balanço e saltou por cima do buraco. O balanço não foi suficiente e o rapaz caiu novamente nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao oitavo dia, olhou para o farol, lembrou-se do buraco, tomou balanço e saltou por cima dele. Os pés bem assentes no chão, o buraco atrás e o rapaz tão contente que saltou e saltou de alegria... até cair no buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nono dia, o rapaz olhou para o farol, lembrou-se do buraco, tomou o balanço certo e saltou por cima do buraco. Lembrou-se do dia anterior, deu 3 ou 4 passos para a frente e saltou de alegria porque sabia que jamais voltaria a cair no buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao décimo dia o rapaz acordou de manhã e espreguiçou-se, contente com o feito do dia anterior sabia que não cairia de novo no buraco, o farol cumpriu a sua missão. E foi quando se apercebeu que, a partir dali, se calhar era mais sensato sair pela porta da frente em vez de pela porta de trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos passaram e o rapaz morreu. O farol foi reedificado muitos anos depois, no mesmo sítio, para nos relembrar que os seres humanos tem capacidade de raciocínio e aprendizagem com os erros, mas mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica a história e a imagem do farol de Cáceres, fotografia tirada da sala da minha amiga &lt;a href="http://brisafrescaemcaceres.blogspot.com/"&gt;Fresquinha&lt;/a&gt;. Obrigado pelos dias ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_M7PrVt_KCOg/TCuZ7FfGHeI/AAAAAAAAAQA/Ypgj6kfbuYc/s1600/farol+de+caceres.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_M7PrVt_KCOg/TCuZ7FfGHeI/AAAAAAAAAQA/Ypgj6kfbuYc/s400/farol+de+caceres.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488649811245014498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6179245666570653143?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6179245666570653143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6179245666570653143&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6179245666570653143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6179245666570653143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/06/lenda-do-farol-de-caceres.html' title='A lenda do farol de cáceres'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M7PrVt_KCOg/TCuZ7FfGHeI/AAAAAAAAAQA/Ypgj6kfbuYc/s72-c/farol+de+caceres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-1173611442330661772</id><published>2010-05-24T15:43:00.002+01:00</published><updated>2010-05-24T15:52:21.406+01:00</updated><title type='text'>nostalgias de um tempo que passa</title><content type='html'>Há 10 anos atrás vim viver para Lisboa. &lt;br /&gt;Quando fui ao supermercado pela primeira vez sozinha e com dinheiro "meu", fui verdadeiramente feliz. Já não tinha que pedir à minha mãe para me comprar este ou aquele chocolate, ou para levar duas latas de coca-cola, e arriscar-me a ouvir profundos "não, tu precisas é de te alimentar bem". Com tanta prateleira apelativa e todo o dinheiro do mundo disponível (entenda-se 300 euros por ser princípio do mês) dei efectivamente largas aos ímpetos que me assolaram. Comprei portanto uma lata de chantilí e vários frasquinhos de efeites de bolos coloridos e coca-cola. Fui para casa felicíssima, com um saco as 4 ou 5 coisas atrás enumeradas e passei a tarde no sofá a pôr directamente na boca o chantilí, as drageias coloridas e a beber coca-cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui ao supermercado e tudo o que trouxe poderia ser comprado pela minha mãe. Pão em fatias, que tive a separar, para congelar, presunto, salada, fruta e sei lá que mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponho que o tempo passa e as pessoas crescem mesmo. Quando estava no sofá lambuzada de chantilí e drageias coloridas não previ que um dia ia ser tão racional e adulta assim, para só comprar coisas "normais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se calhar amanhã quando for ao supermercado, acho que vou deixar a menina da caixa intrigada com o sortido escolhido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-1173611442330661772?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/1173611442330661772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=1173611442330661772&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1173611442330661772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/1173611442330661772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/05/nostalgias-de-um-tempo-que-passa.html' title='nostalgias de um tempo que passa'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-5154729975732937546</id><published>2010-05-19T02:21:00.002+01:00</published><updated>2010-05-19T02:38:12.844+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De todos os sonhos possíveis e impossíveis, quantos são os gritos que calam, que calas, quando a noite se põe e te sentes confortável numa ausência de luz que te segreda que tudo poderia ser isto?&lt;br /&gt;Procuras respostas e escondes perguntas, deixando-te encontrar certezas que não existem, permitindo-te encontrar abrigos que caem nas primeiras chuvadas da estação.&lt;br /&gt;Sabendo de todas as indefinições, chamas nomes às coisas e obriga-las a tornarem-se naquilo porque as chamas. Infrutífero, sabe-lo tão bem quanto o que acreditas nas suas impossíveis possibilidades.&lt;br /&gt;Quanto mais será preciso para deixar o teu corpo arder nas chamas pelas que chamas e foges? O que mais será preciso para encontrares uma eufórica paz que te consuma na alegre destruição daquilo que anseias por não seres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, todas as memórias, confusas. Diferem apenas no sonho do dia que nunca tiveste coragem para concretizar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-5154729975732937546?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/5154729975732937546/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=5154729975732937546&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5154729975732937546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5154729975732937546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/05/de-todos-os-sonhos-possiveis-e.html' title=''/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-5269836721884918656</id><published>2010-05-10T12:51:00.004+01:00</published><updated>2010-05-10T13:02:59.012+01:00</updated><title type='text'>Da vida deles V</title><content type='html'>- Mas como assim? Uma equipa de quê? - perguntou Jefferson a John, com curiosidade mais do que espanto.&lt;br /&gt;- Então Jefferson, para termos mais impacto, temos que nos organizar de maneira a cobrir todas as frentes, a estarmos preparados e a poder prever o imprevisivel. Desta forma conseguimos uma vantagem aos outros candidatos que não vão estar tão bem preparados. - respondeu John, com os olhos a brilhar com o entusiasmo de quem sabe que teve uma ideia que só pode resultar.&lt;br /&gt;- Então achas que isso vai assegurar mais sucesso?&lt;br /&gt;- Acho Jefferson. Acho que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a maioria das pessoas não planeia fracassar, fracassa por não planear. (John L. Beckley)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John L. Beckley 1757-1807&lt;br /&gt;Com o crédito de ter sido o primeiro gestor de campanha política, com parâmetros semelhantes aos modernos, para Thomas Jefferson.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-5269836721884918656?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/5269836721884918656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=5269836721884918656&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5269836721884918656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/5269836721884918656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/05/da-vida-deles-v.html' title='Da vida deles V'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7230063775720444642</id><published>2010-05-03T19:22:00.001+01:00</published><updated>2010-05-03T19:28:29.626+01:00</updated><title type='text'>Lições de humildade ou coisas que aprendi ultimamente e que não quero esquecer:</title><content type='html'>1º Analisamos todos os comportamentos das pessoas segundo o que achamos que fariamos em igual circunstância. E, no entanto, sabemos que não podemos querer que todas as pessoas sejam iguais a nós. Temos, obrigatoriamente, que aceitar as pessoas como elas são, mesmo quando nos fazem coisas que achamos que jamais lhes fariamos. A única coisa que nos cabe, que podemos fazer é, sabendo o que elas fizeram nessa situação (e que provavelmente voltarão a fazer em idênticas circunstâncias) é decidir "quem" queremos ser para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º Não se controlam nem manipulam sentimentos, nem os nossos nem alheios. Se não somos donos dos nossos sentimentos (e talvez sejam eles que são donos de nós) como podemos achar injusto que alguém não sinta por nós o que sentimos por essa pessoa? Ou como achamos que podemos "prender" alguém para toda a vida? Tudo o que podemos fazer é tentar alinhar as nossas acções com os sentimentos que queremos que alguém tenha por nós e esperar que resulte, e depois que resulte por um bocadinho, e depois esperar que dure mais um bocadinho e depois outro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7230063775720444642?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7230063775720444642/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7230063775720444642&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7230063775720444642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7230063775720444642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/05/licoes-de-humildade-ou-coisas-que.html' title='Lições de humildade ou coisas que aprendi ultimamente e que não quero esquecer:'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-7757352003862461308</id><published>2010-03-31T20:24:00.003+01:00</published><updated>2010-03-31T20:29:47.716+01:00</updated><title type='text'>uma estátua qualquer</title><content type='html'>Mandaram-na erguer no princípio do século XX. De bronze luzidio, impressionou todo um país que se juntou para a inauguração. Forte, intocável, inantigível. Causou sincera admiração nos meses que se seguiram, com propositadas expedições só para a ver, apenas para a admirar. Fizeram-se comparações com o seu nome - saia sempre vencedora - quase se criou um ditado com sua referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois... depois aconteceu o que costuma acontecer nestas coisas. Tornou-se invisível aos olhos de quem ali passava, por sempre lá estar, algumas vezes incómodo pelo trabalho que dava a limpar e por fim mero depositório de merda de pombos que a usavam para cagar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final foi substituída, dos fracos não rezou a história e todas as suas forças não eram mais do que vulneráveis fragilidades. E quem o adivinharia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ninguém, senhora, ninguém."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-7757352003862461308?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/7757352003862461308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=7757352003862461308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7757352003862461308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/7757352003862461308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/03/uma-estatua-qualquer.html' title='uma estátua qualquer'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-4618173147330575084</id><published>2010-03-10T23:12:00.004Z</published><updated>2010-03-10T23:17:53.858Z</updated><title type='text'>hum.</title><content type='html'>Postulado: Escrever é captar um momento e torná-lo relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercício tecnológico: Escrever é sistematizar no teclado um determinado acontecimento, eternizando-o na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercício maternal: Escrever é segurar um frágil momento, cuidando-o e desenvolvendo-o para que ele encontre o seu caminho nas vidas de outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercício mágico: Escrever é tentar traduzir a magia de um momento, congelando-o num movimento de varinha de condão para que nunca perca a sua beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercício psicológico: Escrever é traduzir os impulsos sistémicos, analisando e determinando as suas motivações e consequências, de modo a aprender e evoluir enquanto pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercício simples: escrever é isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-4618173147330575084?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/4618173147330575084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=4618173147330575084&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4618173147330575084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/4618173147330575084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/03/hum.html' title='hum.'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-6023011838047120202</id><published>2010-02-25T20:51:00.002Z</published><updated>2010-02-25T21:01:52.228Z</updated><title type='text'>Disney</title><content type='html'>Ah e tal, o mundo cor-de-rosa da Disney, a vida devia ser um conto de fadas como os filmes da Disney... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E suspiram, ansiando por um filme cor-de-rosa da Disney. E nem se apercebem!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e gostava de ser uma princesa!... como, por exemplo, a Branca de Neve! Dizem. E nem se apercebem, que a Branca de Neve era uma ameaça sexual para a sua madrasta, que por isso a matou e portanto foi salva por um principe com base na sua única mais valia - uma carinha laroca. E provavelmente ser boazona. Tipo... ele nem falou com ela! Há mais evidente vontade de comer alguém do que nem falar com ela???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Cinderella? òptima capacidade de trabalho, completamente explorada pela sua entidade patronal (a madrasta e as irmãs) e no final acaba com um principe que... uhm.. err... a quer comer. Tipo, ya, dançaram uma beca, a seguir ela baza e ele fica com tanta tanta tesão que tem que a encontrar para... a comer. Mais uma vez, era boazona. Podia ter ambição profissional, já que era eficiente. Podia ter delineado todo um programa político e de gestão para o reino, ter-he falado nele, captado o interesse dele quer pela sua cultura geral, quer pela sua visão estratégica. Mas não, ele queria-a comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas podemos falar na pequena sereia... aí todas as questões são outras. Ela muda a sua aparência fisica e tudo aquilo que é para agradar um homem. Em troca perde a capacidade de falar, e então? Assim como assim, ela não tem nada de jeito para dizer mesmo! Nem precisa porque... o principe só a quer.... comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero ser ressabiada, nem femininista, nem nada esquisito... mas... hey! A Disney anda-nos a ensinar que basta um homem querer comer-nos!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-6023011838047120202?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/6023011838047120202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=6023011838047120202&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6023011838047120202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/6023011838047120202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/02/disney.html' title='Disney'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12437506.post-2389129333107421444</id><published>2010-02-22T21:36:00.002Z</published><updated>2010-02-22T21:46:33.849Z</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Ela tem hábitos péssimos. Deixa a roupa espalhada pelo chão, todas as manhãs. E todas as noites tira as meias quando já está deitada e empurra-as para o fim da cama, perto da fronteira onde o colchão acaba. Quando se mudam os lençóis à cama, é comum encontrarem-se duas ou três meias perdidas e desemparelhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estes nem sequer são os seus piores hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço-a bem, tão bem quanto se pode conhecer alguém. Conheço as suas manias, e tantas que tem! Tem, por exemplo, a mania que há-de conseguir sempre o que quer. Nem sempre consegue, mas por ter essa mania é mais insistente e às vezes até resulta. Quando resulta, diz de sorriso posto que consegue sempre o que quer, mas é mania dela, para o conseguir às vezes. Tenho ideia de que ela tem consciência disto, mas não tenho a certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que ela vai construíndo as suas verdades. Outro exemplo, é quando ela se obriga a querer coisas que não sabe se quer de facto. Mete só na cabeça que as quer, para se obrigar a querê-las e depois para tentar consegui-las. Mais uma vez, não tenho a certeza que ela saiba disso, mas às vezes desconfio que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são raras as vezes que carrega nos ombros toda a tristeza do mundo. E isto é que eu não sei porquê. Sei que às vezes trás a tristeza mais triste de todas. Disfarça-a, claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente-se muitas vezes perdida e é aí que se obriga a querer coisas. É bastante sozinha mas, ao mesmo tempo que procura outros, tenta guardar a sua solidão só para si. Às vezes tento meter conversa com ela, mas nem sempre lhe consigo chegar a sério. Ela não deixa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12437506-2389129333107421444?l=taparueres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taparueres.blogspot.com/feeds/2389129333107421444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12437506&amp;postID=2389129333107421444&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2389129333107421444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12437506/posts/default/2389129333107421444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taparueres.blogspot.com/2010/02/blog-post.html' title='...'/><author><name>Sofia VC</name><uri>https://profiles.google.com/109811799280817990588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-Xe5CZpDlnXk/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAXg/opdtWLb_Urw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
